sábado, 1 de junho de 2013

20130601 Sabedoria

"Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra."
Jesus numa anotação de João 8:43



Será que não entendemos as palavras de Jesus?


Será que não lhe dedicamos nossa atenção?


Não podemos generalizar. Alguns são verdadeiramente atentos ao apostolado ao qual se dedicam. Ora dando uma aula de qualidade e atendendo atenciosamente aquele aluno de aprendizado mais lento.


Noutro momento é aquela atitude paciente no trânsito mais complexo de uma grande cidade.


Por vezes, dentro do próprio lar, a relação difícil com a companheira ou companheiro de jornada. Podemos ter atitudes egoístas e fechados, quando deveríamos estar abertos ao diálogo e ao apoio mútuo.


"Caridade bem coordenada começa dentro de casa." dizia meu cunhado. E tinha toda razão.


Por vezes somos notáveis na rua e desprezíveis no Lar. O Lar, nosso mais forte local de aconchego, e verdadeiro progresso. Isto quando se trata realmente de um Lar. Se for apenas uma casa onde corpos descansam e nada há de afetividade temos a materialidade e as características atuais de algumas famílias.


Viver é compartilhar afeto e emoções. Num processo com início no seio do Lar, e expansível pela vizinhança, cidade e planeta.


Do pequeno para o grande. Do simples para o complexo. Diria eu, dos ouvidos moucos, aos ouvidos atentos a tudo e a todos, inclusive ao chamamento dos nossos semelhantes.


Assim agindo, estaremos dando atenção à preocupação de Jesus quanto à sua mensagem.


Mais que isso estaremos nos ajustando às Leis Naturais, no caminho da sabedoria.


Paulo Cesar Fernandes

01  06  2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

20130531 Mutabilidade responsável

"...Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele,"
Paulo a Timóteo 6:7



Somos viajantes do tempo, como leve pena sob a ação do vento.


Viemos não sabemos de onde. Chegamos ao regaço materno.


Acolhidos em seu amor fizemos nossa trajetória, mal ou
bem estruturada, segundo nossas aquisições a se perderem no já vivido tempo.


Aqui estamos nós! Mas...


ZAP! Podemos, de pronto não mais fazer parte dos encarnados.

Novos rumos, novos corpos, novas metas, novas possibilidades.


A existência é assim. Mutante. Ágil. Poderosa e oportunizante.


Várias encarnações, num grande mosaico de experiências.


Nesse processo valoroso, vamos ombreando com os mais diversos espíritos; como nós, viajores de existências. Capazes de coisas belas e excitantes, bem como capazes de atos entristecedores. Degradantes. Assim é a coisa! Dizem meus amigos centro-americanos.


Somos todos assim. Imprevisíveis. Exatamente por isso, com possibilidades múltiplas a cada dia, cada momento.


Num mesmo dia podemos ter, ora atitudes grotescas e num outro momento, a leveza mais pura no olhar e nas palavras.


Somos esse universo desconhecido e inesperado. Espíritos em evolução.


Apenas isso, nada mais: Espíritos em Evolução.


As Leis Naturais nos garantem o tempo interminável.


Nossa tarefa: escolher entre a materialidade vigente em nosso mundo, e a espiritualidade a ser construida pelas nossas escolhas no uso desse tempo imenso ofertado pela vida.


Nossa Liberdade é Total. Mente quem tenta te colocar limitantes.


E mente para te dominar, te fazer temeroso da vida, e servo de uma forma ou de outra.


"A aranha vive no que tece." nos ofertou Gilberto Gil.


O poeta e filósofo nos forneceu a fórmula do viver responsável.


Pense um pouco mais sobre a frase! Ganhará!


Paulo Cesar Fernandes

31  05  2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

20130530 Jesus é verbo


Ele salvou a muitos e a si mesmo não pôde salvar-se.
Observação de Mateus 27:42



Uma ótica estreita, delimitada entre o berço e o túmulo, traz essa afirmação de Mateus. Basta nos afastarmos no tempo e teremos uma outra visão/compreensão de todo o processo.


1) Para nós espiritas, esse não é o momento mais importante da passagem de Jesus pela Terra. Foi muito usado pela Igreja Católica no domínio dos homens de todos os tempos, inclusive hoje, em missas de padres conservadores, o madeiro é sempre lembrado, para o rebanho não se rebelar diante das injustiças do mundo.


Afinal, o martírio maior foi vivido por Jesus para salvar a humanidade. Esse argumento eu ouvi na Igreja do Embaré, enquanto esperava uma amiga. Bom lembrar de quanto reacionária é a Igreja politicamente. Desde os padres com inserção nos Meios de Comunicação de Massas ao Papa.


Nomes como Helder Camara; Tomás Balduíno e Pedro Casaldáliga são desviantes dessa massa perversa. Homens capazes de afrontar a morte pelo "povo de Deus", como eles mesmos denominam. São outra coisa dentro dessa instituição. Não falam no madeiro em suas celebrações, contrariamente realçam o Jesus vivo em cada um de seus seguidores. Lembrar aqui o amparo dado pelos Beneditinos, durante a Ditadura Militar, para conduzir ao exterior os militantes perseguidos. Frei Betto entre eles.


2) Tendo em vista a imortalidade, Jesus de Nazaré apenas se viu compelido a sair do corpo. Um corpo mutilado pela ignorância popular. Presente na época de Jesus, e em todas as eras da humanidade. A ignorância é sempre mais numerosa que a sensatez. Bom senso e condescendência é privilégio de poucas pessoas, em
qualquer tempo histórico.


3) Salvação é outra falácia, necessária de ser extirpada do movimento espirita de uma vez por todas. A incultura é promotora dessa visão da necessidade de salvadores. Salvadores da almas. Salvadores de pátrias. Salvadores de equipes de futebol.


Apenas podemos salvar aquilo em processo de perdição, de
decomposição ou de degradação, como é o caso de alguns pontos do planeta Terra, aos quais os ambientalistas deitam seu foco.


Nós, espíritos, não temos nada disso. Sempre vivenciamos experiências, libertamente escolhidas. Se as escolhas trouxerem a dor, reordenaremos nosso modo de agir, aprendendo algo. E na dinâmica dialética da existência vamos progredindo. Sempre lembrando, contar com o aliado tempo jogando ao nosso lado, bem como das oportunidades oferecidas pelas múltiplas encarnações.


Nessa dinâmica existencial. Estamos cada um de nós no momento mais propício, no lugar mais acertado. Com o caminho pleno de possibilidades. Contamos para isso não com o Jesus do madeiro, da cruz. Nada disso. Mas com o Jesus vivo, caminhando por sua Galiléia e lançando sementes de verdades cabíveis em todos os
tempos, e germináveis em todos os corações a elas devotados.



"Jesus não é substantivo, Jesus é verbo." diz Ricardo Arjona. Um cantautor nascido na Guatemala e cuja carreira veio a deslanchar no México.


É isso. Jesus não é o homem apenas. Mas as ações brotantes da sua mensagem, pulsando no coração do Homem de Bem.


Paulo Cesar Fernandes

30  05  2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

El Cristo de los villeros

Pode não ser Cristo pois detesto essa denominação católica.
Mas é um Jesus muito próximo do povo dos nossos países.
Diferente da riqueza e do fausto dos igrejas que por aí andam.
Na simplicidade nasce a vida.
Francisco de Assis me ampara nessa afirmação.
Ou não?


Chamamé é um ritmo presente no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no Brasil, no Paraguay e na Argentina no que eles chamam de províncias litoraleñas. Nas margens dos Rios Paraná e Uruguay.


===



Amandayé
El Cristo de los villeros

Amigos voy descubriendo,
a un Cristo de cuerpo entero,
Un Cristo tan compañero,
que anda llevando en la villa,
la misma vida sencilla,
del Cristo de los villeros.


Nació a orillas de un poblado,
vivió en país extranjero,
Fue un pobre tan verdadero,
que del cielo donde vino,
solo se trajo el camino ;
lo mismo que los villeros


En ese Cristo yo creo,
el mismo Cristo que espero,
Es un Cristo sin dinero,
que trabaja con sus manos,
el Cristo de mis hermanos,
que vuelve entre los villeros.
Este es el Cristo que vive,
cuando a mi hermano lo quiero,
Cristo de rancho y madero,
Cristo de amor y sin techo,
Cristo fraterno y derecho,
con el alma del villero.


Cristo muerte ,Cristo vida,
Cristo señor y pueblero,
palabra y no palabrero ;
sufre muere y resucita,
inquieta llama me invita,
desde el rancho del villero.
Y si usted va descubriendo ,
a un Cristo de cuerpo entero,
tan concreto y compañero,
que se hace vida sencilla,
es el Cristo de la villa,
el Cristo de los villeros.


En ese Cristo yo creo,
el mismo Cristo que espero,
es un Cristo sin dinero,
que trabaja con sus manos,
El Cristo de mis hermanos,
que vuelve entre los villeros.
Este es el Cristo que vive,
cuando a mi hermano lo quiero,
Cristo de rancho y madero,
Cristo de amor y sin techo,
Cristo fraterno y derecho,
con el alma de villero.



Paulo Cesar Fernandes

28  05  2013

20130528 Nosso lugar

"..vou preparar-vos lugar."
Jesus anotação de João 14:2



Uma mensagem vinculada ao Bem Maior foi deixada na Terra fas muitos séculos.


Um homem que dividiu o mundo, antes e depois de sua estada entre nós.


Assim, sua mensagem deve ter sido importante. Deve ser um norte capaz de nos abrir portas de felicidade e paz. Mensagem pura e cristalina.


Se assim é, por que tão poucos ouvidos se colocam aptos a tal mensagem?


Qual o motivo de andarmos ao largo desse manancial de pura água?


Creio eu ser a dificuldade de mudar.


Todos temos, em maior ou menor grau uma tendência a permanecer tal qual estamos. Queremos a paz e a felicidade mas vindas num passe de mágica.


Mágica não existe. São mãos hábeis de prestidigitadores a nos trazer a ilusão, nos espetáculos públicos. E muitos gostamos da ilusão. Nos damos bem com toda sorte de ilusões. Nossa sociedade vende ilusões. E, segundo Bauman: "não as entrega".


Mas nossa realidade como espíritos não admite ilusãoes. E sempre, quando se apresenta a realidade, ao seu lado se apresentam as desilusões e os desencantos. Momentos de dor e reestruturação existencial.


Exatamente nos momentos onde a dor nos toca de forma mais pungente, é quando nos apercebemos de nosso distanciamento de tudo aquilo proposto dois milênios antes. Em geral é o momento na qual fazemos uma reavaliação da nossa vida e, se inteligente formos, acabamos por estabelecer escolhas diversas das anteriores.
O novo se apresenta, e o novo acaba sendo a antiga sabedoria, de Jesus, dos filósofos, de Buda, das expressões imutáveis da sabedoria.


A existência terrena nos serve para isso. Para nos abrir caminhos de aprendizado, dessas coisas todas em geral alijadas do nosso viver.


Em suma serve para preparar-nos para a morte.


Feliz daquele, capaz de cultivar valores imorredouros, desde os tenros tempos de sua vida terrena. Já estará vivendo em nosso plano material o lugar prometido por Jesus para a imaterialidade.


Afinal, assim como o Saber, o Bem não ocupa lugar.



Paulo Cesar Fernandes

28  05  2013

segunda-feira, 27 de maio de 2013

20130527 Bom senso

"Linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós."
Paulo a Tito 2:8



Para quem, como eu, lida com a palavra, esta advertência é certeira. Pois muitas vezes já me vi arrependido de usar palavras rudes, nem sempre condizentes com os sentimentos mais brandos, do interior da alma.


Uma vez dita a frase não há retorno. Podemos até nos desculpar, mas jamais será igual, nunca tão bom como se houvessemos silenciado no momento de ira. Se tivesse eu contado até dez, cem.


Muitas palavras ouvimos e falamos no calor dos debates, e nem sempre são a expressão do coração. Fala nessa hora o orgulho e
principalmente o desamor. Ausência total de caridade. Destempero emocional.


Não somos santos... Estamos em aprendizado... e blá blá blá...Porém.


Há de cuidar das nossas expressões na palavra escrita, na nossa fala, bem como em nossos pensamentos. Pensamentos são energia em movimento.


Quem já recebeu um texto cheio de ódio, ou cheio de afetividade sabe bem disso.


Palavras, em qualquer das formas na qual as expressemos, carregam energias. Repito, mesmo nos pensamentos.


Por que motivo a convivência com determinadas pessoas nos traz taquicardia? Enquanto outras nos são neutras ou afetivamente aconchegantes?


O ódio é uma força, tal e qual o amor. Ambos são capazes de construir e de destruir.


Vivemos mergulhados em energias. Geramos e interagimos energéticamente. Nos sentimos bem, ou nos sentimos mal, segundo as energias dos ambientes pelos quais transitamos.


"Se voces se sentirem mal, com alguma pessoa, ou em algum lugar, afastem-se". Esse foi sempre o sábio conselho de João Guimarães Rosa a seus filhos.


Médico de profissão, diplomata, e curioso buscador de todas as formas de religiosidade, viver em Minas Gerais lhe ajudou nesse aspecto. Onde acabou por construir a sua forma de se postar dentro da vida. Aprendizado transmitido aos filhos, e legado importante a cada um de nós. Buscar o Bem e promover apenas o Bem.


Mas eu vou abdicar de minha capacidade crítica?


Evidentemente não. Temos obrigação de denunciar o erro, onde quer ele se apresente. Mas há formas e maneiras de o fazer. Podemos sempre encontrar uma maneira serena e doce, capaz de esclarecer sem ferir. Se o receptor for algo mais maduro.


Uma crítica, vinda de uma pessoa sensata, eu devo pelo menos buscar apreende-la, para num momento outro julgá-la procedente ou não. Quanto mais a minha razão for o instrumento de análise, mais próximo estarei de uma conclusão justa.


Permitam um relato pessoal.


Um amigo anos atrás teceu um comentário acerca de minha volubilidade. Por certo tem razão. De lá para cá venho mais atento a esse aspecto, e buscando lidar com esse elemento negativo de minha personalidade. Embora tenha consciência da orígem desse defeito: minha busca incessante de novas formas de pensar. Busca do conhecimento sempre renovado. Se tive vários focos nos dez últimos anos, por outro lado adquirí multiplos conhecimentos. Duas novas línguas. Uma compreensão de como pensam os intelectuais da Europa e mais recentemente de Nossa América Espanhola.


O tempo é único. Direcionamos para um lado ou para outro segundo nossos interesses, e podemos ter interesses múltiplos e mutantes.


Direito de cada um. Mas meu amigo tinha razão é uma característica inútil num grupo de estudos.


Afinal não basta escrever, é necessário desenvolver um estilo, e ter uma finalidade útil em nossa escrita.


Vivemos num mundo multinformacional. Mas em nome da liberdade de expressão, lixo por toda parte. Saber selecionar é uma arte.


Escolher uma leitura, um filme é como comandar uma reunião mediúnica.


Acolher a todos os espíritos, mas ter sempre a preocupação de saber se a mensagem trazida visa o Bem Geral. E um dos instrumentos de análise, além do conteúdo é o requisito da linguagem.


O bom senso deve permear a relação entre o plano da materialidade e a espiritualidade. Sempre!


Paulo Cesar Fernandes

27  05  2013

domingo, 26 de maio de 2013

20130526 Sem desistir

"Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado."
Paulo aos Hebreus 11:25


Pecado é complicado, muito complicado. Não dá!


Desconsiderando o pecado, algo próprio no tempo de Paulo de Tarso, mas completamente inofensivo nos tempos de indidualismo e racionalidade atuais, podemos iniciar nossa análise.


Trazer a questão das escolhas, e das incompreensões possíveis das escolhas do homem ao longo de sua trajetória terrena.


Quem pode julgar quem?


Na verdade ninguém.


Somos viajantes libertos de tudo e de todos. Trajetória de escolhas milhares ao longo das encarnações desfrutadas por nós. Oportunidades de crescimento interior. Tanto no campo ético como no intelectual. Somos um devir permanente. Somos uma possibilidade constante.


Seres inacabados.


Como uma escultura. Precisamos do cinzel das dificuldades a vencer, para ir ganhando forma. Dos desafios para ir consolidando nossas estruturas éticas e estéticas.


Somos a beleza em potencial. Obras de arte a desabrochar ao público maior dos nossos semelhantes. A partir dos enfrentamentos e confrontos com nossos companheiros de jornada se dá a nossa formação. Afetos e desafetos poderão ser construidos, nesse entrechoque de sentimentos.


Busquemos sempre a afetividade sincera, a única capaz de nos garantir a serenidade e a paz.


Somos criados para a felicidade e para o amor.


Tudo diferente disso é uma questão de aprendizado de viver.


Dentro de nós repousa um tesouro, basta nos voltarmos para todas as potencialidade ali presentes e a paz dominará nosso coração.


Cada dia um pouco. Sem desistir nunca. Sempre caminhar!


Paulo Cesar Fernandes

26  05  2013

sábado, 25 de maio de 2013

20130525 Faróis

"Nunca te deixarei, nem te desampararei."
Paulo aos Hebreus 13:5



Desalento. Desamparo. Sensação de desânimo diante da vida.


Quem nunca passou por isso, deve ter construído ao longo de sua trajetória, uma gama de pensamentos apenas voltados ao Bem e ao amparo ao semelhante. Ou pensamentos de positividade e esperança. Tenho certeza da existência de muitas pessoas com tais características. Não as faces sorridentes e falsas que  
costumeiramente vemos nas revistas, ou em festas e eventos.


Penso, mais concretamente, nos 'sem holofotes' de qualquer espécie sobre si. Nos benevolentes dos bairros, servidores ocultos de tantos quantos possam buscar seu amparo. E muitos em nosso mundo são assim. Esses não aparecem nas telinhas da TV, ou nas páginas dos jornais.

Penso na irmã alguns anos mais idosa, capaz de reduzir os próprios sonhos para permitir aos seus irmãos o acesso ao conhecimento. Milhares de casos anônimos ocorrem no Brasil e no mundo. 


Mas isso talvez ainda não ocorra conosco: lidadores do dia a dia; buscadores do pão através do trabalho digno. Nós, cuja condução apinhada faz parte do natural em nossa vida. Muitos enfrentamos uma série de incompreensões e atitudes infelizes, quer no trabalho quer nas instituições a qual nos vinculamos. Coisas capazes de
interferir em nossa paz interior.


Quem não topou com isso em seu caminho?


Mas que é isso para quem estabelece um roteiro no Bem?


Apesar das dificuldades por cada um de nós ainda enfrentadas, podemos nos mirar nos positivos exemplos das pessoas acima descritas. "Orai e Vigiai." disse Jesus. Não devemos abrir mão das orações, mas focar muito mais fortemente na vigilância interior.


Pensamentos podem se transformar, assemelhando-se ao dessas pessoas. O sorriso largo e sincero pode brutar em nosso semblante a qualquer momento. Paulatinamente, tornarmo-nos um desses ocultos benfeitores, sem necessidade de apreciação de ninguém, e de nada além da nossa sã consciência.


O tempo, nesse aspecto, joga sempre a nosso favor. É nosso incontestável aliado. A Vida Maior, a vida mais ampla e produtiva nos aguarda sempre. Nos livre ela apenas da maldade humana, capaz de ver em tudo uma intencionalidade perversa, motivações indignas; um olhar para seu semelhante tomando a si como referência.


Viver a nossa vida, intensa e plenamente. Esse deve ser o nosso projeto. Cada um vivendo a sua história; não interferindo na dos outros; não criticando os outros; não se ocupando dos outros; só isto, de per si, já representará um avanço social enorme. Trará uma nova forma de pautar as atitudes sociais. Afinal é por pessoas
como nós composta a sociedade.


Cada um na sua, na linguagem comum. E todos voltados para o bem comum. O futuro me parece será assim. Sem competição e com muita solidariedade, corações sempre abertos ao acolhimento e amparo, na dor dos semelhantes.


Não já. Não logo. Mas será indubitavelmente. O Mal já habitou a Terra por tempo demasiado.


E para a travessia rumo ao novo tempo, temos a mensagem de Jesus de Nazaré, Buda, além de todos os filósofos, tanto do ocidente quanto do oriente. Suas palavras sempre nos direcionam por um caminho de maior sensibilidade e acerto nas atitudes. São faróis sempre presentes na espessa noite da materialidade de
todos os tempos da história da civilização.


Nunca faltaram ao homem palavras corretas. Pena terem sempre sido relegadas a planos secundários de sua forma de viver.


Novos ventos varrem a Terra. Possivelmente sejamos capazes de ver brotar a espiritualidade, das cinzas do antigo mundo.


Assim sonho eu!


Paulo Cesar Fernandes

25  05  2013

sexta-feira, 24 de maio de 2013

20130524 Pedras do caminho

"Para ver se de algum modo posso chegar à ressurreição."
Paulo aos Filipenses 3 :11



Vamos deixar de lado a questão da ressurreição. Católica. Nem capaz de ser compreendida pela reencarnação espírita.


Então como ler esse texto de Paulo de Tarso? Chegar a que? Por que caminhos?


Ainda agora, antes deste momento de minha meditação diária, pensava eu sobre o Bem.


Ser um Homem de Bem é algo fácil. Basta cumprirmos as normas sociais com dignidade, e teremos o reconhecimento social, e a consciência tranquila.


Mas isso não basta. É necessário sejamos Homens Bons. E a bondade nos requisita muito mais. Verdadeiramente muito mais. Em primeiro lugar, o esquecimento de toda iniquidade da qual sejamos eventualmente vítimas. Seja isso realidade ou pura imaginação nossa, como costumeiramente ocorre.


Esquecer é mais que perdoar. É saber do problema, e passar batido por cima dele, a ponto de não nos sentirmos tocados. Só isso já nos habilita a ir de encontro à paz. Já nos traz qualidade de vida.


Mas para nos sentirmos bons é mais difícil. Precisamos da certeza de estar fazendo tudo ao nosso alcance na melhoria dos nossos próximos mais próximos, nossos familiares. E ir abrindo esse conjunto de beneficiários nossos; pouco a pouco, até atingir uma gama muito ampla de pessoas. Esse predispor-se ao próximo é muito difícil, pois nosso egoísmo ainda é vigente em nós; falo por mim, mas outras pessoas podem se sentir em situação análoga. É difícil, muito difícil.


Mas... De algum modo posso chegar a isso, como coloca Paulo?


Reordenando valores, conduzindo nossa vida nessa nova gama de valores: simplicidade, frugalidade (Hummm...), focar nas coisas capazes de nos melhorar e desconsiderar tudo aquilo capaz de nos trazer aborrecimentos e contrariedades.


Enfim. Traçar metas existenciais. Como espiritos imortais, metas de espiritualidade: abstração do mal; adesão ao Bem Maior; leituras interessantes; algum ramo da arte; preocupações éticas e estéticas, pois ambas tem muita conexão; definir valores existenciais, coisa pouco comum no nosso mundo de materialidade.


Serei eu a definir tuas eleições existenciais? Não mesmo! Não quero, não devo, jamais faria isso. É tua vida, teu tempo, são teus sofrimentos e teus sonhos em jogo nisso. Vai daí apruma-te e toma as rédeas do teu viver, do teu existir.


Lembrar apenas ser sua existência algo muito além do estrito limite berço/túmulo.


Espraia-se na longa extensão do tempo. Em sua plena elasticidade.


Espaço infinito de oportunidades de encontro com a nossa Felicidade.


Altamente merecida. Por ter sido construída passo a passo. Decisão por decisão.


Colocamos cada pedra do sendero feliz pelo qual caminhamos.


A Felicidade e a Sabedoria tem o mérito como pré-requisito.



Paulo Cesar Fernandes

24  05  2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

20130523 Pelos atos, pelas obras

“Assim também a fé., se não tiver as obras, é morta em si mesma.”
TIAGO  2:17



Assim é! A fé em si mesma nada tem de útil. É um único vazio, uma inutilidade a iludir os incautos. Eu combato a fé.


No desvão da fé as pessoas deixam de se valer da Razão, o único caminho capaz de levar o homem a novos patamares de percepção da vida e de seus semelhantes. A razão somada ao amor faz surgir coisas como os "Médicos sem Fronteiras", cuja razão vislumbrou uma situação calamitosa e injusta, e o amor mobilizou esses espíritos no sentido do amparo ao semelhante.


Não somos médicos, enfermeiros, mas somos algo nesta vida. Temos a capacidade de pensar, de raciocinar claramente, e um coração capaz de sentir as desgraças apresentadas por este mundo. Fruto sempre o Orgulho e Egoísmo como bem disseram os espíritos a Kardec, no momento em que foram questionados sobre os
maiores males enfrentados pela humanidade. A resposta veio sem hesitação.


Triste nos é perceber a continuidade das mesmas chagas dominando os corações. A humanidade é sempre a mesma. Mudam as formas e meios de expressão dos seus defeitos. Não quero com isso afirmar a ausência de progressos, e progressos significativos nas décadas passadas. A brutalidade do início do século passado foi
se atenuando na grande massa da população. Temos ainda seres na primitividade, mas na sua grande maioria apenas fruto das condições sociais injustas nas quais estão inseridos.


A revolta antes canalizada nas lutas sociais através de sindicatos e partidos políticos esvaneceu.


A força do individualismo imposto pelo capitalismo na atualidade trouxe o "salve-se quem puder" social. E cada qual lutará com as armas ao seu dispor. Dentro das organizações, a competitividade mais absurda, despojada de qualquer valor ético. E nas camadas mais despossuídas das populações, a busca de qualquer caminho,
desde que seja rápido, para alcançar os objetivos colimados.


"Não dá mais Paulo, eu vou partir prás cabeças." me disse muitos anos atrás um amigo, quando eu militava em bairros populares. Significava ele, partiria para o crime. Não sei se minhas alegações sobre sua esposa e seus filhos tiveram efeito, eles desapareceram do bairro. A falta de trabalho, a baixa remuneração quando o
encontrava, e os problemas pessoais desse amigo o empurravam por um caminho. Equivocado. Mas o único que via de dentro de sua situação.


Mas é bom lembrar ser a pobreza um elemento sempre presente na história da humanidade, e nem por isso todas as pessoas se puseram a assaltar e a roubar. Mesmo hoje a dignidade é presente na grande maioria dos lares.


A violência presente em nosso mundo, nasce da desestruturação psíquica provocada por uma sociedade injusta e vil. Problema já levantado após a Segunda Guerra por Erich Fromm, em seu livro "Psicanálise da Sociedade Contempórânea", onde aponta o
crescimento da violência sob o capitalismo.


Hoje. Além da violência natural do capitalismo, temos o "advento" das drogas. Sejam elas sintéticas ou não, são uma desgraça a se abater sobre o mundo ocidental. Geratriz de violência e desespero entre os lares do mundo.


Um quadro desses não permite espaço para a fé. Requer mentes e braços dispostos ao trabalho regenerativo de todos os envolvidos em qualquer tipo de desvio de conduta. Ações firmes, porém acolhedoras. Capazes de dar ao espírito em desequilíbrio a segurança na benevolência daquele que o atende.


E mais.Tarefas de grande envergadura como esta, não são tarefas para governos tão somente. São tarefas para todo um povo. Toda uma nação.


Além disso, não é via legal a solução de problemas em expansão. Mas via envolvimento social. Retomada de valores éticos, fundamentalmente dentro do âmbito familiar. E onde se desagregou a família, oportunizar aos frangalhos restantes um clima aconchegante, capaz de assegurar-lhes uma diretriz.


O tempo da fé morreu!


Vivemos o tempo das obras, dos atos, das ações afirmativas da vida e da cidadania. Sempre tendo como valor maior a Justiça e o amor aos semelhantes.


"Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver Amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé ao ponto de transportar montes, se não tiver Amor, nada serei."


Paulo de Tarso aos CORÍNTIOS, 1:13


Paulo Cesar Fernandes

23 05 2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

20130522 Justriça ou vingança

"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.. ."
Jesus  anotação de Lucas 23 :34



Temos sempre dois momentos ao longo de nossa trajetória: antes do conhecimento e depois do conhecimento. Isso se repetindo multiplas e multiplas vezes, pois são muitas as coisas aprendidas entre o berço e o túmulo. Se pensarmos na existência, englobando diversas encarnações elevamos isso a enésima potência.


Queiramos ou não somos costumeiros aprendizes, é uma determinação das Leis Naturais comandantes de todos nós.


Como somos Seres Incompletos, vamos nos complementando nessa somatória infinita de oportunidades de aprendizado. Aqui aprendemos a perdoar; ao mesmo tempo algo mais de sociologia; mais adiante convivemos com nossos semelhantes de forma mais harmoniosa e amorosa; descobrimos a geologia ou a mecânica dos
corpos celestes. É infinito o universo do aprendizado. Infinito mesmo.


Um dado no entanto acompanha o aprendizado. Um quantum de responsabilidade diante de cada novo saber agregado em nós. O conhecimento traz necessáriamente um maior discernimento para seleção entre o bem e o mal, e mesmo uma outra ética.


Grandes filósofos, grandes cientistas, os músicos (profissionais
da música, com ou sem sucesso) e demais artistas tem uma outra forma de conceber a vida, e uma preocupação maior com o seu semelhante. São categorias de profissionais capazes de se deslocar de sua temporalidade e viver hoje, o futuro. Positivamente visionários, e nada de lunáticos, como muitos conservadores os
classificam.


Assim sendo como lidar com os juízes da Igreja no processo de Giordano Bruno?


Não eram ignorantes.


Como pensar os responsáveis pelas mortes nas Ditaduras Militares Latinoamericanas e seus assessores norte-americanos?


Na Argentina, em 7 anos de Ditadura (1976-1983), foram 30.000 mortos.


Não. Não havia ignorância ou inocência no Governo da Argentina e nem no Governo dos Estados Unidos.


Que pensar do ocorrido no Chile de Salvador Allende?


Em todos os casos os executores eram conscios de seus atos e os faziam com requintes de crueldade.


Diferentemente ocorre com a barbárie hoje ocorrendo no Brasil principalmente, e em outros países latinoamericanos. São espíritos embrutecidos pela ausência de uma estrutura familiar, falta de amor, de condução ao bem. Seres largados ao léu. Sem presença paterna e nem materna. E quando digo presença é estar junto e
participar da vida dos filhos.


O abismo da população é em função de cegos não poderem dirigir outros cegos. Nenhuma culpa lhes pode ser imputada. São frutos de uma sociedade individualista e egoísta. Preconceituosa e vil. De governos mafiosos e corruptos, cuja relação com o povo é sempre utilitarista e sem conexão com suas necessidades.


O governo de um país tem responsabilidade sobre os valores circulantes nessa sociedade. Os valores trazidos após 1964 ao Brasil acabaram por sufocar os valores vindos da Península Ibérica e da Península Itálica. Outra coisa. Descolada das antigas tradições culturais e éticas do imigrantes. E as novas gerações se formaram na ausência de valores. Um vazio perpassando todas as classes sociais.


A vida não é mais um valor no Brasil, e em alguns outros países latinos. Comparativamente assista os noticiários da TV Portuguesa, Espanhola, Italiana ou Francesa. Quando um assassinato ocorre é motivo de espanto e de comentário por mais de um dia. Isso nos faz perceber a presença do valor da vida nesses povos.


Precisamos no continente, de governantes sabedores de suas atribuições. Conscios de suas responsabilidades e deveres. Com sentimento de Povo e de Pátria. Que saiam pobres dos seus cargos.


Não é possível perdoar os que sabem o que fazem, e fazem sempre em benefício próprio e roubando o povo.


Não os quero na cadeia. Me basta ve-los devolvendo cada centavo roubado ao povo de seu pais. Isso já me parece justo. Cada centavo. Cada mínimo centavo.


Se a Justiça tiver sabor de Vingança, que seja! Nada mais haveria a fazer.


Paulo Cesar Fernandes

22  05  2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

20130520 Somos adultos

"E não quereis vir a mim para terdes vida."
Jesus  anotação de JOÃO  5:40



O que significou Jesus, quando disse não querermos ter com ele?


É bom pensar nisso, pois somos eternos pedintes, principalmente quando alguma coisa se desordena em nossa vida. Rapidinho vamos para a Igreja, para o Centro Espirita, para o Templo de nossa predileção. Pedir e tentar nos "reconciliar" com a espiritualidade/religiosidade, sempre relegada a planos secundários de nossa vida diaria.


Quando está tudo correndo bem, tudo na mais perfeita ordem, na mais santa paz, ninguém está nem aí para as coisas do espirito. Basta um leve vendaval, uma dorzinha de barriga qualquer, acontece aquela correria. Frágeis somos nós.


Vivemos a dualidade da matéria e do espírito. Isto é real. Natural.


Somos espíritos, nos valendo de um corpo material para nos comunicar, atuar na sociedade ao qual estamos vinculados. Melhor sendo se nossa atuação for positiva não apenas para nós, mas para a comunidade toda.


Mas o problema é quando nos vemos presas da matéria. Sabemos da espiritualidade. E agimos como se esta nunca tivesse passado por nossa mente. Como se todas essas coisas aprendidas fossem jóias de grande valor, sempre guardadas em um cofre forte, para uso apenas em ocasiões muito especiais: numa palestra; num
evento de envergadura; diante dos Meios de Comunicação de Massa; etc.


Nesses momentos "especiais" temos em nós a vida proposta por Jesus de Nazaré, o homem. Passados esses momentos, devolvemos tudo ao cofre, e seguimos na materialidade característica em nós, como se nada disso nos dissesse respeito.


É evidente, nem todas as pessoas assim agem. Muitos já incorporaram o chamamento nos seus atos existenciais. Vivem sem esforço, de acordo com as Leis Naturais. Adequados a estas por te-las dentro de si. Na simplicidade de sua existência o Bem é componente constante.


Enquanto nos vemos obrigados a vigiar nossos atos, esses outros já se despreocupam desse mister, ocupando a mente com outras preocupações, mais pertinentes ao seu patamar espiritual.


Mas nosso lugar ainda é aqui. Falemos de nós.


Clamamos por Jesus quando nos reunimos: "Quando dois ou mais estiverem reunidos em meu nome eu aí estarei."


Quem nunca pensou ou disse isso numa atividade?


Buscamos benesses pessoais. Por vezes pedindo coisas de dar vergonha mais adiante. Pedidos prenhes de materialidade.


Algumas pessoas tentam negociar com Jesus ou com os espíritos de sua predileção. Numa verdadeira transação comercial, um "toma lá dá cá" vergonhoso.


Materialidade expressa em verbo ou em imagens mentais. Mas arremessada dessa pessoa, numa cega confiança de a existência ser uma bolsa de ofertas. Um mercado, esse mercado na qual se formaram em nossa sociedade.


Ledo engano. Infantilidade demais pensar Jesus ou a espiritualidade preocupados com os negócios materiais, ou com as paixões humanas. Algumas coisas são hilárias:


"Com a ajuda de Deus eu marquei esse gol, que garantiu a vitória do nosso time." - é assustadora uma afirmação dessas.


E canso de ouvi-las ao final das partidas de futebol. Cabe nisto um pensar mais profundo. Mais que isso...


Acho necessário refletir se realmente estamos a caminho de ter com Jesus, e se a vida, por ele oferecida, tem algo a ver com a existência escolhida por nós nesta passagem pela Terra.


Somos adultos o suficiente para avaliar de forma autônoma e responsável, sobre o nosso destino como espíritos imortais.


Tarefa difícil, mas necessária!


Paulo Cesar Fernandes

20  05  2013

domingo, 19 de maio de 2013

20130519 Ilusão

"Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem."
Paulo aos ROMANOS  12 :21



Seja o bem ou o Bem, é muito fácil falar dele, e muito difícil transitar por seus caminhos.


Quando damos conta, já dissemos uma palavra rude para alguma pessoa. Ao encontro da menor contrariedade, batemos forte em nosso suposto adversário. E, muitas vezes, é uma pessoa se aproximando, com o objetivo de nos ajudar.


"Viver é bom, mas dá um trabaaalho!" diz um personagem do Moacyr Franco no Programa "A Praça é nossa".


Incorpora ele, no próprio personagem a sua sensibilidade. E diz uma verdade. Pois viver de maneira irresponsável é fácil. Mas tomar para si determinados parâmetros de conduta, e segui-los com certo capricho. Isso dá trabalho. Quem estabeleceu algo para cumprir, sabe do que estou falando. Isto pode ser aplicado
em todas as áreas de nossa vida.


Seja no regime; no trato com os semelhantes; no domínio das paixões; e tantas outras situações.


Somos sempre confrontados por desafios. E nossa vitória está exatamente em nossas mãos, em nossa capacidade de enfrentá-los, com bom ânimo, coragem e determinação.


Dá trabalho. Não é nada fácil construir o Bem dentro de nós. Fazer o processo de transformação do Mal, eventualmente presente em nós, no Bem desejado.


Elemento vital para nossa felicidade, ao lado da Liberdade.


Liberdade; Sinceridade e coração voltado para o Bem Maior, o Bem de toda a humanidade. São a base da boa estrada. Caminho para a Felicidade buscada por todas as pessoas, mas sempre procurada no lugar onde seguramente ela não está.


As pessoas buscam a Felicidade fora de si mesmo. Em viagens. Em compras. Em projeção pessoal. Milhares de outras coisas.


"Mas eu só ponho meu boné onde eu posso apanhar." diz Jorge Bem em uma de suas músicas.


Por que não usamos essa fórmula inteligente, no tocante a algo tão desejado como nossa Felicidade? Estará sempre ao nosso alcance se a tivermos em nós. Em nossa postura existencial.


Jogar fora as ilusões puerís e adotar a vida adulta. Pois é claro. Quantas e quantas pessoas não cultivam puerilidades até sua morte?


EI!!! ACORDA!!!

Teu lugar é esse em que estás. Teu tempo é agora. Usa esses recursos com inteligência.


Todos necessitamos desse chamamento.


Transformar defeitos em qualidades pode ser difícil. Mas não fugimos disso. É o único roteiro seguro.


Tudo o mais é ilusão fugaz!


Paulo Cesar Fernandes

19  05  2013

sábado, 18 de maio de 2013

20130518 Em nosso favor

"...mas nada é puro para os contaminados e infiéis."
Paulo a TITO  1: 15



Em geral, nossa análise das pessoas e situações se estrutura a partir de tudo aquilo que temos dentro de nós. De todas as nossas vivências, e dos sentimentos cultivados por nós.


Por vezes são respostas dadas às investidas da vida, através dos mais diferentes instrumentos. Pessoas de nossa confiança mudam de atitude conosco. Agressões de desconhecidos. Pancadas que não imaginávamos receber. Tudo isso pode ir talhando um sentir algo mórbido e agressivo. Estamos sempre na defensiva.


Mas tudo se resume na maneira e na importância dada a tudo isso.


Em geral tomamos tudo como agressão pessoal.


Tolice! Nascida do puro orgulho. De nos darmos importância acima do real.


Temos sim, temos todos nossa importância. Nossas qualidades. Claro, todos nós.


Caso agressões e incompreensões nos queiram tolher os caminhos, mudemos de rota. Afinal são múltiplas as possibilidades de serviço a clamar por nossa ajuda.


Glebas múltiplas de terra nessecitam de mãos cheias de sementes a fazer nelas a justa semeadura.


Corações sedentos de sinceridade esperam por nossa colaboração. E não precisamos ter nenhuma formação de Pós Doutorado em coisa nenhuma. As pessoas de maior relevância aos necessitados ao seu redor, nada tinham de especial. Um coração sensível à dor lhes bastava como roteiro de ação.


Todo espírito presente na Terra tem potencialidades incapazes de ser vistas ao olharmos sua aparência. Para o bem ou para o mal. O tempo será o grande colaborador para a análise das criaturas. Todo pré-julgamento, sem tempo hábil, pode ser pré-conceituoso. Os atos das criaturas nos vão desnudando sua realidade espiritual.


Isso vale para nossa análise dos outros, e para o processo inverso. Quando somos o objeto de análise.


E os atos, só os podemos analisar no transcurso do tempo. Dessa forma, vejamos o mundo sem pressa. Olhemos as pessoas com um ar benevolente. Pode ser difícil no início, mas o tempo nos ensinará. E, nesse mister, sempre contaremos com amigos espirituais, capazes de nos afastar de tudo aquilo nefasto para nossa trajetória.


Uma ótica positiva e benevolenbte, mas nunca uma visão inocente e ingênua da vida. A maldade existe e se espraia por todos os recantos da Terra. Inclusive em ambientes onde não poderiam estar. Mas estão.


"É preciso estar atento e forte." dizia uma canção da época da Tropicália. Concordo!


Nossa maior tarefa é resguardar nossa integralidade, nosso clima mental e nossa trajetória espiritual.


Só podemos ajudar se estivermos em boas condições.

Fortes. Coração voltado para o Bem Maior.

E tudo o mais, a vida nos trará em sua benevolência constante.

Pois a Vida é! E é sempre em nosso favor.



Paulo Cesar Fernandes

18  05  2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Mundo Alas Brasil

Nos acostumamos ao mal. O encontramos na nossa rua, bairro ou pais.


O Bem, porém, quando o vemos, e nos chega através da arte, esse nos faz chorar de verdade, sem o menor medo ou vergonha. Um pranto de alegria e plenitude. Exemplos e exemplos de pessoas de coração cheio de amor. Amor voltado ao semelhante.


É uma virada de 180 graus em nossos sentimentos, nossa maneira de ver a vida, de ver as pessoas nascidas com alguma dificuldade. Mas pessoas carregando dentro de si os mesmos sonhos, a mesma sensibilidade, os mesmos desejos de todos nós.


Não assisti ainda a todos os videos baixados do Canal Encuentro, do Governo da Argentina. Meu canal preferido desde 2010. Me dá mais trabalho assistir aos seus programas. Mas que é o trabalho diante do prazer?


Estou falando de "Mundo Alas" (Mundo Asas) agora.


Nesse programa em diversos episódios cada jovem se torna como se fosse um filho nosso, precioso ao nosso coração.


Me coloca diante da necessidade de fazer algo. Tomar uma tarefa, trabalhando pelos meus irmão do Brasil. É pouco?


Pouco, melhor que nada.


Baixa os videos e entenderás meus sentimentos.


Se a emoção chamar teu pranto, deixa o rio cair por tua face sem medo ou vergonha.


Isso apenas fará mais bela a tua alma.

Mundo Alas - Link:
http://www.encuentro.gov.ar/sitios/encuentro/Programas/detallePrograma?rec_id=101505



Paulo Cesar Fernandes

17 05 2013

20130517 É só querer

"E ele, dando-lhe a mão, a levantou,. ,"
ATOS, 9:41




Uma vez mais nos vemos diante do chamado ao agir em direção de nossos semelhantes.


Podemos ter uma série de conhecimentos, conhecimentos importantes de uma série de áreas do saber.


Mas de que valem se a ninguém servem?


A Vida no sentido mais amplo é serviço. Os espíritos amigos de Chico Xavier são pródigos em exemplos de itens da natureza servindo aos homens, e sem pedir nada em troca. Serve a fonte. Serve a árvore. Servem as aves. Os roedores da floresta. Todos ajudando na renovação da vida.


Renovamos a vida todos os dias para nós, para nossos familiares e amigos mais próximos.


Por que motivo não abrimos esse leque de receptores?


Pedro resgatou a irmã Dorcas para a vida. Podemos todos resgatar alguém de alguma forma.


Somos agentes da Lei Natural, e capazes de criar o Bem por todos os caminhos onde passemos.


É só querer!


Paulo Cesar Fernandes

17  05  2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

20130516 Transexistencial

"Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada."
Jesus anotação de LUCAS 10:42



Mas afinal, quais as coisas que não mais nos serão tiradas?


Os patrimônios do espírito. As construções imorredouras feitas por cada um de nós na sua jornada terrena e além desta.


O tempo nos é dado para irmos amealhando pequenos tesouros imateriais, e forjando uma nova estrutura espiritual.


Nessa jornada, topamos com nossos antigos vícios; nos esforçamos e vamos lutando contra eles.


Topamos ainda com desafios inicialmente tidos por insuperáveis. Mas, pouco a pouco nos acostumamos com a nova realidade, e de posse da situação, através de nossa racionalidade, vamos vencendo e superando a dificuldade. Na verdade, superando a nossa incapacidade em lidar com o novo, com aquilo não previsto.


Dificuldades sempre existirão. Mas as superações serão sempre possíveis, pois somos espíritos inacabados, em constante processo de construção.


A dificuldade ou desafio de hoje é um grande auxiliar, pois nos fortalece para as novas investidas da vida.


A vida pode até nos agredir, e agride de multiplas formas. Mas se estivermos firmes, em nossos projetos e objetivos nada nos abalará. Se tivermos feito uma escolha existencial segura e elevada no relativo à ética, estaremos fortes espiritualmente. Teremos já, amealhado a boa parte, referida por Jesus de Nazaré no trecho em
questão.


Fracos e falíveis? Todos podemos ser em determinados momentos e em determinadas situações. Mas sempre podemos fazer valer a boa parte existente em nós, e virar a mesa noutro sentido, noutra direção.


Afinal de contas somos os donos e senhores do nosso destino. Autônomos e Livres!


Insisto sempre nisso pois é de decisões conscientes e livres constituída nossa existência espiritual. Essa somatória de tempo que abarca várias encarnações. Várias oportunidades de erros e acertos. Desarranjos e rearranjos. Somos um eterno devir.


Um devir feito de constantes escolhas, livremente feitas. Sem padre, pastor, dono de Centro Espírita nem ninguém.


A existência é a coisa mais solitária que conheço. Liberta. Porém solitária.


Nas milhares e milhares de decisões a serem tomadas, podemos nos aconselhar com amigos, familiares mais sensatos. Enfim, temos
muitas possibilidades de ajuda. Mas quem puxa o gatilho da decisão é o espírito imortal. Do mais profundo de sua consciência e de seus sentimentos.


Vamos ou não fazer a melhor escolha?


Isso vai depender do projeto como espíritos imortais.


Lembrar apenas: somos seres inacabados, agregando experiências; rumo a sabedoria.


Sabedoria capaz de abarcar conhecimentos científicos e filosóficos muito amplos, uma ética intocável e uma perspectiva transexistencial.


Paulo Cesar Fernandes

16  05  2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

20130515 Diferentes campos

"O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos."
Paulo li TIMÓTEO, 2:6



Interessante ver essa observação de Paulo.


Traz ele o valor dos frutos do trabalho, para o trabalhador. Antecipa em milênios as anotações de Marx quanto ao valor do trabalho e da destinação da riqueza dele advinda. Paulo de Tarso sempre com a palavra justa em sua exortação aos companheiros.


E todos os pensadores e artistas, com uma visão social mais justa e ampla são unânimes em se colocar em defesa de quem trabalha. Trago aqui um trecho de música de Marcos e Paulo Sérgio Valle, dois irmão da época da Bossa Nova que muito contribuiram para minha formação musical e ideológica:


"Quem trabalha é que tem
Direito de viver
Pois a terra é de ninguém."



Noutro momento temos:

"Pelos campos a fome, em grandes plantações..." disse Geraldo Vandré.


Os conflitos agrários são históricos no Brasil. Na década de 60 tais conflitos, principalmente no nordeste do país, tinham uma força muito grande. As Ligas Camponesas forjavam consciências, e davam ao resto do país uma persperctiva de uma possível revolução agrária. E João Goulart daria força a esse movimento, caso não ocorresse o Golpe Militar de 1964, ceifando a vida de centenas ou milhares de pessoas. Trinta anos da mais torpe ditadura, dela nasceu a impunidade imperante no Brasil para os que cometem delitos contra o erário público.


O campo segue sendo fonte de inesgotáveis conflitos. Quem bem sabe disso é Don Pedro Casaldáliga, que foi Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia. E ponto focal de várias tentativas de assassinato, das quais sempre se livrou. E nunca deixou de denunciar tuda injustiça e assassinato de seu conhecimento.


Certa ocasião mataram o sacerdote ao seu lado. E quando perguntado pela imprensa apenas disse: "Erraram de padre."  Mas...


O que é a terra? Quem é seu verdadeiro dono? A quem serve um latifúndio improdutivo como tantos Brasil afora?


Reflita sobre isso. Vamos a outros questionamentos.


Mas o que é o campo afinal?


Pode ser a terra na qual colocamos as sementes, e do qual tiramos nosso sustento. Mas pode ser igualmente, a somatória de almas ao nosso redor, muitas sedentas de palavras consoladoras, afeto e alento.


Temos aí um outro campo de trabalho. Nossas mãos e nosso coração estarão lançando sementes imateriais, bem como imateriais serão os frutos de gratidão e amizade advindas desse tipo de semeadura.


Um valor amoedado é bom possamos dispor. Mas um pouco de paciência, uma palavra de sincero carinho, um tanto mais do coração vai tocar muito fundo aquele destinatário de nossas benesses.


_ Eu não posso.

_ Logo eu, que não sou ninguém...

_ Ainda não estou apto a isso...


É tudo fuga. Frases de quem não quer. Todos podemos sim. Talvez sejamos pequenos, limitados, com dificuldades diversas.


Mas nunca deixaremos de ser isso, se não nos pusermos em marcha na direção de nossos semelhantes. E ninguém espera de nós ações mirabolantes. Apenas um sorriso. Um pensamento de compreensão. Um sentimento de carinho. Amor em pequenas doses.


Apenas com sementes de sincero amor nas mãos, colheremos frutos de carinho, amizade e verdadeira gratidão. É isso!


Paulo Cesar Fernandes

15  05  2013