terça-feira, 25 de abril de 2017

20170425 Perfeição

Perfeição


Pensava com meus botões.
Por que motivo teria dito Gilberto Gil com toda razão:

"...a perfeição é uma meta
    defendida pelo goleiro
    que joga na Seleção...."

Gil tira uma onda na possibilidade da Perfeição.

A perfeição é impossível, mesmo no final dos tempos.
Comigo. Pense.

São vários os universos, como dizem os cientistas.
Universos em movimento constante de expansão, contração e assim por diante.

Tudo é Movimento.
Assim sendo, o universo do conheciento é infinito.

E eu, e tu, e todos os seres corpóreos somos finitos.
Na incorporeidade somos infinitos, mas somos limitados.
Incapazes de tudo abarcar, mesmo com todo o tempo pela frente.
Pois quando chegamos a um determinado ponto, uma Nova Estrela nasce nalgum lugar, e nossa sabedoria é carecente do conhecimento dessa nascente entidade.


Não. Não somos perfectíveis.
Mas seres a caminho da sabedoria.


E a sabedoria nos leva ao conhecimento de múltiplas disciplinas, digamos assim; ao mesmo tempo em que nos eleva a um patamar moral de alto padrão, onde a mínima imperfeição já se fez
ausente.

Demos conta de todos os nossos defeitos; chegamos a graus de conhecimentos vastos.
Mas sempre haverá um novo desafio.
Sempre algo clamando por nós.


Se isso não for lindo.
Nada mais é lindo.
E é impossível a Arte e qualquer debate sobre Estética.
Acaba tudo!


Paulo Cesar Fernandes.

25/04/2017.

sábado, 18 de março de 2017

20170318 Hegel Razão na História Final

Hegel
Razão na História
Final




[O esclarecimento da existência através do pensamento é, ao mesmo tempo, necessariamente o surgimento de um novo princípio. O pensamento como universal é esclarecedor, mas esta solução na verdade contém o princípio anterior dentro de si, embora já não mais em sua forma original, mas transfigurada através da universalidade.] 


Assim, a vida surge da morte, mas é apenas uma vida individual. Se consideramos a espécie como sendo a matéria nessa transformação, a morte do indivíduo é um retorno da espécie à sua individualidade. A perpetuação da espécie não passa então da monótona repetição do mesmo tipo de existência. A percepção, que é a compreensão do ser através do pensamento, é a fonte e o local de nascimento de uma nova forma espiritual, mais elevada, cujo princípio é parte preservador e parte transfigurador de sua matéria. 

Aqui temos o princípio de Evolução.


O Pensamento é o universal, a espécie que é imortal e que preserva sua identidade. A forma particular do Espírito não apenas morre naturalmente no tempo, mas é anulada pela atividade automática
que se espelha da consciência. Como esta anulação é atividade do Pensamento, ela é preservação e transfiguração. Enquanto isso, por um lado, o Espírito elimina a realidade, a permanência daquilo 
que é, por outro lado, ganha desse modo a essência, o Pensamento, o universal daquilo que apenas foi (sua condição efêmera).


Seu princípio já não é mais o conteúdo e objetivo imediato que havia sido anteriormente, mas a essência daquilo.


O resultado deste processo é que o Espírito, ao objetivar-se e com isso tornando-se também objeto de seu pensamento, por um lado destrói esta sua forma determinada de ser e, por outro, apreende a 
sua universalidade. Ele nos proporciona uma nova forma para seu princípio. Com isso, o caráter substancial do espírito nacional foi alterado, seu princípio passa a ser novo e mais elevado.

Acima ele se refere ao Espírito 
de um Povo em sua evolução. 
Pois, para Hegel, assim como o espírito evoluí, 
os povos sofrem o mesmo processo 
evolutivo na sua história.

É importantíssimo para a plena compreensão da história apreender e possuir o pensamento envolvido nessa transição. 


Um indivíduo como unidade atravessa diversos estágios e continua sendo o mesmo indivíduo. O mesmo acontece com o povo, até que o seu Espírito atinja um estágio universal. Nisto consiste a necessidade interior e conceitual de sua mudança. Temos aqui a essência, a própria alma da compreensão filosófica da história.


O Espírito é essencialmente o resultado de sua própria atividade. Sua atividade é a transcendência da existência imediata, negando-a voltando para dentro de si mesmo. Podemos compará-lo à semente 
de uma planta, que é o começo e o resultado de toda a vida da planta. A impotência da vida se manifesta precisamente nesta desintegração de começo e fim. O mesmo ocorre nas vidas dos indivíduos e nas dos povos. A vida de um povo produz um fruto da maturidade. Sua atividade visa realizar o seu princípio. Mas este fruto não cai de volta no ventre que o produziu e amadureceu — pelo contrário, torna-se um veneno para esse povo. O povo não consegue abandoná-lo, pois tem uma sede insaciável dele. Tomar o veneno é a destruição do que bebe, embora seja ao mesmo tempo o surgimento de um novo princípio.


Já discutimos o objetivo final deste processo. Os princípios dos espíritos nacionais progredindo por uma necessária sucessão de fases são apenas momentos do Espírito universal, que através deles 
se eleva e se completa em uma totalidade abrangente.


Assim, enquanto estamos preocupados exclusivamente com a idéia do Espírito e levando em consideração apenas o conjunto da história do mundo como não sendo senão a sua manifestação, estamos tratando apenas do presente — por mais longo que seja o passado que estudarmos. [Não há tempo em que o Espírito não tenha estado ou não estará; ele não foi, nem ainda está por ser. Ele é eterno agora.] A Ideia está sempre presente, o Espírito é imortal. [O que é verdadeiro é eterno em si e por si, não ontem e nem amanhã, mas agora, no sentido de uma presença absoluta. Na Ideia, o que 
pode parecer estar perdido está preservado eternamente.] Isso implica que a fase atual do Espírito contém todas as fases anteriores em si. Estas na verdade se desdobraram sucessiva e separadamente, mas o Espírito ainda é o que em si sempre foi. As distinções entre essas fases não são mais que o desenvolvimento de sua natureza essencial. A vida do Espírito sempre eternamente presente é um ciclo de fases que ainda existe lado a lado mas que, em outro aspecto, parece ser passado. Os momentos que o Espírito parece haver deixado para trás, ainda possui na profundeza de seu presente.

===

Quando ler universais pense em Leis Naturais. No Livro dos Espíritos vem como Lei Divina ou Natural. Como sou descrente sempre me refiro apenas como Leis Naturais.

Quem quer que tenha lido as obras de Allan Kardec com muita atenção é impossível não veja neste texto elementos das obras do Mestre Lionês.

Há trechos da leitura de Hegel que me causam riso, tal a similitude com o que habitualmente estudei desde pequeno.

Resta lembrar uma vez mais que, Georg Hegel morreu de cólera em 1831, ano em que Allan Kardec (Prof. Denizard Rivail) contava apenas com 27 anos.

Paulo Cesar Fernandes.

18/03/2017.

quarta-feira, 1 de março de 2017

20170301 Desafio.

20170301 Desafio.


Caminha!
Vamos mulher! CAMINHA!
Vamos homem! CAMINHA!
Ao teu redor milhares de possibilidades se abrem a cada instante.
Escolhe uma direção.
O caminho se abrirá ao iniciares a caminhada.
Mas Caminha!
*
Custa dar o primeiro passo?
É normal.
Sempre tendemos a ficar como estamos.
É a Lei da Inércia!
Do menor esforço ou da preguiça máxima.
Sai dessa!
*
Caminha! Não deixes de caminhar.
O mundo pede gente capaz de caminhar e o empurrar num outro sentido: reversão do que está dado.
O Planeta Terra precisa de gente ativa, gente de brio, gente capaz de olhar o futuro com coragem.
Gente progressista e capaz de buscar o novo.
Esse novo, rolando em milhares de mentes mais ou menos brilhantes.
Podes ser uma dessas mentes.
*
Vamos! Não te pares!
Caminha!
Caminha sempre!
Caminha mais e melhor!
E um dia, não muito longe, teus passos terão deixado pegadas sobre muitos outros caminhos.
O tempo é teu!
Caminha!
*
Paulo Cesar Fernandes.
01/03/2017.
=====
Nota:
*
Nascido a partir de uma apresentação em Verona, no ano de 2012, do multi artista italiano Adriano Celentano.
Minha gratidão a Adriano! Instigante pensador.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

20170224 Amigos

Amigos!

Tudo é recomeço.
Mas pode ser mais brando. Mais sereno.

Podemos andar mais devagar.
Caminhar descalços vendo o chão sob os pés.
Olhar a folha tenra, nascendo no pé de maracujá.
Atentar ao Bem-te-vi, no peitoril da janela.

Podemos andar mais devagar.
Ver os olhos dos amigos quando mareados de lágrimas.
Sentir em silêncio ao seu lado e ser apenas: presença.

Podemos andar mais devagar.
E sorrir ao idoso.
Se em voz alta, este diz inconveniências.

Podemos andar mais devagar.
Sonhando os velhos sonhos, mas sem a antiga angústia.
Devagar vem um novo dia e o galo um dia ainda vai cantar.
Afinal não há interruptor para o clarão do amanhã.

Podemos andar mais devagar.
Olhar tudo o que já disseram e pensaram os grandes homens.
E fazer disso bússola de uma firme orientação.

Podemos andar mais devagar.
Muitos milionários passaram por este planeta.
Mas apenas os pensadores e poetas marcaram seu nome pelos caminhos

Podemos andar mais devagar.
O afã de viver assassina os sonhos.
E sonhos sempre foram alavancas do progresso real.

Podemos andar mais devagar.
A pressa agride a vida.
E a vida mais importante são as pessoas ao nosso redor.

Devemos andar mais devagar.
Pois calmos são os passos que nos levam adiante.
Na rota segura rumo ao portal da sabedoria.

Paz  a  todos!!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

20170222 ARQUEOLOGIA DA POÉTICA.

ARQUEOLOGIA DA POÉTICA.


Escavo a montanha de letras.
E não encontro a poesia.
Que é a Poesia afinal?
De onde vem?
Cai do céu e escorre por entre meus dedos?
É um raio de inspiração?
Ou nasce da Leitura, assim como nasce a escrita?
Assim como nasce a ficção literária?


A Poesia doi na alma.
Em sua ausência.
E ela ainda ordena: Escava mais!
E vais me encontrar.



Pulo Cesar Fernandes - 22/02/2017.


Nota: De/Para Ferreira Gullar.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

20170217 Adriano Celentano Un po' artista un po' no 1980

Adriano Celentano
Un po' artista un po' no
1980





*
Label: Clan Celentano ‎– SP 60942 
Format: CD, Album, Reissue 
Country: Italy  
Released: 1996  
Genre: Rock 
Style: Pop Rock 
*
Fonte: Discogs
*
Tutte le canzoni dell'album sono scritte da Cristiano Minellono per i testi e Toto Cutugno per la musica. Con loro anche Claudia Mori. In copertina è presente una giovanissima Pamela Prati.
*
Un po' artista un po' no è un album di Adriano Celentano, pubblicato nel 1980.
*
*** Tracce
*
01 Un po' artista un po' no (04.57
02 L'orologio (04.45
03 Manifesto (04.38
04 Il tempo se ne va (03.50
05 Una parola non ci scappa mai (04.21
06 Non se ne parla nemmeno (04.15
07 Se non è amore (04.19
08 Spettabile Signore (03.05
*
Fonte: Wikipedia
*
*** Testi
*
01 Un po' artista un po' no (04.57

L'uomo che si sbatte
Quando la sua donna se ne va
Quello che, ci piangerà
L'uomo che capisce tutti e che nessuno capirà
Quello che non cambierà
L'uomo che ha cantato sempre
E che nessuno canterà
Quello che ti mancherà
Pazzo forse un po'
Matto e perché no
Un po' artista un po' no
Divertente se può
Questo sono io, sono fatto a modo mio
Se mi vuoi così, sai che sono qui

Tu sei tu sei tu sei tu
Sei diversa sei di più
Tu sei tu sei tu sei tu
Sei più basso e sei più su
Tu sul mio letto, senza rossetto
Tu nel mio petto tu
Batti sempre un po' di più
Quando ti strucchi
Quando sei quella che vorrei
Ma che donna tu, che bambina tu
E cosa importa se tra noi
La pace non c'è mai
L'importante per me è restare con te

L'uomo che non è mai stanco
Quando tu non ne puoi più
Quello che ti tira su
L'uomo che passa col rosso
Se parlando tu gli stai
Quello che combina guai
L'uomo che ci ride sopra e che dice passerà
Quello che non cambia età
Pazzo forse un po'
Matte e perché no
Un po' artista un po' no
Divertente se può
Questo sono io, sono fatto a modo mio
Se mi vuoi così, sai che sono qui

Tu sei tu sei tu sei tu
Sei diversa sei di più
Tu sei tu sei tu sei tu
Sei più basso e sei più su
Tu sul mio letto, senza rossetto
Tu nel mio petto tu
Batti sempre un po' di più
Quando ti strucchi
Quando sei quella che vorrei
Ma che donna tu, che bambina tu
E cosa importa se tra noi
La pace non c'è mai
L'importante per me è restare con te

L'importante per me è restare con te
L'importante per me è restare con te
*
02 L'orologio (04.45

Fa freddo sotto le coperte
e non ci son finestre aperte
chissà che cosa c’è in questa notte
mi giro e mi rigiro ancora
è un anno ma è passata un’ora
chissà cos’accadrà in questa notte
forse un po’ sarà il caffè, la nostalgia di te
che per un po’ sei stata mia, comunque sia

L’orologio va
non si fermerà
e ogni ora un po’
questo già lo so
potrò scordare
l’orologio va
e divora gli attimi
sulla pelle mia
sul passato che
non può tornare
intanto l’orologio va

Il traffico è una carovana
la gente intorno ha un’aria strana
e non c’è posto per me in questo giorno
lavoro in modo inconcludente
si parla e non capisco niente
chissà che cosa fai in questo giorno
stasera un salto in pizzeria, una partita e via
a casa a piedi oppure lei, ma non vorrei

L’orologio va
non si fermerà
e ogni ora un po’
questo già lo so
potrò scordare
l’orologio va
e divora gli attimi
sulla pelle mia
sul passato che
non può tornare
intanto l’orologio va

L’orologio va
non si fermerà
e ogni ora un po’
questo già lo so
potrò scordare
l’orologio va
e divora gli attimi
sulla pelle mia
sul passato che
non può tornare.

L’orologio va
non si fermerà
e ogni ora un po’
questo già lo so
potrò scordare
l’orologio va
e divora gli attimi
sulla pelle mia
sul passato che
non può tornare.

L’orologio va
non si fermerà
e ogni ora un po’
questo già lo so
potrò scordare
l’orologio va
*
03 Manifesto (04.38

Lei, lei, lei, lei
che rabbia mi fa 
lei, lei, 
crede in quello che fa 
e camminando la vedo sui muri di questa citta 
lei, lei ride per pubblicita. 

Non e facile per me 
no no no 
una donna come te 
no no no 
io vorrei sentirti mia, solo mia, solo mia 
e non di tutti in ogni via. 
Lei con la mano mi invita lontano 
da questa citta 
quasi felice di dare una sfogo alla sua vanita. 

Lei, lei, lei, lei 
ha troppi colori 
lei, lei, lei, lei 
col seno di fuori 
lei che sorride sembrando felice nel mondo che sa 
lei mi manca, pero non lo sa. 

Non e facile per me 
no no no 
una donna come te 
no no no 
io vorrei sentirti mia solo mia 
e non di tutti in ogni via 
Lei con la mano mi invita lontano da questa citta 
quasi felice di dare uno sfogo alla sua vanita 

Lei, lei, lei, lei 
ha troppi colori 
lei, lei, lei, lei 
con tutto di fuori 

Lei, lei, lei, lei 
che rabbia mi fa 
lei, lei, 
crede in quello che fa 
e camminando la vedo sui muri di questa citta 
lei, lei ride per pubblicita. 

Non e facile per me 
no no no 
una donna come te 
no no no 
io vorrei sentirti mia solo mia 
e non di tutti in ogni via. 
Lei con la mano mi invita lontano da questa citta 
quasi felice di dare uno sfogo alla sua vanita
*
04 Il tempo se ne va (03.50

Il tempo se ne va

Quel vestito da dove e' sbucato
che impressione
vederlo indossato
se ti vede tua madre lo sai
questa sera finiamo nei guai
e' strano ma sei proprio tu
14 anni o un po' di piu'
La tua Barbie e' da un po'
che non l'hai
e il tuo passo e' da
donna oramai

al telefono e' sempre segreto
quante cose in un filo di fiato
e vorrei domandarti chi e'
ma lo so che hai vergogna di me
la porta chiusa male e tu
lo specchio il trucco
e il seno in su
e tra poco la sera uscirai
quelle sere non dormiro' mai

E intanto il tempo se ne va
e non ti senti piu' bambina
si cresce in fretta alla tua eta'
non me ne sono accorto prima
E intanto il tempo se ne va
tra i sogni e le preoccupazioni
le calze a rete han preso gia'
il posto dei calzettoni

Farsi donne e' piu' che normale
ma una figlia
e' una cosa speciale
il ragazzo magari ce l'hai
qualche volta hai gia'
pianto per lui
La gonna un po' corta e poi
malizia in certi gesti tuoi
e tra poco la sera uscirai
quelle sere non dormiro' mai

E intanto il tempo se ne va
e non ti senti piu' bambina
si cresce in fretta alla tua eta'
non me ne sono accorto prima
E intanto il tempo se ne va
tra i sogni e le preoccupazioni
le calze a rete han preso gia'
il posto dei calzettoni
*
05 Una parola non ci scappa mai (04.21

Stammi a sentire, ascolta un po’
e dimmi se di ragioni non ne ho
noi stiamo bene, l’hai detto tu
ma sono troppi quei momenti in cui non lo ricordi più.

No l’amore questa sera no,
è troppo stanca e adesso dormirò
tu leggi pure non disturbi sai
e una parola non ci scappa mai.

Se vuoi parlare, ti ascolterò
e chissa quante cose nuove scoprirò
comicio io, cominci tu,
per iniziare a litigare o per non salutarci più.

No l’amore questa sera no
o domattina non mi sveglierò
cosa vuoi dire solo il letto e poi…
se una parola non ci scappa mai.

Dov'è la donna che so io
dov'è che sei
dov'è l’amore mio, dov'è
dov'è la donna ch'era qui
la donna che
mi comperava con un sì
non è, non è più qui…

C’è sempre un bacio alla tivù
un bacio in cui non ci si ritrova più
un po' la noia, un po' perché
nessuno muove il primo passo ma lo lascia sempre a te.

No l'amore questa sera no
sai che i bambini stanno sempre svegli ancora un po'
ho un po' caldo fatti un po' più in là
e un altra po' d'amore se ne va.

Dov'è la donna che so io
dov'è che sei
dov'è l’amore mio, dov'è…
dov'è la donna ch'era qui
la donna che
mi comperava con un sì
non è, non è più qui…

Però per mi sei bella sai
sei come un fiore che non appassisce mai
si può salire, andare gui
ma e un dovere risvegliarsi e poi amarsi un po' di più

No l'amore questa serà no
stiamo abbracciati e chiacchieriamo ancora un po'
riscopriamo che c'è un prima e un poi
e ancora un po' d'amore dentro noi…

Questa sera no, stasera no...
*
06 Non se ne parla nemmeno (04.15

No, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno

Tu vuoi che dica "sì"
che non ti contraddica mai
vuoi che dica "no"
se tanto quando tu lo vuoi
e vuoi che sia così
e vuoi che sia cosà
e vuoi che stia con te
tu vuoi tutto il mondo, sai che ti rispondo

No, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno

Amico vieni qui
c'è un colpo alla gioielleria
è come far così
ti prendi una fortuna e via
non vuoi star certo lì
a dire sempre sì
per quello che ti dà
quando in un minuto
ti sei già arricchito

No, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno

Votate il mio partito e specialmente por me
e dopo che ho riuscito mi ricorto di te

No, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno

Madame mi scusi ma
sto troppo bene a casa mia
lo so che lei mi dà
un tocco d'aristocrazia
e poi la casa chic
e poi le feste in frac,
il pollo col pâté
mi dà tutto il mondo ma io le rispondo

No, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno

Ma Nando famme un timbro su sto foio che c'ho
e dopo ai da vedè quanti sordi te dò.

No, no, no, non se ne parla nemmeno.
no, no, no, non se ne parla nemmeno.

Ehi, prestum un miliardo all'interesse del sei
e mi te fu vedé che cumpri anca la RAI.

No, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno
no, no, no, non se ne parla nemmeno
*
07 Se non è amore (04.19

Se sei giù e non sai perché
se lui non c'è:
ci sono io
se vuoi parlare.

Se hai bisogno compagnia
io ti do la mia.
Sai perché
io sto bene insieme a te
(io sto bene insieme a te).

Sicuro che (coro:sicuro che, sicuro che)
non è amore
anche se qualcosa ne ha
sicuro che (sicuro che, sicuro che)
non è il cuore però
giurarci questo proprio proprio no.

Non mi dire che non puoi
perché se tu lo vuoi
usciamo un po'
io da fare non ne ho (io da fare non ne ho).
~~~

Anche se balliamo noi
c'è un po' di lui
ma però
sei tu che adesso stringi un po'
(sei tu che adesso stringi un po')

Sicuro che (sicuro che, sicuro che)
non è amore
anche se qualcosa ne ha
sicuro che (sicuro che, sicuro che)
non è il cuore però
giurarci questo proprio proprio no.

Anche se balliamo noi
c'è un po' di lui
ma però
sei tu che adesso stringi un po'
(sei tu che adesso stringi un po')
ma però
sei tu che adesso stringi...
*
08 Spettabile Signore (03.05

Spettabile signore, è tanto tempo che io volevo scriverti
Lo faccio solo adesso ma io spero che mi leggerai lo stesso
Morire d’amore sono parole che son solo da pellicola
Eppure signore c’è forse ancora chi d’amore ci muore

Eppure amarsi
Riavvicinarsi
È un passo breve
Come la neve
Eppure il cielo
Non basta mai
Azzurro e nero, azzurro e nero, azzurro e nero
Quanto ne vuoi

La fame, la sete, un desiderio in più
Di essere libero
La guerra e la pace e ancora la voglia di
Odiarsi un po'

L’anarchico, il prete e le promesse di
Mister lucifero
La morte, la vita e la partita chi
Chi la vincerà?
Se puoi far qualcosa anche per chi da te
Non se lo merita
Vuol dire che hai letto, vuol dire che
Rispondi di già

Eppure amarsi
Riavvicinarsi
È un passo breve
Come la neve
Eppure il cielo
Non basta mai
Azzurro e nero, azzurro e nero, azzurro e nero
Quanto ne vuoi

Ho quasi finito ma però potrei
Scrivere per secoli
Ma hai certo capito anche se scrivo con semplicità
E scusa gli errori e la calligrafia
Non troppo limpida
Ma mi trema la mano come un bambino

=====

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

20170117 O EU

O Eu.


Quando EU é igual a EGO, egoísmo, temos diante de nós um problema.


Por outro lado, se o EU representa um saber de si, uma "Tomada de Consciência" (vide Prof. José Herculano Pires) de si diante da Vida; das Leis Naturais; e do inexorável futuro, esse EU é uma forma positiva de nos olharmos no espelho. Pois sabedores de nós mesmos e, o mais importante. Indutores do nosso Progresso ou Evolução.


E não nos iludamos, não há progresso sem perdas; sem abandono de valores antigos; sem perda até mesmo de amizades e afastamento de familiares.


"Quem são meus pais e quem são meus irmãos?" perguntou Jesus de Nazaré em certa ocasião.


É evidente aí a não negação da família; mas diante da missão a ele reservada, devia abrir mão de muitas coisas caras a ele.


Estamos muito distantes Dele. Alguém pode pensar, mas todos nós temos tarefas a desenvolver. Ao nosso redor, e dentro de nos, nesse EU de cada um de nós.


Pensarmo-nos como espíritos em transito pela face da Terra. Em transito, para nessa passagem carregar conosco a experiência forte de ter deixado um passado comprometido com erros, enganos, e buscando um presente melhor, mais condizente com as Leis Naturais regente dos nossos destinos.


Regente aqui não significa determinante, mas algo balizador. Uma vez que vivemos sob o ordenamento dessas Leis; tal qual um pais sério vive sob o ordenamento de uma Constituição Nacional.


É Isso.


Pois com Liberdade vivemos mais intensamente e muito melhor.


Paulo Cesar Fernandes.

17/01/2017