"O amor do Cristo nos constrange"
Paulo aos Coríntios 2 5:14
Em primeiro lugar sem essa de Cristo. Acabar de vez por todas com isso no espiritismo de todas as vertentes.
Caso tenha existido, é Jesus de Nazaré.
Caso não tenha existido. É fruto de uma construção cultural em torno de seu nome, em nada desprezível. Cabe-nos sempre uma atenção desapaixonada por completo, buscando aparar toda a religiosidade a isso agregada, pela ignorância, e pelo desejo de dominação dos homens.
Isto posto vamos ao amor. Nenhum amor pode ser constrangedor. Muito ao contrário, o amor sincero carrega em si forte dose de libertação e produtividade.
Seja esse amor capaz de produzir uma família; seja ele capaz de produzir toda uma série de outras coisas: uma relação humana mais harmônica; produção de obras de arte; um serviço qualquer nos moldes dos "Médicos sem Fronteiras" ou dos "Médicos da Alegria"; e tantas outras possibilidades.
Mas, na nossa atividade de cada dia encontramos, se atentos, oportunidades diversas de expresarmos nosso amor por nossos semelhantes. Se atentos.
Utopia! - Gritará alguém a plenos pulmões.
Talvez o seja mesmo, confesso.
Mas, por outro lado, estou convicto: o mundo não progrediu pelas mãos dos conservadores e dos reacionários. Foram os sonhadores, os revolucionários, os utópicos as alavancas do mundo. Em verdade muitos perderam a vida corpórea por suas ideias e atividades.
Algum legado sempre fica dos grandes homens. Suas marcas se
perpetuam nos caminhos. Mesmo aqueles com tardio reconhecimento. O mundo está sempre em descompasso com os idealistas. Descompasso brutal.
Penso agora no Professor Paulo Freire. Mundialmente reconhecido pela sua capacidade intelectual e humana. Com um método brilhante para alfabetização, sendo de todo desconsiderado em seu pais, por mais tenha contribuido para dizimar o analfabetismo fora do Brasil, o Brasil segue sendo um país de analfabetos reais e funcionais. O Professor foi um revolucionário e pedagogo ao longo de toda sua existência na Terra.
Quem gosta de tudo pronto e mastigado não se daria bem com seu método. Um método que instiga o pensamento, e o pensar crítico do mundo e da sociedade.
Quem não procura nada, mantendo letárgica a mente, que contribuição dará ao mundo?
Nenhuma! Viverá mediocremente como parte considerável da população do mundo atual. Mas e os outros?
Sim! Temos os outros. Aqueles capazes de se preocupar com sua existência, implementando-a com o desenvolvimento de potencialidades em si e nos seus semelhantes.
Esses outros não são o diabo preconizado por Jean Paul Sartre.
Esses outros fazem a diferença.
São a diferença! Trazendo o futuro para mais cedo!
Paulo Cesar Fernandes
29 06 2013
sábado, 29 de junho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
20130627 Finalidade da Revista Espírita
Explicação.
Iniciei, uma vez mais, o Estudo Sistemático da Revista Espírita, tantas vezes tentado em grupos, e nunca atingindo metas minimamente aceitáveis.
Desta feita só. Incluída em minhas meditações diárias sobre a vida em geral e sobre minha existência em particular.
Aqui trago o trecho onde Kardec expoe seu propósito com a Revista Espírita. Podemos ver a ampla gama de assuntos e sua postura humilde diante da tarefa que o aguardava.
===
Revista Espírita
Jornal de Estudos Psicológicos
PUBLICADA SOB A DIREÇÃO DE ALLAN KARDEC
Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito.
Primeiro Ano – 1858
Introdução
Revista Espírita, janeiro de 1858
No que concerne às manifestações atuais, daremos conta de todos os fenômenos patentes, dos quais formos testemunhas ou que vierem ao nosso conhecimento, quando parecerem merecer a atenção dos nossos leitores. Faremos o mesmo com os efeitos espontâneos que se produzem, freqüentemente, entre as pessoas, mesmo as mais estranhas às práticas das manifestações espíritas, e que revelem seja a ação oculta, seja a independência da alma; tais são os fatos de visões, aparições, dupla vista, pressentimentos, advertências íntimas, vozes secretas, etc. À relação dos fatos acrescentaremos a explicação, tal como ela ressalta do conjunto dos princípios. Faremos anotar, a esse respeito, que esses princípios são aqueles que decorrem do próprio ensinamento dado pelos Espíritos, e que faremos, sempre, abstração das nossas próprias idéias. Não será, pois, uma teoria pessoal que exporemos, mas a que nos tiver sido comunicada, e da qual não seremos senão o intérprete.
Uma larga parte será, igualmente, reservada às comunicações, escritas ou verbais, dos Espíritos, todas as vezes que tiverem um fim útil, assim como as evocações de personagens antigas ou modernas, conhecidas ou obscuras, sem negligenciar as evocações íntimas que, freqüentemente, não são menos instrutivas; abarcaremos, em uma palavra, todas as fases das manifestações materiais e inteligentes do mundo incorpóreo.
A Doutrina Espírita nos oferece, enfim, a única solução possível e racional de uma multidão de fenômenos morais e antropológicos, dos quais, diariamente, somos testemunhas, e para os quais se procuraria, inutilmente, a explicação em todas as doutrinas conhecidas.
Classificaremos nessa categoria, por exemplo, a simultaneidade dos pensamentos, a anomalia de certos caracteres, as simpatias e as antipatias, os conhecimentos intuitivos, as aptidões, as propensões, os destinos que parecem marcados de fatalidade, e, num quadro mais geral, o caráter distintivo dos povos, seu progresso ou sua
degeneração, etc. À citação dos fatos acrescentaremos a busca das causas que puderam produzi-los. Da apreciação desses atos, ressaltarão, naturalmente, úteis ensinamentos sobre a linha de conduta mais conforme com a sã moral. Em suas instruções, os Espíritos superiores têm, sempre, por objetivo excitar, nos homens, o amor ao bem pela prática dos preceitos evangélicos; nos traçam, por isso mesmo, o pensamento que deve presidir à redação dessa coletânea.
Nosso quadro, como se vê, compreende tudo o que se liga ao conhecimento da parte metafísica do homem; estudá-la-emos em seu estado presente e em seu estado futuro, porque estudar a natureza dos Espíritos, é estudar o homem, uma vez que deverá fazer parte, um dia, do mundo dos Espíritos; por isso acrescentamos, ao nosso título principal, o de jornal de estudos psicológicos, a fim de fazer compreender toda a sua importância.
Nota. Por multiplicadas que sejam nossas observações pessoais, e as fontes em que as haurimos, não dissimulamos nem as dificuldades da tarefa, nem a nossa insuficiência. Contamos, para isso suprir, com o concurso benevolente de todos aqueles que se interessam por essas questões; seremos, pois, muito reconhecidos pelas comunicações que queiram bem nos transmitir sobre os diversos objetos de nossos estudos; apelamos, a esse respeito, a sua atenção sobre os pontos seguintes, sobre os quais poderão fornecer documentos:
1. Manifestações materiais ou inteligentes, obtidas em reuniões às quais assistiram;
2. Fatos de lucidez sonambúlica e de êxtase;
3. Fatos de segunda vista, previsões, pressentimentos, etc.
4. Fatos relativos ao poder oculto atribuído, com ou sem razão, a certos indivíduos;
5. Lendas e crenças populares;
6. Fatos de visões e aparições;
7. Fenômenos psicológicos particulares que ocorrem, algumas vezes, no instante da morte;
8. Problemas morais e psicológicos para resolver;
9. Fatos morais, atos notáveis de devotamento e abnegação, dos quais possa ser útil propagar o exemplo;
10. Indicação de obras, antigas ou modernas, francesas ou estrangeiras, onde se encontrem fatos relativos à manifestação de inteligências ocultas, com a designação e, se possível, a citação das passagens. Do mesmo modo, no que concerne à opinião emitida sobre a existência dos Espíritos e suas relações com os homens, pelos autores antigos ou modernos, cujo nome e saber podem dar autoridade.
Não daremos conhecimento dos nomes das pessoas que queiram nos dirigir as comunicações, senão quando, para isso, formos formalmente autorizados.
Iniciei, uma vez mais, o Estudo Sistemático da Revista Espírita, tantas vezes tentado em grupos, e nunca atingindo metas minimamente aceitáveis.
Desta feita só. Incluída em minhas meditações diárias sobre a vida em geral e sobre minha existência em particular.
Aqui trago o trecho onde Kardec expoe seu propósito com a Revista Espírita. Podemos ver a ampla gama de assuntos e sua postura humilde diante da tarefa que o aguardava.
===
Revista Espírita
Jornal de Estudos Psicológicos
PUBLICADA SOB A DIREÇÃO DE ALLAN KARDEC
Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito.
Primeiro Ano – 1858
Introdução
Revista Espírita, janeiro de 1858
No que concerne às manifestações atuais, daremos conta de todos os fenômenos patentes, dos quais formos testemunhas ou que vierem ao nosso conhecimento, quando parecerem merecer a atenção dos nossos leitores. Faremos o mesmo com os efeitos espontâneos que se produzem, freqüentemente, entre as pessoas, mesmo as mais estranhas às práticas das manifestações espíritas, e que revelem seja a ação oculta, seja a independência da alma; tais são os fatos de visões, aparições, dupla vista, pressentimentos, advertências íntimas, vozes secretas, etc. À relação dos fatos acrescentaremos a explicação, tal como ela ressalta do conjunto dos princípios. Faremos anotar, a esse respeito, que esses princípios são aqueles que decorrem do próprio ensinamento dado pelos Espíritos, e que faremos, sempre, abstração das nossas próprias idéias. Não será, pois, uma teoria pessoal que exporemos, mas a que nos tiver sido comunicada, e da qual não seremos senão o intérprete.
Uma larga parte será, igualmente, reservada às comunicações, escritas ou verbais, dos Espíritos, todas as vezes que tiverem um fim útil, assim como as evocações de personagens antigas ou modernas, conhecidas ou obscuras, sem negligenciar as evocações íntimas que, freqüentemente, não são menos instrutivas; abarcaremos, em uma palavra, todas as fases das manifestações materiais e inteligentes do mundo incorpóreo.
A Doutrina Espírita nos oferece, enfim, a única solução possível e racional de uma multidão de fenômenos morais e antropológicos, dos quais, diariamente, somos testemunhas, e para os quais se procuraria, inutilmente, a explicação em todas as doutrinas conhecidas.
Classificaremos nessa categoria, por exemplo, a simultaneidade dos pensamentos, a anomalia de certos caracteres, as simpatias e as antipatias, os conhecimentos intuitivos, as aptidões, as propensões, os destinos que parecem marcados de fatalidade, e, num quadro mais geral, o caráter distintivo dos povos, seu progresso ou sua
degeneração, etc. À citação dos fatos acrescentaremos a busca das causas que puderam produzi-los. Da apreciação desses atos, ressaltarão, naturalmente, úteis ensinamentos sobre a linha de conduta mais conforme com a sã moral. Em suas instruções, os Espíritos superiores têm, sempre, por objetivo excitar, nos homens, o amor ao bem pela prática dos preceitos evangélicos; nos traçam, por isso mesmo, o pensamento que deve presidir à redação dessa coletânea.
Nosso quadro, como se vê, compreende tudo o que se liga ao conhecimento da parte metafísica do homem; estudá-la-emos em seu estado presente e em seu estado futuro, porque estudar a natureza dos Espíritos, é estudar o homem, uma vez que deverá fazer parte, um dia, do mundo dos Espíritos; por isso acrescentamos, ao nosso título principal, o de jornal de estudos psicológicos, a fim de fazer compreender toda a sua importância.
Nota. Por multiplicadas que sejam nossas observações pessoais, e as fontes em que as haurimos, não dissimulamos nem as dificuldades da tarefa, nem a nossa insuficiência. Contamos, para isso suprir, com o concurso benevolente de todos aqueles que se interessam por essas questões; seremos, pois, muito reconhecidos pelas comunicações que queiram bem nos transmitir sobre os diversos objetos de nossos estudos; apelamos, a esse respeito, a sua atenção sobre os pontos seguintes, sobre os quais poderão fornecer documentos:
1. Manifestações materiais ou inteligentes, obtidas em reuniões às quais assistiram;
2. Fatos de lucidez sonambúlica e de êxtase;
3. Fatos de segunda vista, previsões, pressentimentos, etc.
4. Fatos relativos ao poder oculto atribuído, com ou sem razão, a certos indivíduos;
5. Lendas e crenças populares;
6. Fatos de visões e aparições;
7. Fenômenos psicológicos particulares que ocorrem, algumas vezes, no instante da morte;
8. Problemas morais e psicológicos para resolver;
9. Fatos morais, atos notáveis de devotamento e abnegação, dos quais possa ser útil propagar o exemplo;
10. Indicação de obras, antigas ou modernas, francesas ou estrangeiras, onde se encontrem fatos relativos à manifestação de inteligências ocultas, com a designação e, se possível, a citação das passagens. Do mesmo modo, no que concerne à opinião emitida sobre a existência dos Espíritos e suas relações com os homens, pelos autores antigos ou modernos, cujo nome e saber podem dar autoridade.
Não daremos conhecimento dos nomes das pessoas que queiram nos dirigir as comunicações, senão quando, para isso, formos formalmente autorizados.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
20130626 Perene
"Se alguém diz: - eu amo a Deus, e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?"
Jesus - Anotação de João (1 4:20
É plena de lógica esta afirmação para os crentes em Deus. Não é o meu caso. Já tenho escrito sobre isso e conclamo o leitor a buscar páginas anteriores.
De que serve então trazer a debate esta afirmação de Jesus? - perguntaria um de voces.
Pensar um pouco sobre o valor dos nossos semelhantes. Daqueles que, perto ou longe geográficamente, partilham nossa marcha.
O que são nossos semelhantes, senão o espelho onde nos refletimos mais cristalinamente?
É o olhar dos nossos semelhantes, toda uma fonte de conhecimentos, a nos desafiar a percepção e a sensibilidade.
Nossos atos ali se espelham, num semblante de desaprovação, de tristeza ou de dor; mas podem se desdobrar em sorrisos de alegria, gratidão e afeto.
O homem se define por seus atos.
Quantos e quantos oradores de palavra fácil e arrebatadora não conhecemos ao longo da existência. E uma aproximação maior os
arremeteu ao chão em nosso conceito? Se deu a conhecer um espírito, com tantas ou maiores deficuldades das carregadas por cada um de nós em nossa atual encarnação. O preceito é não idolatrar ninguém.
Gosto muito do Bob Dylan na década de 60. Quando o queriam como lider da juventude. Numa entrevista declarou enfático: "Não me sigam, eu também estou perdido." Muita coragem para um jovem da época. Momento em que novos líderes fervilhavam na França, nos EEUU e no mundo. Sabiamente arrebatou longe tal condição.
Por vezes do púlpito, do palco, dotado do poder da palavra, oradores e oradoras se postam como paradigmas da virtude. Pobre de nós se nelas nos fiarmos. Não. É bem verdade. Nem todo mundo é um fariseu. Nem pensemos nisso. Mas muitos fariseus andam pela Terra, inclusive dentro do movimento espírita. Sepulcrus caiados por fora, e cheios de podridão por dentro.
Condenáveis? Não. Nem um pouco. Todos estamos em processo de aprimoramento. Qual de nós é capaz de atirar a primeira pedra e se sentir um ser justo?
Não creio em ninguém que tenha respondido afirmativamente.
Somos todos seres inacabados. Obras de arte sim. Mas necessitando do buril do tempo para, de forma paulatina, fazer surgir nossa beleza e nosso valor. Evidentemente nosso valor em sabedoria e conhecimento. Conhecimento das questões atinentes à matéria. E sabedoria para bem discernir, diante das problemáticas éticas a ser
enfrentadas por nós mesmos, ou por nossos semelhantes.
É comum a vaidade nos empapar os olhos de ilusões. Inclusive a ilusão de sabedoria.
Quando formos verdadeiramente sábios. Isto lá na frente. Toda puerilidade das contendas terão caído por terra. Competição não vigorará. Do coração dos humanos se projetarão energias incapazes de serem compreendidas na nossa atual situação de materialidade.
Um novo posicionamento. A necessidade de servir, mas sem holofotes e citações em midia de qualquer gênero. Morta estará a vaidade. Tudo ocorrerá no plano da simplicidade.
O futuro, segundo os espíritos mais avançados, será mais sereno, mas de trabalho. Mais harmônico. Mais amoroso. Pois...
"Só o amor sincero é perene, no tempo e no (s) universo (s)."
Paulo Cesar Fernandes
26 06 2013
Jesus - Anotação de João (1 4:20
É plena de lógica esta afirmação para os crentes em Deus. Não é o meu caso. Já tenho escrito sobre isso e conclamo o leitor a buscar páginas anteriores.
De que serve então trazer a debate esta afirmação de Jesus? - perguntaria um de voces.
Pensar um pouco sobre o valor dos nossos semelhantes. Daqueles que, perto ou longe geográficamente, partilham nossa marcha.
O que são nossos semelhantes, senão o espelho onde nos refletimos mais cristalinamente?
É o olhar dos nossos semelhantes, toda uma fonte de conhecimentos, a nos desafiar a percepção e a sensibilidade.
Nossos atos ali se espelham, num semblante de desaprovação, de tristeza ou de dor; mas podem se desdobrar em sorrisos de alegria, gratidão e afeto.
O homem se define por seus atos.
Quantos e quantos oradores de palavra fácil e arrebatadora não conhecemos ao longo da existência. E uma aproximação maior os
arremeteu ao chão em nosso conceito? Se deu a conhecer um espírito, com tantas ou maiores deficuldades das carregadas por cada um de nós em nossa atual encarnação. O preceito é não idolatrar ninguém.
Gosto muito do Bob Dylan na década de 60. Quando o queriam como lider da juventude. Numa entrevista declarou enfático: "Não me sigam, eu também estou perdido." Muita coragem para um jovem da época. Momento em que novos líderes fervilhavam na França, nos EEUU e no mundo. Sabiamente arrebatou longe tal condição.
Por vezes do púlpito, do palco, dotado do poder da palavra, oradores e oradoras se postam como paradigmas da virtude. Pobre de nós se nelas nos fiarmos. Não. É bem verdade. Nem todo mundo é um fariseu. Nem pensemos nisso. Mas muitos fariseus andam pela Terra, inclusive dentro do movimento espírita. Sepulcrus caiados por fora, e cheios de podridão por dentro.
Condenáveis? Não. Nem um pouco. Todos estamos em processo de aprimoramento. Qual de nós é capaz de atirar a primeira pedra e se sentir um ser justo?
Não creio em ninguém que tenha respondido afirmativamente.
Somos todos seres inacabados. Obras de arte sim. Mas necessitando do buril do tempo para, de forma paulatina, fazer surgir nossa beleza e nosso valor. Evidentemente nosso valor em sabedoria e conhecimento. Conhecimento das questões atinentes à matéria. E sabedoria para bem discernir, diante das problemáticas éticas a ser
enfrentadas por nós mesmos, ou por nossos semelhantes.
É comum a vaidade nos empapar os olhos de ilusões. Inclusive a ilusão de sabedoria.
Quando formos verdadeiramente sábios. Isto lá na frente. Toda puerilidade das contendas terão caído por terra. Competição não vigorará. Do coração dos humanos se projetarão energias incapazes de serem compreendidas na nossa atual situação de materialidade.
Um novo posicionamento. A necessidade de servir, mas sem holofotes e citações em midia de qualquer gênero. Morta estará a vaidade. Tudo ocorrerá no plano da simplicidade.
O futuro, segundo os espíritos mais avançados, será mais sereno, mas de trabalho. Mais harmônico. Mais amoroso. Pois...
"Só o amor sincero é perene, no tempo e no (s) universo (s)."
Paulo Cesar Fernandes
26 06 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
20130624 Espiritualidade e arte
E eu morto. Fico sem versos?
E tu já morto, me trazes teus versos?
Mas quero versos de Liberdade.
Sementes ao vento cobrindo continentes.
Brotarão na Nova-Guiné.
Bisaau, Madagascar e Goa.
Em Coimbra e Lisboa.
Ai a pequena cidade de Olinda.
Nascerá um grito.
Cheiro de incenso e mirra.
Mais viva estará a vida.
Tuas sementes estão a brotar.
Árvores de frutos fartos.
Aos famintos de Justiça.
Água dessedentando a todos os povos.
Caminho que orienta à Fonte Nova.
Repensar, renascer, reviver.
Sonhar e realizar.
Agir e pautar o amanhã.
O presente é agora.
Tua mão, tua forra.
Coração em boa hora posto.
Pois a alma é da arte.
Como a arte é da alma.
Para a alma.
E com alma executada.
Espiritual.
Arte.
Espiritualizarte.
Derrubando religiões e crenças.
Nas mãos limpas o amor.
No olhar a mansidão.
No horizonte a paz e a imortalidade.
O resto?
É resto mesmo.
Paulo Cesar Fernandes
23 06 2013
E tu já morto, me trazes teus versos?
Mas quero versos de Liberdade.
Sementes ao vento cobrindo continentes.
Brotarão na Nova-Guiné.
Bisaau, Madagascar e Goa.
Em Coimbra e Lisboa.
Ai a pequena cidade de Olinda.
Nascerá um grito.
Cheiro de incenso e mirra.
Mais viva estará a vida.
Tuas sementes estão a brotar.
Árvores de frutos fartos.
Aos famintos de Justiça.
Água dessedentando a todos os povos.
Caminho que orienta à Fonte Nova.
Repensar, renascer, reviver.
Sonhar e realizar.
Agir e pautar o amanhã.
O presente é agora.
Tua mão, tua forra.
Coração em boa hora posto.
Pois a alma é da arte.
Como a arte é da alma.
Para a alma.
E com alma executada.
Espiritual.
Arte.
Espiritualizarte.
Derrubando religiões e crenças.
Nas mãos limpas o amor.
No olhar a mansidão.
No horizonte a paz e a imortalidade.
O resto?
É resto mesmo.
Paulo Cesar Fernandes
23 06 2013
20130623 Desmatéria
Desmatéria
A matéria esvanece.
Densidade específica decresce.
Paulatina.
Lentamente.
Primitividade rareia.
Como fumaça densa.
Ao bater do vento.
Desfaz.
Cordialidade se faz forte.
Abre espaço.
Se apresenta.
O homem é.
Não mais aparenta.
E descrente de tudo.
Mas todo novo.
Se reinventa.
E repensa o mundo.
Ao seu redor.
Vigência do Ser é Heidegger.
Mirada adiante e crítica.
Da Razão Instrumental.
Do capital (ismo).
Do consumo.
Do materialismo.
Niilismo Existencial.
Não!
Diz a Nova Razão.
Contemporânea.
Atual.
Real na rua e no Ser.
Nova ordem no viver.
Existência. E não vida.
Cai o berço.
Cai o túmulo.
Nova vertente moral.
A Ética é vital.
Força motriz natural.
Para toda a Humanidade.
Cai o Mal.
A vigência do certo.
Correto.
Pensamento plural.
Tempo Novo.
Homem Novo.
O sonhado.
E sempre postergado.
Agora vive.
E eticamente governa.
O Universo denso.
E o imaterial.
Paulo Cesar Fernandes
23 06 2013
A matéria esvanece.
Densidade específica decresce.
Paulatina.
Lentamente.
Primitividade rareia.
Como fumaça densa.
Ao bater do vento.
Desfaz.
Cordialidade se faz forte.
Abre espaço.
Se apresenta.
O homem é.
Não mais aparenta.
E descrente de tudo.
Mas todo novo.
Se reinventa.
E repensa o mundo.
Ao seu redor.
Vigência do Ser é Heidegger.
Mirada adiante e crítica.
Da Razão Instrumental.
Do capital (ismo).
Do consumo.
Do materialismo.
Niilismo Existencial.
Não!
Diz a Nova Razão.
Contemporânea.
Atual.
Real na rua e no Ser.
Nova ordem no viver.
Existência. E não vida.
Cai o berço.
Cai o túmulo.
Nova vertente moral.
A Ética é vital.
Força motriz natural.
Para toda a Humanidade.
Cai o Mal.
A vigência do certo.
Correto.
Pensamento plural.
Tempo Novo.
Homem Novo.
O sonhado.
E sempre postergado.
Agora vive.
E eticamente governa.
O Universo denso.
E o imaterial.
Paulo Cesar Fernandes
23 06 2013
domingo, 23 de junho de 2013
20130623 Sou ateu
"Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus."
Paulo aos Coríntios I 3: 9
Tomo Deus por uma crença e não uma realidade concreta. Não me faltam motivações.
Considerando as várias transcrições das palavras de Jesus, sendo cada transcrição uma possivel adulteração, não podemos afirmar com certeza de suas palavras acerca da existência de Deus.
Eu uso a Lei Natural no lugar de Deus, e me sinto muito mais verdadeiro nas minhas afirmações.
Eu sou ateu.
E o sou pois analisei a história da humanidade.
Tenho me dado conta do uso de Deus sempre como anteparo às formas de dominação dos homens, por outros homens. Interesses materiais e luta pelo poder se valendo de Deus em detrimento do que é certo e justo.
Em nome de Deus, os europeus chegaram às Américas. Matando atrozmente centenas de milhares de criaturas. Tão brutal quanto, ou mais brutal ainda, os escravizavam para "pacificá-los" em nome de Deus. Impor-lhes o Cristianismo, qualificando como hereges e bárbaras suas ancestrais crenças.
Mas onde está a barbárie? Nos europeus ou nos Povos Originários?
Deus não existe. Pois existem as indústrias de armamento cujos produtos aniquilam milhares de vidas a cada dia. E os donos das industrias bélicas são homens de Deus.
Em nome de Deus, mataram na fogueira, ato imperdoavel, Giordano Bruno. E fizeram Galileu Galilei renegar as verdades de suas descobertas. Deus não existe.
Em nome de Deus, milhões de pessoas foram subjugadas, e atuaram como servos ao longo de toda Idade Média. Pagando altas quantias ao Suserano sob o tacão da Santa Madre Igreja. Tendo o Suserano direito sobre a vida e a morte de seus servos, sempre recebendo da Igreja a remissão dos atos praticados.
Em nome de Deus, a França dizimou parte da população da Argélia.
Em nome de Deus, os Estados Unidos invadem e trucidam cidadãos dos países que ferem seus interesses, sem considerar se matam crianças, mulheres ou velhos. Em "defesa da Civilização Cristã e Ocidental".
Em nome de Deus, o Governo dos Estados Unidos fez e segue tentando fazer, intervenções sanguinárias em diversos países Hispanoamericanos. De forma direta, ou por governos títeres por eles formados e armados. Se valendo da imprensa a qual corrompe com milhares de dólares.
Em nome de Deus, se estabeleceram dezenas de Ditaduras na América Latina, dizimando vidas de culpados e inocentes indistintamente. Um verdadeiro genocídio.
Em nome de Deus, clérigos e religiosos das mais diversas vertentes foram coniventes com todas as barbaridades ocorridas no mundo. O Movimento Espirita constituído apoiou a Ditadura Militar Brasileira através das suas entidades. No mínimo foi conivente, jamais denunciando as atrocidades.
Deus defende os poderosos, sendo sempre a favor da dominação e das injustiças. Não pode existir Deus. É irracional que exista.
Quem dá sua vida pela Justiça, deve se desvencilhar de todas as crenças nefastas. Deus é nefasto à Humanidade.
"É da ordem natural das coisas." como diria Kardec, um espírito batalhador da Justiça ser ateu.
A História do Mundo, a Igreja Católica e o Movimento Espírita me obrigam a ser Ateu.
Paulo Cesar Fernandes
23 06 2013
Paulo aos Coríntios I 3: 9
Tomo Deus por uma crença e não uma realidade concreta. Não me faltam motivações.
Considerando as várias transcrições das palavras de Jesus, sendo cada transcrição uma possivel adulteração, não podemos afirmar com certeza de suas palavras acerca da existência de Deus.
Eu uso a Lei Natural no lugar de Deus, e me sinto muito mais verdadeiro nas minhas afirmações.
Eu sou ateu.
E o sou pois analisei a história da humanidade.
Tenho me dado conta do uso de Deus sempre como anteparo às formas de dominação dos homens, por outros homens. Interesses materiais e luta pelo poder se valendo de Deus em detrimento do que é certo e justo.
Em nome de Deus, os europeus chegaram às Américas. Matando atrozmente centenas de milhares de criaturas. Tão brutal quanto, ou mais brutal ainda, os escravizavam para "pacificá-los" em nome de Deus. Impor-lhes o Cristianismo, qualificando como hereges e bárbaras suas ancestrais crenças.
Mas onde está a barbárie? Nos europeus ou nos Povos Originários?
Deus não existe. Pois existem as indústrias de armamento cujos produtos aniquilam milhares de vidas a cada dia. E os donos das industrias bélicas são homens de Deus.
Em nome de Deus, mataram na fogueira, ato imperdoavel, Giordano Bruno. E fizeram Galileu Galilei renegar as verdades de suas descobertas. Deus não existe.
Em nome de Deus, milhões de pessoas foram subjugadas, e atuaram como servos ao longo de toda Idade Média. Pagando altas quantias ao Suserano sob o tacão da Santa Madre Igreja. Tendo o Suserano direito sobre a vida e a morte de seus servos, sempre recebendo da Igreja a remissão dos atos praticados.
Em nome de Deus, a França dizimou parte da população da Argélia.
Em nome de Deus, os Estados Unidos invadem e trucidam cidadãos dos países que ferem seus interesses, sem considerar se matam crianças, mulheres ou velhos. Em "defesa da Civilização Cristã e Ocidental".
Em nome de Deus, o Governo dos Estados Unidos fez e segue tentando fazer, intervenções sanguinárias em diversos países Hispanoamericanos. De forma direta, ou por governos títeres por eles formados e armados. Se valendo da imprensa a qual corrompe com milhares de dólares.
Em nome de Deus, se estabeleceram dezenas de Ditaduras na América Latina, dizimando vidas de culpados e inocentes indistintamente. Um verdadeiro genocídio.
Em nome de Deus, clérigos e religiosos das mais diversas vertentes foram coniventes com todas as barbaridades ocorridas no mundo. O Movimento Espirita constituído apoiou a Ditadura Militar Brasileira através das suas entidades. No mínimo foi conivente, jamais denunciando as atrocidades.
Deus defende os poderosos, sendo sempre a favor da dominação e das injustiças. Não pode existir Deus. É irracional que exista.
Quem dá sua vida pela Justiça, deve se desvencilhar de todas as crenças nefastas. Deus é nefasto à Humanidade.
"É da ordem natural das coisas." como diria Kardec, um espírito batalhador da Justiça ser ateu.
A História do Mundo, a Igreja Católica e o Movimento Espírita me obrigam a ser Ateu.
Paulo Cesar Fernandes
23 06 2013
sábado, 22 de junho de 2013
20130622 Sensibilidade
"Renovai-vos pelo espírito no vosso modo de sentir,"
Paulo aos Efésios 4:23
Somos todos dotados de sentimentos.
Mesmo, ainda na forma de ProtoEspíritos, os sentimentos já se apresentam.
Quem nunca viu um cão entristecido, pela ausência de seu dono?
Ou mesmo envergonhado, orelha caída e rabo entre as pernas, por ter sido repreendido pelo dono?
Entre os chipanzés são inúmeros os casos. E variada a gama de sentimentos e atitudes demonstradas.
No Reino Hominal isto se consolida. Nossa sensibilidade é mais ampla.
Mas, mesmo com essa violência apresentada no mundo, voce me diz isso? - alguém poderia me contestar assim.
Eu não nego a presença da violência, nem o quanto ela é perturbadora. Mas afirmo com toda convicção, ser ela minoritária, diante do todo da humanidade. O mal tem mais divulgação pois vende mais, é mercadoria de maior consumo. Numa "Sociedade de Consumidores" é esse o esquema. Numéricamente os maus são minoria arrasadora. A faixa média é maioria, e os verdadeiramente bons crescem dia a dia.
Muitas pessoas ainda se comprazem em saber do mal. Por certo algum mecanismo psíquico as leva a isso. Pode ser um reforço em sua luta no bem. Seria necessário um estudo mais aprofundado para ter conclusões pautadas em dados. Não está no escopo deste texto.
Já existe no mundo um grande número de pessoas cansadas de informações negativas da vida. Pessoas, abandonando programas e emissoras onde o sensacionalismo sórdido é marcante. Na TV, mudam de canal. Jornais e revistas são deixadas na banca.
Pessoas em grande número andam na busca do Bem; do Bom; de uma outra forma de viver, onde o espírito passe a maior parte de seu tempo num clima de harmonia interior, desaguando na harmonia com seus semelhantes.
Nasce uma nova forma de sentir, tal qual solicitou Paulo aos Efésios, e a todos nós.
Criados simples e ignorantes, podemos todos ter atravessado largos períodos de primitividade. Por que não? É da Lei Natural nossa liberdade em atravessar as trilhas do erro, do equívoco, do mal mesmo. Porém, a ampliação de nosso conhecimento da Lei Natural, traz paralelamente a nossa responsabilidade diante de cada ato nosso. Cresce nosso compromisso com a ética de forma geral.
Em nossa primitividade, matavamos sem ser tocada nossa consciência ou sensibilidade. O tigre não fica com crise de consciência ao abater sua presa.
Já fomos animalescos muitos de nós. Assim é a coisa. Podemos cada um de nós, ter passado por etapas hoje encontradas em algumas pessoas habitantes da Terra.
Evidentemente, o avanço das Leis Sociais, acaba tolhendo e reprimindo a primitividade. Tigres e leões ficam em Zoológicos. Da mesma forma seres primitivos não podem estar no convívio social. Necessitam do afastamento reparador de sua sensibilidade.
São danosos e perigosos ao mundo em sua violência.
As Leis ordenam a sociedade, e promovem a evolução do espírito.
Por outro lado, a somatória de espíritos voltados para o Bem, empurra a sociedade numa melhor direção, inclusive influenciando o aprimoramento de suas Leis. Leis fazem progredir os homens, por sua vez os homens fazem progredir as Leis.
O Progresso da Humanidade ocorre num processo chamado de Dialético por Georg W. F. Hegel. Nesse esquema, espíritos e Leis Sociais fazem seu avanço. E, dentro desse avanço, temos o aprimoramento da sensibilidade humana.
Tomemos um exemplo. A Defesa da Honra, aceita na década de trinta do século passado, hoje é uma aberração. Leis e sensibilidade humana rejeitam fortemente atos pautados nesse princípio, antes tido por natural.
Sonhamos um mundo melhor. Queremos um mundo melhor. Trago aqui a proposta de José Herculano Pires em seu livro "O Reino": o mundo melhor brotará da semente de benevolência e aprimoramento de nossa sensibilidade dentro de nossos corações.
Somos. Cada um de nós, o mundo melhor a ser deixado para as vindouras gerações. Nossos pensamentos e atos deixarão marcas, capazes de trazer ao mundo o exemplo necessário ao seu aprimoramento.
Cada dia um pouco. Hoje melhor que ontem, e amanhã melhor que hoje. Essa é a marcha da vida, e do progresso.
Paulo Cesar Fernandes
22 06 2013
Paulo aos Efésios 4:23
Somos todos dotados de sentimentos.
Mesmo, ainda na forma de ProtoEspíritos, os sentimentos já se apresentam.
Quem nunca viu um cão entristecido, pela ausência de seu dono?
Ou mesmo envergonhado, orelha caída e rabo entre as pernas, por ter sido repreendido pelo dono?
Entre os chipanzés são inúmeros os casos. E variada a gama de sentimentos e atitudes demonstradas.
No Reino Hominal isto se consolida. Nossa sensibilidade é mais ampla.
Mas, mesmo com essa violência apresentada no mundo, voce me diz isso? - alguém poderia me contestar assim.
Eu não nego a presença da violência, nem o quanto ela é perturbadora. Mas afirmo com toda convicção, ser ela minoritária, diante do todo da humanidade. O mal tem mais divulgação pois vende mais, é mercadoria de maior consumo. Numa "Sociedade de Consumidores" é esse o esquema. Numéricamente os maus são minoria arrasadora. A faixa média é maioria, e os verdadeiramente bons crescem dia a dia.
Muitas pessoas ainda se comprazem em saber do mal. Por certo algum mecanismo psíquico as leva a isso. Pode ser um reforço em sua luta no bem. Seria necessário um estudo mais aprofundado para ter conclusões pautadas em dados. Não está no escopo deste texto.
Já existe no mundo um grande número de pessoas cansadas de informações negativas da vida. Pessoas, abandonando programas e emissoras onde o sensacionalismo sórdido é marcante. Na TV, mudam de canal. Jornais e revistas são deixadas na banca.
Pessoas em grande número andam na busca do Bem; do Bom; de uma outra forma de viver, onde o espírito passe a maior parte de seu tempo num clima de harmonia interior, desaguando na harmonia com seus semelhantes.
Nasce uma nova forma de sentir, tal qual solicitou Paulo aos Efésios, e a todos nós.
Criados simples e ignorantes, podemos todos ter atravessado largos períodos de primitividade. Por que não? É da Lei Natural nossa liberdade em atravessar as trilhas do erro, do equívoco, do mal mesmo. Porém, a ampliação de nosso conhecimento da Lei Natural, traz paralelamente a nossa responsabilidade diante de cada ato nosso. Cresce nosso compromisso com a ética de forma geral.
Em nossa primitividade, matavamos sem ser tocada nossa consciência ou sensibilidade. O tigre não fica com crise de consciência ao abater sua presa.
Já fomos animalescos muitos de nós. Assim é a coisa. Podemos cada um de nós, ter passado por etapas hoje encontradas em algumas pessoas habitantes da Terra.
Evidentemente, o avanço das Leis Sociais, acaba tolhendo e reprimindo a primitividade. Tigres e leões ficam em Zoológicos. Da mesma forma seres primitivos não podem estar no convívio social. Necessitam do afastamento reparador de sua sensibilidade.
São danosos e perigosos ao mundo em sua violência.
As Leis ordenam a sociedade, e promovem a evolução do espírito.
Por outro lado, a somatória de espíritos voltados para o Bem, empurra a sociedade numa melhor direção, inclusive influenciando o aprimoramento de suas Leis. Leis fazem progredir os homens, por sua vez os homens fazem progredir as Leis.
O Progresso da Humanidade ocorre num processo chamado de Dialético por Georg W. F. Hegel. Nesse esquema, espíritos e Leis Sociais fazem seu avanço. E, dentro desse avanço, temos o aprimoramento da sensibilidade humana.
Tomemos um exemplo. A Defesa da Honra, aceita na década de trinta do século passado, hoje é uma aberração. Leis e sensibilidade humana rejeitam fortemente atos pautados nesse princípio, antes tido por natural.
Sonhamos um mundo melhor. Queremos um mundo melhor. Trago aqui a proposta de José Herculano Pires em seu livro "O Reino": o mundo melhor brotará da semente de benevolência e aprimoramento de nossa sensibilidade dentro de nossos corações.
Somos. Cada um de nós, o mundo melhor a ser deixado para as vindouras gerações. Nossos pensamentos e atos deixarão marcas, capazes de trazer ao mundo o exemplo necessário ao seu aprimoramento.
Cada dia um pouco. Hoje melhor que ontem, e amanhã melhor que hoje. Essa é a marcha da vida, e do progresso.
Paulo Cesar Fernandes
22 06 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
20130618 Parâmetros
"Eis que o semeador saiu a semear."
Jesus anotação de Mateus 13:3
Que temos nas mãos? A imortalidade.
Isso basta? Evidente que sim, pois abre um universo de possibilidades, para quantos lhe tomem como paradigma da vida.
Não mais a morte como um fantasma, assustador e exterminador de tudo. Não. Apenas um elemento de passagem. Um movimento de um estado a outro de nós mesmos.
Como a água vaporiza em fervura, nos fazemos mais sutis. Passamos a energia, em ocasião da nossa libertação da matéria pesada do corpo.
Não tenho medo. Por outro lado, digo sempre, nenhuma pressa me toma para o encontro com esse evento. É isso, sem pressa mesmo. Cá estou eu muito bem.
Enquanto tenhamos o corpo e o tempo, as possibilidades de semear a certeza na imortalidade do espírito se ampliam. E, sem sermos dessas pessoas chatas, a buscar adeptos, mantenhamos o coração e os olhos sempre atentos, em ofertar a quem quer que seja, uma outra visão da existência. Mais ampla, mais racional, mais condizente com os tempos atuais.
Imortalidade e Reencarnação fazem uma dupla capaz de nos fornecer uma razão para a existência: a Evolução.
A Dialética da Existência gira ao redor desses pontos focais da maneira de pensar o espiritismo.
Tudo o mais não passa de crendiçe. Uma forma temporal de pensamento, tendendo a desaparecer pela ordem natural das coisas.
Sim. Sou espirita. E me pauto tão somente em 3 pontos: Imortalidade; Reencarnação e Evolução Infinita.
Nada além disso. E voce teria a coragem de me dizer não espírita, por pensar dentro desses limites?
Desses meus 3 parâmetros?
Paulo Cesar Fernandes
18 06 2013
Jesus anotação de Mateus 13:3
Que temos nas mãos? A imortalidade.
Isso basta? Evidente que sim, pois abre um universo de possibilidades, para quantos lhe tomem como paradigma da vida.
Não mais a morte como um fantasma, assustador e exterminador de tudo. Não. Apenas um elemento de passagem. Um movimento de um estado a outro de nós mesmos.
Como a água vaporiza em fervura, nos fazemos mais sutis. Passamos a energia, em ocasião da nossa libertação da matéria pesada do corpo.
Não tenho medo. Por outro lado, digo sempre, nenhuma pressa me toma para o encontro com esse evento. É isso, sem pressa mesmo. Cá estou eu muito bem.
Enquanto tenhamos o corpo e o tempo, as possibilidades de semear a certeza na imortalidade do espírito se ampliam. E, sem sermos dessas pessoas chatas, a buscar adeptos, mantenhamos o coração e os olhos sempre atentos, em ofertar a quem quer que seja, uma outra visão da existência. Mais ampla, mais racional, mais condizente com os tempos atuais.
Imortalidade e Reencarnação fazem uma dupla capaz de nos fornecer uma razão para a existência: a Evolução.
A Dialética da Existência gira ao redor desses pontos focais da maneira de pensar o espiritismo.
Tudo o mais não passa de crendiçe. Uma forma temporal de pensamento, tendendo a desaparecer pela ordem natural das coisas.
Sim. Sou espirita. E me pauto tão somente em 3 pontos: Imortalidade; Reencarnação e Evolução Infinita.
Nada além disso. E voce teria a coragem de me dizer não espírita, por pensar dentro desses limites?
Desses meus 3 parâmetros?
Paulo Cesar Fernandes
18 06 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
20130617 Aprender a amar
"Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros."
Jesus numa anotação de João. 13:35
Aprendizado difícil. Mormente num mundo de tão dispares espíritos.
Grupos de pessoas alcoolizadas ou drogadas passam pela rua, na madrugada, em gritos verdadeiramente aterradores. Expressam assim sua realidade intima. Seu patamar de espiritualidade, talvez sua situação de brutalidade nas sensações. Algo capaz de ser passageiro ou se prolongar por toda uma vida.
Pessoas se apoderando dos recursos públicos, colocados em suas mãos para bem servir a coletividade.
Homens capazes de fazer de sua palavra, falada ou escrita, um incentivo ao ódio, uma incitação à desordem social.
Atores dos Meios de Comunicação de Massas capazes de distorcer os fatos, visando um melhor posicionamento diante de seus superiores.
Mandatários de todos os níveis hierárquicos, cujo autoritarismo esmaga possibilidades de desenvolvimento de todos aqueles trabalhadores ao seu redor. Sem perceber o equívoco de suas ações. E o desconforto de seus subordinados.
O painel das dificuldades pessoais é amplo, talvez interminável. E não nos cabe aqui citar cada item.
Olhar o mundo! Olhar o semelhante, e amá-lo tal qual é. Até porque limitações todos temos, em maior ou menor escala.
O ódio desagrega e desequilibra ao que guarda dentro de si tal sentimento.
O amor, por seu turno, faz a vida mais leve. É uma diretriz de vida capaz de asserenar o coração.
Tomo como exemplo o carinho existente entre os bons músicos. De maneira geral partilham o palco, como quem partilha o pão, num cerimonial.
Quem mais me tocou nessa aspecto, foi o francês Johnny Hallyday. Em todos os seus shows os convidados recebem todas as suas honrarias.
Essa é uma forma de amar.
Afinal, um dos motivos de nossa encarnação, é nos permitir aprender a amar.
Paulo Cesar Fernandes
17 06 2013
Jesus numa anotação de João. 13:35
Aprendizado difícil. Mormente num mundo de tão dispares espíritos.
Grupos de pessoas alcoolizadas ou drogadas passam pela rua, na madrugada, em gritos verdadeiramente aterradores. Expressam assim sua realidade intima. Seu patamar de espiritualidade, talvez sua situação de brutalidade nas sensações. Algo capaz de ser passageiro ou se prolongar por toda uma vida.
Pessoas se apoderando dos recursos públicos, colocados em suas mãos para bem servir a coletividade.
Homens capazes de fazer de sua palavra, falada ou escrita, um incentivo ao ódio, uma incitação à desordem social.
Atores dos Meios de Comunicação de Massas capazes de distorcer os fatos, visando um melhor posicionamento diante de seus superiores.
Mandatários de todos os níveis hierárquicos, cujo autoritarismo esmaga possibilidades de desenvolvimento de todos aqueles trabalhadores ao seu redor. Sem perceber o equívoco de suas ações. E o desconforto de seus subordinados.
O painel das dificuldades pessoais é amplo, talvez interminável. E não nos cabe aqui citar cada item.
Olhar o mundo! Olhar o semelhante, e amá-lo tal qual é. Até porque limitações todos temos, em maior ou menor escala.
O ódio desagrega e desequilibra ao que guarda dentro de si tal sentimento.
O amor, por seu turno, faz a vida mais leve. É uma diretriz de vida capaz de asserenar o coração.
Tomo como exemplo o carinho existente entre os bons músicos. De maneira geral partilham o palco, como quem partilha o pão, num cerimonial.
Quem mais me tocou nessa aspecto, foi o francês Johnny Hallyday. Em todos os seus shows os convidados recebem todas as suas honrarias.
Essa é uma forma de amar.
Afinal, um dos motivos de nossa encarnação, é nos permitir aprender a amar.
Paulo Cesar Fernandes
17 06 2013
domingo, 16 de junho de 2013
Eurocentrismo e preconceito em Kardec
Uma das minhas batalhas recentes é a ruptura com o Eurocentrismo. E pensar a vida partindo da ótica dos Povos Originários. Exercício interessante.
Nego e me contraponho ferozmente à visão preconceituosa de Kardec. Pobre daquele que faz a leitura dos textos ao pé da letra. Sem levar em consideração o conjunto da obra.
Nenhum comentário adicional eu farei. O texto, por si só, é uma aberração saltando aos nossos olhos. Leia e analise segundo suas concepções.
===
143. Como progridem e como degeneram os povos? Se a alma é criada juntamente com o corpo, as dos homens de hoje são tão novas, tão primitivas, como a dos homens da Idade Média, e, desde então, pergunta-se por que têm elas costumes mais brandos e inteligência mais desenvolvida? Se na morte do corpo a alma deixa
definitivamente a Terra, pergunta-se, ainda, qual seria o fruto do trabalho feito para melhoramento de um povo, se este tivesse de ser recomeçado com as almas novas que diariamente chegam?
Os Espíritos encarnam em um meio simpático e em relação com o grau do seu adiantamento. Um chinês, por exemplo, que progredisse suficientemente e não encontrasse mais na sua raça um meio correspondente ao grau que atingiu, encarnará entre um povo mais adiantado. À medida que uma geração dá um passo para
frente, atrai por simpatia Espíritos mais avançados, os quais são, talvez, os mesmos que já haviam vivido no mesmo país e que, por seu progresso, dele se tinham afastado; é assim que, passo a passo, uma nação avança. Se a maioria dos seus novos habitantes fosse de natureza inferior e os antigos emigrassem diariamente e não mais descessem a um meio inferior, o povo acabaria por degenerar, e, afinal, por extinguir-se.
OBSERVAÇÃO — Essas questões provocam outras que encontram solução no mesmo princípio; por exemplo, donde vem a diversidade de raças, na Terra? — Há raças rebeldes ao progresso? — A raça negra é suscetível de subir ao nível das raças européias? — A escravidão é útil ao progresso das raças inferiores? — Como se
pode operar a transformação da Humanidade? — (O Livro dos Espíritos: “Lei de progresso”, nos 776 e seguintes. — Revue Spirite, 1862, pág. 1: “Doctrine des anges déchus”. — Idem, 1862, pág. 97: “Perfectibilité de la race nègre”.)
===
Paulo Cesar Fernandes
16 06 2013
Nego e me contraponho ferozmente à visão preconceituosa de Kardec. Pobre daquele que faz a leitura dos textos ao pé da letra. Sem levar em consideração o conjunto da obra.
Nenhum comentário adicional eu farei. O texto, por si só, é uma aberração saltando aos nossos olhos. Leia e analise segundo suas concepções.
===
143. Como progridem e como degeneram os povos? Se a alma é criada juntamente com o corpo, as dos homens de hoje são tão novas, tão primitivas, como a dos homens da Idade Média, e, desde então, pergunta-se por que têm elas costumes mais brandos e inteligência mais desenvolvida? Se na morte do corpo a alma deixa
definitivamente a Terra, pergunta-se, ainda, qual seria o fruto do trabalho feito para melhoramento de um povo, se este tivesse de ser recomeçado com as almas novas que diariamente chegam?
Os Espíritos encarnam em um meio simpático e em relação com o grau do seu adiantamento. Um chinês, por exemplo, que progredisse suficientemente e não encontrasse mais na sua raça um meio correspondente ao grau que atingiu, encarnará entre um povo mais adiantado. À medida que uma geração dá um passo para
frente, atrai por simpatia Espíritos mais avançados, os quais são, talvez, os mesmos que já haviam vivido no mesmo país e que, por seu progresso, dele se tinham afastado; é assim que, passo a passo, uma nação avança. Se a maioria dos seus novos habitantes fosse de natureza inferior e os antigos emigrassem diariamente e não mais descessem a um meio inferior, o povo acabaria por degenerar, e, afinal, por extinguir-se.
OBSERVAÇÃO — Essas questões provocam outras que encontram solução no mesmo princípio; por exemplo, donde vem a diversidade de raças, na Terra? — Há raças rebeldes ao progresso? — A raça negra é suscetível de subir ao nível das raças européias? — A escravidão é útil ao progresso das raças inferiores? — Como se
pode operar a transformação da Humanidade? — (O Livro dos Espíritos: “Lei de progresso”, nos 776 e seguintes. — Revue Spirite, 1862, pág. 1: “Doctrine des anges déchus”. — Idem, 1862, pág. 97: “Perfectibilité de la race nègre”.)
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Paulo Cesar Fernandes
16 06 2013
20130616 Cada dia um pouco
"Mas ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova, de dia em dia."
Paulo aos Coríntios lI 4:16
Essa observação me fez rir. Pois tenho no passado, muito mais tempo que terei pela frente. De agora em diante a deterioração física se dará inexoravelmente. E não há por onde fugir. Aceitar de bom grado é a recomendação de minha Razão. Evidentemente o Gerontologista ou Gerontólogo, não sei, será capaz de me ajudar a ter uma vida mais plena fisicamente. E serei cumpridor rigoroso das suas observações. Afinal não sou tão burro assim. Nessa parte a medicina ajuda e resolve.
Dessa maneira resta olhar o outro lado. O interior.
Muito embora venhamos todos, os mais lúcidos, num processo de vigilância, de certa atenção ao nosso relacionamento com os semelhantes, muitas vezes podemos dar uma escorregada. Uma palavra dita de maneira errada, em momento mais errado ainda. Isso fica nos solapando a consciência, por dias e até semanas a fio.
É diferente quando nossa intenção é ferir mesmo. Ferimos e somos conscientes do equívoco de nossa ação. Mas, por vezes o ímpeto da ira; uma fase de irritabilidade acabam nos traindo.
Mas é isso! Não somos santos e nem tontos. Somos espíritos, lançados nas vidas múltiplas como pedras rolantes mesmo. Plenos de arestas a aparar. Como seixos dos rios, nos vamos arredontando, arredondando, e arredondando continuamente. Infinitamente. Sim, pois a evolução é infinita. O universo, ou os universos, estando em dinâmica mudança, nunca abarcaremos todo o conhecimento de todas as coisas. Isto derruba a ideia de espírito puro como alguém no fim da linha.
No conhecimento e na sabedoria não tem fim de linha. Mesmo os espiritos puros, coisa de difícil compreensão para nossa limitação, mesmo eles, estão em alguma dinâmica, Atuando de alguma forma, em concordância e complementaridade com as Leis Naturais. Algo distante. Muito distante de nós.
Nosso negócio é o Aqui e o Agora!
Este tempo revoltoso e belo, pelo qual passamos e no qual interferimos.
Nada de angelitude, mas nada de primitivismo.
Estamos todos nesse espaço intermediário entre um e outro ponto.
E avançamos sempre.
Cada dia um pouco, um pouco cada dia.
Paulo Cesar Fernandes
16 06 2013
Paulo aos Coríntios lI 4:16
Essa observação me fez rir. Pois tenho no passado, muito mais tempo que terei pela frente. De agora em diante a deterioração física se dará inexoravelmente. E não há por onde fugir. Aceitar de bom grado é a recomendação de minha Razão. Evidentemente o Gerontologista ou Gerontólogo, não sei, será capaz de me ajudar a ter uma vida mais plena fisicamente. E serei cumpridor rigoroso das suas observações. Afinal não sou tão burro assim. Nessa parte a medicina ajuda e resolve.
Dessa maneira resta olhar o outro lado. O interior.
Muito embora venhamos todos, os mais lúcidos, num processo de vigilância, de certa atenção ao nosso relacionamento com os semelhantes, muitas vezes podemos dar uma escorregada. Uma palavra dita de maneira errada, em momento mais errado ainda. Isso fica nos solapando a consciência, por dias e até semanas a fio.
É diferente quando nossa intenção é ferir mesmo. Ferimos e somos conscientes do equívoco de nossa ação. Mas, por vezes o ímpeto da ira; uma fase de irritabilidade acabam nos traindo.
Mas é isso! Não somos santos e nem tontos. Somos espíritos, lançados nas vidas múltiplas como pedras rolantes mesmo. Plenos de arestas a aparar. Como seixos dos rios, nos vamos arredontando, arredondando, e arredondando continuamente. Infinitamente. Sim, pois a evolução é infinita. O universo, ou os universos, estando em dinâmica mudança, nunca abarcaremos todo o conhecimento de todas as coisas. Isto derruba a ideia de espírito puro como alguém no fim da linha.
No conhecimento e na sabedoria não tem fim de linha. Mesmo os espiritos puros, coisa de difícil compreensão para nossa limitação, mesmo eles, estão em alguma dinâmica, Atuando de alguma forma, em concordância e complementaridade com as Leis Naturais. Algo distante. Muito distante de nós.
Nosso negócio é o Aqui e o Agora!
Este tempo revoltoso e belo, pelo qual passamos e no qual interferimos.
Nada de angelitude, mas nada de primitivismo.
Estamos todos nesse espaço intermediário entre um e outro ponto.
E avançamos sempre.
Cada dia um pouco, um pouco cada dia.
Paulo Cesar Fernandes
16 06 2013
sábado, 15 de junho de 2013
20130615 Antiespiritismo
Allan Kardec - O que é o Espiritismo
Capítulo Segundo - Noções Elementares de Espiritismo
134 - Por que uns nascem na indigência e outros na opulência? Por que há pessoas que nascem cegas, surdas, mudas ou atacadas de enfermidades incuráveis, enquanto que outras têm todas as vantagens físicas? É isso efeito do acaso ou da Providência?
Se é efeito do acaso, não o é da Providência; se é efeito da Providência, pergunta-se onde está sua bondade e sua justiça? Ora, é por não compreenderem a causa desses males, que muitas pessoas são levadas a acusá-la. Compreende-se que aquele que se torna miserável ou enfermo por suas imprudências ou seus excessos, seja
punido pelo que pecou; mas se a alma é criada ao mesmo tempo que o corpo, que fez ela para merecer semelhantes aflições, desde o seu nascimento, ou para delas estar isenta? Se se admite a justiça de Deus, deve-se admitir que esse efeito tem uma causa; se essa causa não está nesta vida, deve ser de antes dela, porque em todas as coisas, a causa deve preceder o efeito; por isso, é preciso, pois, que a alma tenha vivido e que tenha merecido uma expiação. Os estudos espíritas nos mostram, com efeito, que mais de um homem que nasceu na miséria, foi rico e considerado em uma existência anterior, mas, fez mau uso da fortuna que Deus lhe deu para gerir; que mais de um indivíduo, que nasceu na vileza, foi orgulhoso e poderoso; nô-lo mostram, às vezes submetido às ordens daquele mesmo ao qual comandou com dureza, sob os maus tratos e a humilhação que fez os outros suportarem.
Uma vida penosa não é sempre uma expiação; freqüentemente, é uma prova escolhida pelo Espírito, que vê um meio de se adiantar mais rapidamente, se a suporta com
coragem. A riqueza é também uma prova, porém, mais perigosa que a da miséria, pelas tentações que dá e os abusos que provoca; o exemplo daqueles que a viveram também prova que é uma daquelas em que, freqüentemente, saem menos vitoriosos.
A diferença de posições sociais seria a maior das injustiças, quando não resulta da conduta atual, se ela não devesse ter uma compensação. É a convicção que se adquire desta verdade pelo Espiritismo, que dá a força para suportar as vicissitudes da vida e aceitar a sorte sem invejar a dos outros.
===
É um contrasenso um trecho destes, tão antiespirita estar presente exatamente nesse livro e nesse capítulo.
Pecado. Causa e efeito. Vida como expiação. Resignação ante as injustiças sociais. Bah!!!
Não é nada disso! Este trecho é a negação de toda a obra de Kardec e de toda possibilidade de um pensamento social mais avançado.
Não é por pouco que o movimento espirita é essa coisa politicamente reacionária e atrasada desde sempre. Trechos como este dão munição a essa gente inculta. Fazem do movimento espirita essa coisa igrejeira e sem sentido.
Instituições destituidas de projeto, de ideologia, de dinâmica da existência. Palestras incapazes de levar um materialista a tomar a sério o espiritismo.
Mais aborrecido é ver essa gente reacionária tomar um livro de Kardec, este ou qualquer outro, e me dizer "veja o texto, o espiritismo pensa assim." O espiritismo não pensa nada. Nós é que pensamos acertadamente ou erroneamente segundo nossa visão de mundo.
Me vejo obrigado a calar a boca diante do livro. Embora o pensamento salte de revolta ante esse marasmo intelectual, essa mesmiçe se projetando no tempo.
Não adianta querer chamar adeptos com um discurso velho e carcomido. Débil de conteúdo, pois sai da boca de quem não estuda com regularidade.
Prepara a palestrinha. Poe no PowerPoint e acha que cumpre seu papel. Se engana e engana ao público presente à palestra.
Crescem nas cidades, as instituições de promessas de prosperidade. Crescem em número de adeptos e nos dízimos arrecadados.
O movimento espirita sério pode ter defeitos, mas não mente, não engana ninguém com promessas de dinheiro fácil. É fruto do Desenvolvimento Cultural da Sociedade Brasileira.
Um pequeno e valoroso grupo chegou a uma visão mais aberta e dinâmica da vida. Quer dentro da matéria como fora dela.
Compreendeu o espiritismo como um elemento importante para o espirito encarnado. A meu ver, ainda não refletiu sobre esse espírito no seio da família; e está muito distante de pensá-lo integrado aos
diversos movimentos sociais a ocorrer no mundo.
Somos o que pensamos e agimos segundo nossos pensamentos.
Eu nego e desprezo o texto acima.
Sigo tendo na imortalidade do espírito meu eixo primeiro, na reencarnação a força da oportunidade sempre renovada.
E quanto ao movimento espirita eu vejo um descompasso entre as atividades rotineiras e a dinâmica do mundo em ebulição.
Como estou de fora e de longe, posso estar totalmente equivocado.
Mas cada vez que vou ao Centro, o vazio é mais intenso naquelas cadeiras tão falantes ao meu coração.
Paulo Cesar Fernandes
15 06 2013
Capítulo Segundo - Noções Elementares de Espiritismo
134 - Por que uns nascem na indigência e outros na opulência? Por que há pessoas que nascem cegas, surdas, mudas ou atacadas de enfermidades incuráveis, enquanto que outras têm todas as vantagens físicas? É isso efeito do acaso ou da Providência?
Se é efeito do acaso, não o é da Providência; se é efeito da Providência, pergunta-se onde está sua bondade e sua justiça? Ora, é por não compreenderem a causa desses males, que muitas pessoas são levadas a acusá-la. Compreende-se que aquele que se torna miserável ou enfermo por suas imprudências ou seus excessos, seja
punido pelo que pecou; mas se a alma é criada ao mesmo tempo que o corpo, que fez ela para merecer semelhantes aflições, desde o seu nascimento, ou para delas estar isenta? Se se admite a justiça de Deus, deve-se admitir que esse efeito tem uma causa; se essa causa não está nesta vida, deve ser de antes dela, porque em todas as coisas, a causa deve preceder o efeito; por isso, é preciso, pois, que a alma tenha vivido e que tenha merecido uma expiação. Os estudos espíritas nos mostram, com efeito, que mais de um homem que nasceu na miséria, foi rico e considerado em uma existência anterior, mas, fez mau uso da fortuna que Deus lhe deu para gerir; que mais de um indivíduo, que nasceu na vileza, foi orgulhoso e poderoso; nô-lo mostram, às vezes submetido às ordens daquele mesmo ao qual comandou com dureza, sob os maus tratos e a humilhação que fez os outros suportarem.
Uma vida penosa não é sempre uma expiação; freqüentemente, é uma prova escolhida pelo Espírito, que vê um meio de se adiantar mais rapidamente, se a suporta com
coragem. A riqueza é também uma prova, porém, mais perigosa que a da miséria, pelas tentações que dá e os abusos que provoca; o exemplo daqueles que a viveram também prova que é uma daquelas em que, freqüentemente, saem menos vitoriosos.
A diferença de posições sociais seria a maior das injustiças, quando não resulta da conduta atual, se ela não devesse ter uma compensação. É a convicção que se adquire desta verdade pelo Espiritismo, que dá a força para suportar as vicissitudes da vida e aceitar a sorte sem invejar a dos outros.
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É um contrasenso um trecho destes, tão antiespirita estar presente exatamente nesse livro e nesse capítulo.
Pecado. Causa e efeito. Vida como expiação. Resignação ante as injustiças sociais. Bah!!!
Não é nada disso! Este trecho é a negação de toda a obra de Kardec e de toda possibilidade de um pensamento social mais avançado.
Não é por pouco que o movimento espirita é essa coisa politicamente reacionária e atrasada desde sempre. Trechos como este dão munição a essa gente inculta. Fazem do movimento espirita essa coisa igrejeira e sem sentido.
Instituições destituidas de projeto, de ideologia, de dinâmica da existência. Palestras incapazes de levar um materialista a tomar a sério o espiritismo.
Mais aborrecido é ver essa gente reacionária tomar um livro de Kardec, este ou qualquer outro, e me dizer "veja o texto, o espiritismo pensa assim." O espiritismo não pensa nada. Nós é que pensamos acertadamente ou erroneamente segundo nossa visão de mundo.
Me vejo obrigado a calar a boca diante do livro. Embora o pensamento salte de revolta ante esse marasmo intelectual, essa mesmiçe se projetando no tempo.
Não adianta querer chamar adeptos com um discurso velho e carcomido. Débil de conteúdo, pois sai da boca de quem não estuda com regularidade.
Prepara a palestrinha. Poe no PowerPoint e acha que cumpre seu papel. Se engana e engana ao público presente à palestra.
Crescem nas cidades, as instituições de promessas de prosperidade. Crescem em número de adeptos e nos dízimos arrecadados.
O movimento espirita sério pode ter defeitos, mas não mente, não engana ninguém com promessas de dinheiro fácil. É fruto do Desenvolvimento Cultural da Sociedade Brasileira.
Um pequeno e valoroso grupo chegou a uma visão mais aberta e dinâmica da vida. Quer dentro da matéria como fora dela.
Compreendeu o espiritismo como um elemento importante para o espirito encarnado. A meu ver, ainda não refletiu sobre esse espírito no seio da família; e está muito distante de pensá-lo integrado aos
diversos movimentos sociais a ocorrer no mundo.
Somos o que pensamos e agimos segundo nossos pensamentos.
Eu nego e desprezo o texto acima.
Sigo tendo na imortalidade do espírito meu eixo primeiro, na reencarnação a força da oportunidade sempre renovada.
E quanto ao movimento espirita eu vejo um descompasso entre as atividades rotineiras e a dinâmica do mundo em ebulição.
Como estou de fora e de longe, posso estar totalmente equivocado.
Mas cada vez que vou ao Centro, o vazio é mais intenso naquelas cadeiras tão falantes ao meu coração.
Paulo Cesar Fernandes
15 06 2013
20130615 Mortos em vida
...Orar sempre e nunca desfalecer.
Anotação de Lucas 18:1
Toda religiosidade é perniciosa ao espiritismo.
Só consigo entender a oração, como uma postura de integração às Leis Naturais. Uma compreensão mais clara e detalhada dessa coisa ampla, a nos ordenar a existência.
"Orai e vigiai." disse Jesus. Eu abro mão dessa oração capaz de nos fazer ajoelhar, ter uma postura de submissão a algo. Não. Nego isso de forma veemente. Me vinculo sim, e fortemente à vigilância de meus pensamentos e de cada um dos meus atos.
Da mesma forma me ponho em guarda quanto ao possível desfalecimento. "O espírita não deve perder a esperança." dizia um amigo do passado. E tinha razão.
A posse da imortalidade, abre a cada um de nós imensas possibilidades de superação, de uma dor eventual capaz de nos fustigar a vida. Não estamos livres dela e a ninguém deve envergonhar a sua presença. Parte integrante de nosso aprendizado.
Nos valemos desses momentos para fazer uma pausa. Refletir sobre nossa caminhada. Em muitos de nós é um momento de alteração de rota. Mudança de atitudes. Podendo chegar ao limite de ruptura total com todo nosso aporte teórico do passado, nos trazendo uma outra maneira de vivenciar a existência.
Libertáriamente de preferência!
É de um passado histórico mesmo, toda e qualquer dominação. Toda e qualquer verdade ortodoxa. Algo fora deste tempo.
O Nosso Hoje pressupõe e propaga a liberdade de escolhas. Evidentemente nos arrojando nas escolhas para o consumo, dentro da sociedade capitalista em que nos encontramos. Mas somos inteligentes, dotados de Razão, e capazes de uma outra leitura de nosso tempo. Se consumimos ou não é indiferente. Importante sim é nossa capacidade de perceber a Vida, e nós dentro dela com uma outra mirada. Outra postura.
Nossa ânsia de Liberdade nos libertará. Uma construção linguística diferente e veraz. Nenhum medroso é feliz, o medo é um incapacitante. Nos faz inválidos para uma série de coisas.
Somos espíritos criados simples e ignorantes, e com imenso potencial de libertação latente; além de inúmeras áreas de conhecimento e de sensibilidade ética em estado potencial.
Nessas múltiplas potencialidades reside a beleza da existência.
Como espíritos, somos forças da natureza, fonte de inesgotáveis saberes e possibilidades.
Em cada intervalo de tempo vamos descobrindo e desenvolvendo alguma coisa. Esse intervalo, pode ser o período de toda uma encarnação. Um trecho dessa mesma encarnação. Um dia, ou um instante apenas, quando um insight nos desbrava algo nunca pensado. E cada descoberta é momento de felicidade.
Mas para a isso chegar, é necessário não sejamos mornos, nem mortos em vida.
Paulo Cesar Fernandes
15 06 2013
Anotação de Lucas 18:1
Toda religiosidade é perniciosa ao espiritismo.
Só consigo entender a oração, como uma postura de integração às Leis Naturais. Uma compreensão mais clara e detalhada dessa coisa ampla, a nos ordenar a existência.
"Orai e vigiai." disse Jesus. Eu abro mão dessa oração capaz de nos fazer ajoelhar, ter uma postura de submissão a algo. Não. Nego isso de forma veemente. Me vinculo sim, e fortemente à vigilância de meus pensamentos e de cada um dos meus atos.
Da mesma forma me ponho em guarda quanto ao possível desfalecimento. "O espírita não deve perder a esperança." dizia um amigo do passado. E tinha razão.
A posse da imortalidade, abre a cada um de nós imensas possibilidades de superação, de uma dor eventual capaz de nos fustigar a vida. Não estamos livres dela e a ninguém deve envergonhar a sua presença. Parte integrante de nosso aprendizado.
Nos valemos desses momentos para fazer uma pausa. Refletir sobre nossa caminhada. Em muitos de nós é um momento de alteração de rota. Mudança de atitudes. Podendo chegar ao limite de ruptura total com todo nosso aporte teórico do passado, nos trazendo uma outra maneira de vivenciar a existência.
Libertáriamente de preferência!
É de um passado histórico mesmo, toda e qualquer dominação. Toda e qualquer verdade ortodoxa. Algo fora deste tempo.
O Nosso Hoje pressupõe e propaga a liberdade de escolhas. Evidentemente nos arrojando nas escolhas para o consumo, dentro da sociedade capitalista em que nos encontramos. Mas somos inteligentes, dotados de Razão, e capazes de uma outra leitura de nosso tempo. Se consumimos ou não é indiferente. Importante sim é nossa capacidade de perceber a Vida, e nós dentro dela com uma outra mirada. Outra postura.
Nossa ânsia de Liberdade nos libertará. Uma construção linguística diferente e veraz. Nenhum medroso é feliz, o medo é um incapacitante. Nos faz inválidos para uma série de coisas.
Somos espíritos criados simples e ignorantes, e com imenso potencial de libertação latente; além de inúmeras áreas de conhecimento e de sensibilidade ética em estado potencial.
Nessas múltiplas potencialidades reside a beleza da existência.
Como espíritos, somos forças da natureza, fonte de inesgotáveis saberes e possibilidades.
Em cada intervalo de tempo vamos descobrindo e desenvolvendo alguma coisa. Esse intervalo, pode ser o período de toda uma encarnação. Um trecho dessa mesma encarnação. Um dia, ou um instante apenas, quando um insight nos desbrava algo nunca pensado. E cada descoberta é momento de felicidade.
Mas para a isso chegar, é necessário não sejamos mornos, nem mortos em vida.
Paulo Cesar Fernandes
15 06 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
20130614 Estrada
"Dai antes esmola do que tiverdes."
Jesus numa anotação de Lucas 11:41
Eu vou nessa, mas não vou numa de esmola.
As palavras tem significação, tem força, e são capazes de estabelecer uma não linearidade entre as duas pessoas em contato.
Eu e meus companheiros de jornada somos iguais. Não sou superior e nem inferior. Tivemos a mesma origem, sendo criados simples e ignorantes. Cada qual trilhando o seu caminho de maneira diferente, chegamos a posições distintas nesse momento de encontro.
Se peço ajuda, posso olhar no olho do meu semelhante, pois está ele agindo segundo as leis da natureza no serviço de amparo ao outro.
Caso venha a ajudar, longe deve estar de mim a pretensão de superioridade. Nunca sabemos quem está diante de nós. Quais sentimentos habitam sua mente. Nada sabemos de suas mais íntimas aspirações. Iguais somos ambos.
A bem da verdade, enquanto espíritos, somos todos iguais sobre a face da Terra.
Em posições sociais muitas vezes diferenciadas. Algo sem a menor importância diante da realidade existencial.
Muito mais importante que o recurso amoedado no bate bola interpessoal são os valores do coração. Um sorriso sincero. A alegria sã. Uma recordação me chega:
_"Venha de lá um abraço, antes de tudo, meu companheiro." - ouvi do Professor Paulo Freire, num encontro no Aeroporto de Cumbica.
Encontrar um ídolo de tantos anos me tirara a fala. Homem sagaz, Paulo se antecipou, tirando meu constrangimento em abordá-lo.
Essa é a atitude do homem de bem. Naturalmente bom. Sem afetação, sem nada.
O encontro entre os habitantes de nosso planeta, não deve ser conflituoso como se nos apresentam os Meios de Comunicação de Massa. Outras formas de conviver são possíveis e necessárias. Podemos ser bons sem afetação, sem nomes em monumentos e praças, sem projeção qualquer. Esse jogo é entre nós e a nossa consciência. Nosso verdadeiro projeto existencial.
Qual é a nossa?
Que temos nós a oferecer para a Humanidade?
Fazemos o possível?
Nos disponibilizamos ao serviço em benefício de nossos semelhantes?
Não responda para mim. É algo teu. Questões de cada uma das individualidades presentes na Terra.
Ninguém é juiz de ninguém. Pelo menos não deveria ser. Nosso compromisso se resume nas opções de nossa trajetória.
Acertar ou errar? É conosco mesmo. Nada a ver com ninguém.
Estudar algo mais ou dar um tempo? Decida você.
Tempo, Razão e Liberdade Total são patrimônios do espirito imortal. Encarnado ou desencarnado tanto faz.
Uma estrada imensa pela frente. Destino? Sabedoria e Felicidade.
Em diversos pontos dessa estrada encontraremos recantos de parada. Uns barulhentos, com prazeres, sensações e conflitos; andando mais uns quilômetros podemos encontrar um espaço aconchegante, bem ao sabor de outras tantas necessidades.
Escolher! Sempre escolher!
Nossa Razão definirá a velocidade segura de transitar por essa estrada.
Nossa Liberdade definirá as paradas mais de acordo com o nosso momento psíquico.
Para nossa alegria, por sermos libres, ninguém ousará meter o bedelho no roteiro por nós estabelecido.
Afinal, já ganhamos o mundo!
Paulo Cesar Fernandes
14 06 2013
Aniversário de Ernesto Che Guevara.
Jesus numa anotação de Lucas 11:41
Eu vou nessa, mas não vou numa de esmola.
As palavras tem significação, tem força, e são capazes de estabelecer uma não linearidade entre as duas pessoas em contato.
Eu e meus companheiros de jornada somos iguais. Não sou superior e nem inferior. Tivemos a mesma origem, sendo criados simples e ignorantes. Cada qual trilhando o seu caminho de maneira diferente, chegamos a posições distintas nesse momento de encontro.
Se peço ajuda, posso olhar no olho do meu semelhante, pois está ele agindo segundo as leis da natureza no serviço de amparo ao outro.
Caso venha a ajudar, longe deve estar de mim a pretensão de superioridade. Nunca sabemos quem está diante de nós. Quais sentimentos habitam sua mente. Nada sabemos de suas mais íntimas aspirações. Iguais somos ambos.
A bem da verdade, enquanto espíritos, somos todos iguais sobre a face da Terra.
Em posições sociais muitas vezes diferenciadas. Algo sem a menor importância diante da realidade existencial.
Muito mais importante que o recurso amoedado no bate bola interpessoal são os valores do coração. Um sorriso sincero. A alegria sã. Uma recordação me chega:
_"Venha de lá um abraço, antes de tudo, meu companheiro." - ouvi do Professor Paulo Freire, num encontro no Aeroporto de Cumbica.
Encontrar um ídolo de tantos anos me tirara a fala. Homem sagaz, Paulo se antecipou, tirando meu constrangimento em abordá-lo.
Essa é a atitude do homem de bem. Naturalmente bom. Sem afetação, sem nada.
O encontro entre os habitantes de nosso planeta, não deve ser conflituoso como se nos apresentam os Meios de Comunicação de Massa. Outras formas de conviver são possíveis e necessárias. Podemos ser bons sem afetação, sem nomes em monumentos e praças, sem projeção qualquer. Esse jogo é entre nós e a nossa consciência. Nosso verdadeiro projeto existencial.
Qual é a nossa?
Que temos nós a oferecer para a Humanidade?
Fazemos o possível?
Nos disponibilizamos ao serviço em benefício de nossos semelhantes?
Não responda para mim. É algo teu. Questões de cada uma das individualidades presentes na Terra.
Ninguém é juiz de ninguém. Pelo menos não deveria ser. Nosso compromisso se resume nas opções de nossa trajetória.
Acertar ou errar? É conosco mesmo. Nada a ver com ninguém.
Estudar algo mais ou dar um tempo? Decida você.
Tempo, Razão e Liberdade Total são patrimônios do espirito imortal. Encarnado ou desencarnado tanto faz.
Uma estrada imensa pela frente. Destino? Sabedoria e Felicidade.
Em diversos pontos dessa estrada encontraremos recantos de parada. Uns barulhentos, com prazeres, sensações e conflitos; andando mais uns quilômetros podemos encontrar um espaço aconchegante, bem ao sabor de outras tantas necessidades.
Escolher! Sempre escolher!
Nossa Razão definirá a velocidade segura de transitar por essa estrada.
Nossa Liberdade definirá as paradas mais de acordo com o nosso momento psíquico.
Para nossa alegria, por sermos libres, ninguém ousará meter o bedelho no roteiro por nós estabelecido.
Afinal, já ganhamos o mundo!
Paulo Cesar Fernandes
14 06 2013
Aniversário de Ernesto Che Guevara.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
20130613 Do mesmo barro
"Tu tens as palavras da vida eterna."
Simão Pedro anotação de João 6:68
Esquece a vida eterna de vez. Tolice religiosa. Nada a ver conosco.
Pensa na vida a ser vivida no aqui e no agora existencial.
Bilhões de palavras o mundo nos fornece. Signos. Ícones. Imagens. Sons. Idéias. Ilusões. Certezas e engodos.
Vivemos a parafernália dos sensos, das confrontantes opiniões. A mentira reina soberana sobre a face da terra.
Nós transitamos nesse emaranhado sem fim de múltiplas concepções, múltiplos interesses, perversidade e amor se confrontando nos mais distintos lugares.
A atualidade é a Terra tal qual ela é. Pode parecer título de peça do Nelson Rodrigues, mas é isso mesmo.
Brutalidade. Sensualidade. Leveza. Harmonia. Sutís emoções. E um grotesco assassinato a nos comover.
A vida é aqui na Terra mesmo.
Na rua do "Centro não sei que de Santos", as pessoas ainda poe as cadeiras na calçada em noites de verão, e conversam serenamente. Na mesma rua ocorreu uma grande apreensão de drogas numa das casas. O contraste. O confronto. O suave e o grotesco. O sensível e o desequilíbrio.
Vivemos o tempo dos contrastes. Das palavras verdadeiras elucidando falsos conceitos. Uma palavra é apenas uma palavra. A sua estruturação com as demais forma um conceito, um idéia; muitas vezes uma imagem literária forte e valiosa.
E nós nesse diverso cenário?
Que persona tomamos como nossa?
Tomamos alguma "persona" ou nos despojamos por completo?
Escolhendo libertáriamente as palavras que nos comporão. Formando nosso discurso na escrita, no desenho, no oralidade, e em todas as formas de nossa expressividade.
Na Internet. Na escola. No trabalho. No ônibus. Na rua. No trânsito.
Lutamos pela palavra na década de 60. Fomos para a rua.
"Parecíamos do mesmo barro." como nos diz León Gieco em sua canção. Alguns seguimos sendo do mesmo barro.
Hoje nós temos a palavra.
Isto é um recurso. Como lidaremos nós como ele? Se a Vida pulsa dinâmica e bela ao nosso redor?
Paulo Cesar Fernandes
13 06 2013
Simão Pedro anotação de João 6:68
Esquece a vida eterna de vez. Tolice religiosa. Nada a ver conosco.
Pensa na vida a ser vivida no aqui e no agora existencial.
Bilhões de palavras o mundo nos fornece. Signos. Ícones. Imagens. Sons. Idéias. Ilusões. Certezas e engodos.
Vivemos a parafernália dos sensos, das confrontantes opiniões. A mentira reina soberana sobre a face da terra.
Nós transitamos nesse emaranhado sem fim de múltiplas concepções, múltiplos interesses, perversidade e amor se confrontando nos mais distintos lugares.
A atualidade é a Terra tal qual ela é. Pode parecer título de peça do Nelson Rodrigues, mas é isso mesmo.
Brutalidade. Sensualidade. Leveza. Harmonia. Sutís emoções. E um grotesco assassinato a nos comover.
A vida é aqui na Terra mesmo.
Na rua do "Centro não sei que de Santos", as pessoas ainda poe as cadeiras na calçada em noites de verão, e conversam serenamente. Na mesma rua ocorreu uma grande apreensão de drogas numa das casas. O contraste. O confronto. O suave e o grotesco. O sensível e o desequilíbrio.
Vivemos o tempo dos contrastes. Das palavras verdadeiras elucidando falsos conceitos. Uma palavra é apenas uma palavra. A sua estruturação com as demais forma um conceito, um idéia; muitas vezes uma imagem literária forte e valiosa.
E nós nesse diverso cenário?
Que persona tomamos como nossa?
Tomamos alguma "persona" ou nos despojamos por completo?
Escolhendo libertáriamente as palavras que nos comporão. Formando nosso discurso na escrita, no desenho, no oralidade, e em todas as formas de nossa expressividade.
Na Internet. Na escola. No trabalho. No ônibus. Na rua. No trânsito.
Lutamos pela palavra na década de 60. Fomos para a rua.
"Parecíamos do mesmo barro." como nos diz León Gieco em sua canção. Alguns seguimos sendo do mesmo barro.
Hoje nós temos a palavra.
Isto é um recurso. Como lidaremos nós como ele? Se a Vida pulsa dinâmica e bela ao nosso redor?
Paulo Cesar Fernandes
13 06 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
20130612 Decisões
"E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo."
Jesus numa anotação de Lucas 14:27
Que cruz qual nada. Tal afirmação, parte do princípio de que a vida de todo mundo é um fardo difícil da carregar. Denso. Para baixo.
Bahh! Não é nada disso!
Temos sim dificuldades temporais. Mas temos momentos de muita beleza, a nos trazer as mais leves sensações, os mais limpos pensamentos, os sentimentos mais tocantes.
Nunca cruz. Nunca fardo. Nunca desvalorizar a nossa vida, a nossa atual encarnação. E ponto final.
Estar encarnado é estar em novas possibilidades. Tendo emergentes desafios, capazes de nos levar a pontos altos de alegria interior. Vencer é sempre bom, mas vencer algo de longa data nos aborrecendo é indescritível.
Libertar-se de alguma cadeia, de algumas algemas, faz o espírito explodir de alegria e autoestima.
Para isso ganhamos o corpo. Experimentar. Vencer ou perder. Recomeçar. Essa é a dinâmica existencial, se espraiando por existências/encarnações diversas.
Não é uma lei para o agora. Mas algo imperecível a nos projetar no tempo. No tempo e no espaço. Espíritos viajores que somos.
E nossa viagem tem sim um roteiro estabelecido. A vida e os exemplos de quantos antes de nós passaram pelo planeta. Tantos filósofos nos dando diretrizes para nos conduzir retamente na vida. Kardec com sua contribuição ampliadora de nossa visão, eliminando os limitantes berço/túmulo. E mesmo cerca de nós, quantos familiares não nos servem de modelo maior? Quantos ateus e materialistas convictos, com ética modelar, conhecemos nesta vida? Eu? Muitos, muitos mesmo.
Nosso olhar atento definirá a quem seguir. Usaremos o critério dos atos como parâmetro de análise. Palavras levam os ventos, mas os atos ficam cravados na memória de todo um povo. E todos os povos da Terra tem nomes dignos de atenção. Vidas exemplares, pensamentos cristalinos, nos concitando ao Bem Maior. Sendo o Bem Maior o bem de toda a humanidade. Com cada injustiça maculando esse Bem Maior.
Não. Não seremos discípulos de Jesus tão somente. Mas, para nosso progresso, nos faremos discípulos de todo homem capaz de nos deixar uma marca no coração. Uma lembrança doce. Um pensamento sempre positivo e esperançoso. Um exemplo inesquecível.
Muitos são os pequenos faróis ao nosso redor, lançando luz na trilhas do nosso incerto futuro.
Nos valer dessa luz, ou descarta-la, será sempre uma decisão pessoal e intransferível. Libertos que somos enquanto espíritos imortais.
Paulo Cesar Fernandes
12 06 2013
Jesus numa anotação de Lucas 14:27
Que cruz qual nada. Tal afirmação, parte do princípio de que a vida de todo mundo é um fardo difícil da carregar. Denso. Para baixo.
Bahh! Não é nada disso!
Temos sim dificuldades temporais. Mas temos momentos de muita beleza, a nos trazer as mais leves sensações, os mais limpos pensamentos, os sentimentos mais tocantes.
Nunca cruz. Nunca fardo. Nunca desvalorizar a nossa vida, a nossa atual encarnação. E ponto final.
Estar encarnado é estar em novas possibilidades. Tendo emergentes desafios, capazes de nos levar a pontos altos de alegria interior. Vencer é sempre bom, mas vencer algo de longa data nos aborrecendo é indescritível.
Libertar-se de alguma cadeia, de algumas algemas, faz o espírito explodir de alegria e autoestima.
Para isso ganhamos o corpo. Experimentar. Vencer ou perder. Recomeçar. Essa é a dinâmica existencial, se espraiando por existências/encarnações diversas.
Não é uma lei para o agora. Mas algo imperecível a nos projetar no tempo. No tempo e no espaço. Espíritos viajores que somos.
E nossa viagem tem sim um roteiro estabelecido. A vida e os exemplos de quantos antes de nós passaram pelo planeta. Tantos filósofos nos dando diretrizes para nos conduzir retamente na vida. Kardec com sua contribuição ampliadora de nossa visão, eliminando os limitantes berço/túmulo. E mesmo cerca de nós, quantos familiares não nos servem de modelo maior? Quantos ateus e materialistas convictos, com ética modelar, conhecemos nesta vida? Eu? Muitos, muitos mesmo.
Nosso olhar atento definirá a quem seguir. Usaremos o critério dos atos como parâmetro de análise. Palavras levam os ventos, mas os atos ficam cravados na memória de todo um povo. E todos os povos da Terra tem nomes dignos de atenção. Vidas exemplares, pensamentos cristalinos, nos concitando ao Bem Maior. Sendo o Bem Maior o bem de toda a humanidade. Com cada injustiça maculando esse Bem Maior.
Não. Não seremos discípulos de Jesus tão somente. Mas, para nosso progresso, nos faremos discípulos de todo homem capaz de nos deixar uma marca no coração. Uma lembrança doce. Um pensamento sempre positivo e esperançoso. Um exemplo inesquecível.
Muitos são os pequenos faróis ao nosso redor, lançando luz na trilhas do nosso incerto futuro.
Nos valer dessa luz, ou descarta-la, será sempre uma decisão pessoal e intransferível. Libertos que somos enquanto espíritos imortais.
Paulo Cesar Fernandes
12 06 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
20130611 Verdadeira Vida
"Porque tenho para mim que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens."
Paulo aos Corintios I 4:9
Pera lá minha gente. Não me tenho por apóstolo, e muito longe disso estou. Me basta o título de alguém em busca de sua evolução intelectual e ética. E mais, romper com todos os defeitos. Não é pouco, admito.
Mas nada de me achar inferior. Nem maior e nem menor que ninguém. E sem intenção de comparar com quem quer que seja.
Afinal, tenho a ver com meu processo tão somente. E cada um cuide do seu, e a vida seguirá bem melhor, e o progresso de bom tamanho.
Ninguém sendo juiz de ninguém, tudo corre mais suave vida afora.
A velharada do movimento espirita tinha mania de cobrar do mais jovens. O tempo passou, e acabaram percebendo: o melhor a fazer era olhar a própria conduta antes de se por à janela com o dedo em riste.
Cada qual cuide de si, em sua relação com as Leis Naturais. Em seu processo de acercamento dessas mesmas Leis. De sua compreensão.
Quem tem tempo para se ocupar da vida dos outros, pouco se ocupa da sua própria. Mas volta e meia nos vemos na berlinda, ou colocando um companheiro de ideal na berlinda.
Mas isso é humano! - pode alguém dizer ou pensar.
Pode ser humano em nosso estágio, mas é uma baita asneira.
Nosso tempo, nossas energias merecem um novo direcionamento.
Afinal que vale ter o espiritismo por roteiro se deixamos o mapa sempre no portaluvas, ou o GPS desligado?
Não é racional caramba!
O tempo. A Razão. Nossa sensibilidade. Foram conquistas importantes na nossa viagem através das encarnações.
Viver como se nada disso nos compusesse? Qual é?
Somos sim espiritos incompletos, mas em constante processo de melhora. Quer pelo sofrimento, quer pela pura lucidez e decisão existencial.
É sempre tempo. Já! Se iniciou um outro momento se voce assim o decidir. Tudo é uma questão de escolhas em nossa existência espiritual. Desde o segundo com a palavra irada na ponta da língua, até a escolha do uso do tempo em prol do semelhante. Sempre escolhas!
Na "Sociedade dos Consumidores" somos treinados a fazer determinadas escolhas. Mas em nossa trajetória tem nada disso não, somos livres de verdade. Nem TV, nem rádio, nem jornal podem "fazer a nossa cabeça". E se fizer, somos responsáveis pela nossa incapacidade de buscar outras alternativas.
Apenas "é pensado" o preguiçoso em se desenvolver de maneira autônoma. Não tem prá ninguém nas nossas escolhas. A menos que sejamos "Maria vai com as outras", espíritos imaturos.
Luto para a libertação das pessoas em todos os sentidos possíveis.
Libertos inclusive dessa idéia infeliz de ser apóstolo.
Nada disso! Somos apenas solidários e amamos nossos semelhantes. Se a estes destinamos algum tempo, por certo os maiores beneficiados somos nós. É com o outro o grande aprendizado, já nos dizia o Professor Paulo Freire.
Na Terra estamos todos em processo, e apenas crescemos na complementaridade e na alteridade harmônica. Dando um passo a cada dia.
Isso é o que podemos chamar de Verdadeira Vida! Verdadeira pois progressiva!
Paulo Cesar Fernandes
11 06 2013
Paulo aos Corintios I 4:9
Pera lá minha gente. Não me tenho por apóstolo, e muito longe disso estou. Me basta o título de alguém em busca de sua evolução intelectual e ética. E mais, romper com todos os defeitos. Não é pouco, admito.
Mas nada de me achar inferior. Nem maior e nem menor que ninguém. E sem intenção de comparar com quem quer que seja.
Afinal, tenho a ver com meu processo tão somente. E cada um cuide do seu, e a vida seguirá bem melhor, e o progresso de bom tamanho.
Ninguém sendo juiz de ninguém, tudo corre mais suave vida afora.
A velharada do movimento espirita tinha mania de cobrar do mais jovens. O tempo passou, e acabaram percebendo: o melhor a fazer era olhar a própria conduta antes de se por à janela com o dedo em riste.
Cada qual cuide de si, em sua relação com as Leis Naturais. Em seu processo de acercamento dessas mesmas Leis. De sua compreensão.
Quem tem tempo para se ocupar da vida dos outros, pouco se ocupa da sua própria. Mas volta e meia nos vemos na berlinda, ou colocando um companheiro de ideal na berlinda.
Mas isso é humano! - pode alguém dizer ou pensar.
Pode ser humano em nosso estágio, mas é uma baita asneira.
Nosso tempo, nossas energias merecem um novo direcionamento.
Afinal que vale ter o espiritismo por roteiro se deixamos o mapa sempre no portaluvas, ou o GPS desligado?
Não é racional caramba!
O tempo. A Razão. Nossa sensibilidade. Foram conquistas importantes na nossa viagem através das encarnações.
Viver como se nada disso nos compusesse? Qual é?
Somos sim espiritos incompletos, mas em constante processo de melhora. Quer pelo sofrimento, quer pela pura lucidez e decisão existencial.
É sempre tempo. Já! Se iniciou um outro momento se voce assim o decidir. Tudo é uma questão de escolhas em nossa existência espiritual. Desde o segundo com a palavra irada na ponta da língua, até a escolha do uso do tempo em prol do semelhante. Sempre escolhas!
Na "Sociedade dos Consumidores" somos treinados a fazer determinadas escolhas. Mas em nossa trajetória tem nada disso não, somos livres de verdade. Nem TV, nem rádio, nem jornal podem "fazer a nossa cabeça". E se fizer, somos responsáveis pela nossa incapacidade de buscar outras alternativas.
Apenas "é pensado" o preguiçoso em se desenvolver de maneira autônoma. Não tem prá ninguém nas nossas escolhas. A menos que sejamos "Maria vai com as outras", espíritos imaturos.
Luto para a libertação das pessoas em todos os sentidos possíveis.
Libertos inclusive dessa idéia infeliz de ser apóstolo.
Nada disso! Somos apenas solidários e amamos nossos semelhantes. Se a estes destinamos algum tempo, por certo os maiores beneficiados somos nós. É com o outro o grande aprendizado, já nos dizia o Professor Paulo Freire.
Na Terra estamos todos em processo, e apenas crescemos na complementaridade e na alteridade harmônica. Dando um passo a cada dia.
Isso é o que podemos chamar de Verdadeira Vida! Verdadeira pois progressiva!
Paulo Cesar Fernandes
11 06 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
20130610 Artífices
Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.
Jesus em anotação de João 3:3
Duas vertentes de pensamento podem nos acometer ao ler o texto acima:
1) tratar o texto da realidade da reencarnação. Fato, para nós espíritas, perfeitamente natural. Desde os momentos iniciais do nosso contato com os ensinos de Kardec, a Reencarnação é proposta como elemento capaz de elucidar várias questões, antes sem solução;
2) o nascimento presente em cada momento de nossa vida. Sempre somos capazes de renascer.
Este segundo item é meu foco hoje.
Por vezes, temos pensamentos descontrolados chegando até nós. E nos envolvendo. Podemos seguir no torvelinho desencontrado, ou parar. Fazer uma pausa. Asserenar os ânimos, e permitir à essa serenidade encontrar nosso coração e nossa mente. Um alívio. Renascemos por assim dizer.
O trabalho em demasia. Estamos a ponto de estourar. Vamos almoçar e o almoço se nos embrulha no estômago. Os problemas profissionais pululando em nossa mente.
É preciso dizer um basta!
Isso não é viver!
Essa é a hora de encontrar um lugar tranquilo: quer na organização onde trabalhamos, quer fora dela, para termos um tempo nosso. Apenas nosso.
Somos espíritos, e precisamos buscar e construir a paz. Nesses momentos complexos da nossa existência, devemos dar a partida no motor da serenidade. Sempre tendo a certeza de contar com amigos espirituais atentos aos nossos momentos. Nunca estamos sós. Boas ou más companhias sempre circundam nossa atividade diária. Ao chegar num lugar de tranquilidade, e voltarmos os pensamentos aos nossos amigos, de pronto já os sentiremos ao nosso redor. Ou, minimamente, perceberemos os rumos dos pensamentos e as inquietações se afastarem de nós, assim como o vento limpa o céu, nos dias de carregadas nuvens. Renascemos aí!
Estamos dentro de algum ambiente de sufocante competitividade. Intranquilidade e angústia fazem parte do nosso entorno?
Pulemos fora disso. Isso não é bom para o nosso futuro.
Quem pode amar num clima desses? Não, nada disso. A vida é feita para o amor. saltemos fora disso tudo e permitamos o renascer.
Quando o filete de luz solar atravessa a janela de meu quarto, posso me preparar para um dia tormentoso, ou para um pacífico momento de afetividade e compreensão ao semelhante. Pois na essência cada manhã é um renascimento. E o desenrolar de cada dia é atribuição nossa. Tarefa constante.
Não nos preocupemos com o reino de deus não. Nada existe fora de nós, somos o núcleo do nosso viver, sem abraçar o egoísmo por isso. E isso é importante.
A cada momento sejamos atentos ao reino do bem viver; e mais ainda, do viver para o Bem Maior. O bem de toda a humanidade. Fazendo-nos úteis a quantos de nós necessitem estaremos sim renascendo. Saindo da inércia aniquilante, renascendo para o trabalho edificante.
E ninguém fará aquilo que nos compete. Ninguém!
Somos sempre os artífices dos nossos inúmeros renascimentos. Sempre!
Paulo Cesar Fernandes
10 06 2013
Jesus em anotação de João 3:3
Duas vertentes de pensamento podem nos acometer ao ler o texto acima:
1) tratar o texto da realidade da reencarnação. Fato, para nós espíritas, perfeitamente natural. Desde os momentos iniciais do nosso contato com os ensinos de Kardec, a Reencarnação é proposta como elemento capaz de elucidar várias questões, antes sem solução;
2) o nascimento presente em cada momento de nossa vida. Sempre somos capazes de renascer.
Este segundo item é meu foco hoje.
Por vezes, temos pensamentos descontrolados chegando até nós. E nos envolvendo. Podemos seguir no torvelinho desencontrado, ou parar. Fazer uma pausa. Asserenar os ânimos, e permitir à essa serenidade encontrar nosso coração e nossa mente. Um alívio. Renascemos por assim dizer.
O trabalho em demasia. Estamos a ponto de estourar. Vamos almoçar e o almoço se nos embrulha no estômago. Os problemas profissionais pululando em nossa mente.
É preciso dizer um basta!
Isso não é viver!
Essa é a hora de encontrar um lugar tranquilo: quer na organização onde trabalhamos, quer fora dela, para termos um tempo nosso. Apenas nosso.
Somos espíritos, e precisamos buscar e construir a paz. Nesses momentos complexos da nossa existência, devemos dar a partida no motor da serenidade. Sempre tendo a certeza de contar com amigos espirituais atentos aos nossos momentos. Nunca estamos sós. Boas ou más companhias sempre circundam nossa atividade diária. Ao chegar num lugar de tranquilidade, e voltarmos os pensamentos aos nossos amigos, de pronto já os sentiremos ao nosso redor. Ou, minimamente, perceberemos os rumos dos pensamentos e as inquietações se afastarem de nós, assim como o vento limpa o céu, nos dias de carregadas nuvens. Renascemos aí!
Estamos dentro de algum ambiente de sufocante competitividade. Intranquilidade e angústia fazem parte do nosso entorno?
Pulemos fora disso. Isso não é bom para o nosso futuro.
Quem pode amar num clima desses? Não, nada disso. A vida é feita para o amor. saltemos fora disso tudo e permitamos o renascer.
Quando o filete de luz solar atravessa a janela de meu quarto, posso me preparar para um dia tormentoso, ou para um pacífico momento de afetividade e compreensão ao semelhante. Pois na essência cada manhã é um renascimento. E o desenrolar de cada dia é atribuição nossa. Tarefa constante.
Não nos preocupemos com o reino de deus não. Nada existe fora de nós, somos o núcleo do nosso viver, sem abraçar o egoísmo por isso. E isso é importante.
A cada momento sejamos atentos ao reino do bem viver; e mais ainda, do viver para o Bem Maior. O bem de toda a humanidade. Fazendo-nos úteis a quantos de nós necessitem estaremos sim renascendo. Saindo da inércia aniquilante, renascendo para o trabalho edificante.
E ninguém fará aquilo que nos compete. Ninguém!
Somos sempre os artífices dos nossos inúmeros renascimentos. Sempre!
Paulo Cesar Fernandes
10 06 2013
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