segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Reflexão 24 09 2012 - Um novo contexto
Lendo os livros de mensagens, trazidos através da mediunidade de Chico Xavier, nos dá a impressão de estar lendo alguma coisa de séculos passados, tal a diversificação da sociedade nos, digamos, nos últimos vinte anos.
É toda uma nova forma de viver, toda uma série de recursos ao nosso dispor, facilitando a vida incapazes de ser pensados por esses espíritos no passado.
Por outro lado, a materialidade se enraizou nos quefazer existencial, de modo a se tornar a "forma natural" de viver.
Tudo é natural e contmporâneo.
Quem não dedica certo numero de horas diárias/semanais ao seu corpo, é um elemento estranho na estrutura social da atualidade.
Nossos tempos exigen isso.
Se a pessoa não tem sonhos de consumo, e bem está com o que possue, passa a ser olhado de solslaio. E uma pergunta
surge: Quem é esse aí? Que há de errado com ele?
Temos diante de nós novos tempos. Novas formas de viver. Novas conformações familiares. É verdade.
Mas a essência das coisas não muda. O Bem não passou a ser Mal e vice-versa. Temos hoje, ouvidos moucos a tudo o que venha significar uma contenção à materialidade. É na materialidade que nosso mundo está mergulhado, e os Meios de Comunicaçãode Massa são, em todos os paises, os grandes propulsores dessa "nova vida" a todos apresentada como a natural, e como a única possível.
Aí reside a questão: não é a única e talvez nem seja a melhor para o nosso progresso. Não foi à toa que Kardec colocouo materialismo como o maior inimigo do espiritismo. E a materialidade por mim questionada é exatamente o materialismo criticado por Kardec.
Não é por menos que fracassam todas as campanhas de leitura do campo pedagógico.
Os MCM precisam formar (e formam) espiritos vazios, para lhes dizer qual o "último grito da moda" a "tendência mais atual"; e estes, dócilmente, tal qual autômatos, à loja mais próxima se dirigirem e cumprirem a função destinada a eles: consumir.
Consomem desbragadamente.
Aparelhinhos mil. Coisas úteis ou bugigangas. Uma nova ginástica. Uma fórmula infalível de emagrecimento. Um ômega "xyz" fantástico no tratamento das rugas. etc.
E assim vão passando a existência sem Ser.
Seu tempo é do Ter.
Essa dicotomia é tratada num livro de Erich Fromm de forma, como sempre, muito interessante entitulado "Ter ou Ser". Ou "Ser ou Ter". Não recordo agora.
Como poderiam os "pobres" Emmanuel e André Luis, no tempo de escritura de suas obras, prever quais desdobramentos teria a sociedade brasileira e mundial?
Impossível.
Se escrevessem hoje o fariam de forma distinta. Os mesmos preceitos axiais lá estariam, já contextualizados para o momento histórico e cultural pelo qual atravessamos.
Mas não. Ambos não estão a reescrever suas obras.
Cabe a nós, minimamente espertos, fazer com seus textos o que os póprios fariam. Trazer e guardar apenas o cerne das idéias ali contidas. Relevando o seu linguajar católico (nada contra o catolicismo notem bem), mas uma vez espiritas, fazer uma leitura espirita de cada texto colocado a nossa fernte.
Seja esse texto o que for, inclusive textos de sociologia e politica, de filosofia, de todas as áreas do conhecimento.
Um espirita, bem como um socialista, leem o mundo a partir dos preceitos teóricos dos quais são portadores e arautos. Caso contrário não são uma coisa e nem outra.
O mundo é composto em sua quase totalidade de homens e mulheres sem preceitos. Pensam, porém, mais das vezes "são pensados". Tendo como base o veículo de comunicação social a que se afeiçoam.
Daí nasceu a minha luta pela Razão Própria, e pelo pensamento autônomo de cada pessoa.
Dotar omundo de um tipo de pessoa incapaz de "ir na onda",
Sempre dará uma parada e pensará, se algo lhe convém ou não. "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém." disse Paulo de Tarso faz muuuito tempo.
Embora tenha na imortalidade do espirito meu eixo existencial, não faço julgamento de nenhuma outra forma de pensar a existência. Tanto dentro das hostes espiritas como fora delas. Me valho aqui de velho adágio: "Cada um desce do bonde como quer."
Importa que a Existência das pessoas tenha valor e significado. Pois dessa forma a felicidade lhe estará batendo à porta muito mais facilmente.
Viver é buscar a felicidade. Corretíssimo Aristóteles nas suas proposituras. Talvez a pessoa seja feliz na materialidade na qual se embrenha. Enquanto for assim tudo bem. Tudo bem para o presente momento, mas não pode ser assim indefinidamente. A Lei Natural tem lá seus preceitos e cabe a cada um de nós o ajuste a ela.
Augusto Matraga, personagem de um conto de João Guimarães Rosa, dizia quanto à morte "Todos tem a sua hora e a sua vez".
Assim também ocorre quanto à Vida em Plenitude: todos temos nossa hora e nossa vez. E estou seguro. No momento da chegada dessa vida plena, acompanhada sempre da Liberdade e da Felicidade, ninguém há de querer abrir mão do tesouro conquistado.
Os livros espiritas trazem esse tesouro, pero há que saber transpor todos os textos ao nosso tempo; e mais ainda, ao nosso projeto de vida dentro desse nosso tempo.
Espero apenas trazer reflexões a um mundo tão baldo delas, verdadeiramente tão baldo/baldoso delas!
Asi es la cosa! - como dizem meus amigos nicaraguenses.
Paulo Cesar Fernandes
24/09/2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Reflexão 23 09 2012 - Todo SILÊNCIO é COVARDE
"Buscai antes o Reino de Deus e sua justiça"
Jesus disse. E Mateus fez a anotação para a posteridade.
Dois aspectos vou destacar dessa passagem:
1) Lembrar que Reino de Deus era a senha/consigna entre dois grandes espiritos: Georg Wilhelm Friedrich Hegel, só o nome já é um texto em si; e o poeta Hölderlin. Desde sua juventude usavam "Pelo Reino de Deus" como um elemento de ligação entre eles. Isto já demonstra uma propensão natural desses dois homens ao bem e a tudo que dissesse respeito ao correto e ao justo.
2) A Justiça em nosso tão conturbado mundo. Nós, socialistas, vemos a dor presente no mundo em função do egoismo, e em função de um ordenamento errado de todos os recursos que a Terra pode oferecer. Nos enchemos de tristeza e de sensação de impotência.
Inda hoje assistia a um documentário na TV portuguesa (SIC), onde
artistas de diversas modalidades faziam queixas com relação às dificuldades que passa o povo português.
Pediam ao Governo Português que "menos olhasse para Portugal e mais cuidasse dos portugueses". Um apelo forte e comovedor é bem verdade.
Mas agora, abro o foco de minhas lentes de ver o mundo, e não pode minha atenção deixar de parar na Africa, um todo continente em miserável situação. As imagens dela falam por si próprias. São alarmantes e penalizadoras. Sim, nos penalizam por nossa impotência diante da dimensão do problema. Problema catalizado e
gerado pelos G8 da vida...
Principalmente se pensarmos no montante geral de recursos disponíveis na Terra. Carrear parte desses recurasos para entidades como "Médicos sem Fronteiras", e outras tantas que se ocupam de sanar as doenças e a fome deste tão injusto mundo.
Como pode existir um "Reino de Deus" em meio a tanta injustiça?
Como crer em um Deus capaz de permitir esses novos Holocaustos?
Ocorrendo tanto na Africa, como na Faixa de Gaza contra os Palestinos, ou ainda no pobre Haiti ainda tão conflituoso?
Como Socialistas lutamos pela Justiça no mundo. Assim nossa batalha é sim nos contrapor a tudo isso.
Uma enormidade de coisas tidas como naturais. A ponto das emissoras de TV nem tocarem mais na Africa, no Haiti, etc.
Como se o fato delas não tocarem no assunto saciasse a fome de mulheres e crianças. Desse vida aos milhares de mortos.
O que fazer?
Não sei exatamente. Mas ficar parado e calado não é a opção.
Não, não é a a opção.
Talvez iniciar uma campanha chamada "A fome na TV", onde as imagens chocantes de todo mundo sejam insistentemente mostradas nas TVs de todos os paises independentemente de sua situação econômica.
É possível tirar a opinião mundial da letargia atual, e empurrar seus governos num outro rumo: o da destinação de recursos para a fome e não mais para as indústrias bélicas, tal como hoje ocorre.
Por favor: "Um outro mundo é possível."
Cabe a nós, conscientes e sensíveis, promover a mudança dos rumos da Terra, para que o Reino de Deus não seja algo abstrato, mas se faça presente no Aqui e no Agora de tantos quantos
carecem de um prato de comida para ter garantida a sobrevivência por um dia mais. Eles apenas nos pedem um dia a cada manhã.
"Todo SILÊNCIO é COVARDE. Pactua com os poderosos da Terra. Promotores de todas as guerras conhecidas hoje. E planejadas para o dia de amanhã."
Paulo Cesar Fernandes
23/09/2012
Jesus disse. E Mateus fez a anotação para a posteridade.
Dois aspectos vou destacar dessa passagem:
1) Lembrar que Reino de Deus era a senha/consigna entre dois grandes espiritos: Georg Wilhelm Friedrich Hegel, só o nome já é um texto em si; e o poeta Hölderlin. Desde sua juventude usavam "Pelo Reino de Deus" como um elemento de ligação entre eles. Isto já demonstra uma propensão natural desses dois homens ao bem e a tudo que dissesse respeito ao correto e ao justo.
2) A Justiça em nosso tão conturbado mundo. Nós, socialistas, vemos a dor presente no mundo em função do egoismo, e em função de um ordenamento errado de todos os recursos que a Terra pode oferecer. Nos enchemos de tristeza e de sensação de impotência.
Inda hoje assistia a um documentário na TV portuguesa (SIC), onde
artistas de diversas modalidades faziam queixas com relação às dificuldades que passa o povo português.
Pediam ao Governo Português que "menos olhasse para Portugal e mais cuidasse dos portugueses". Um apelo forte e comovedor é bem verdade.
Mas agora, abro o foco de minhas lentes de ver o mundo, e não pode minha atenção deixar de parar na Africa, um todo continente em miserável situação. As imagens dela falam por si próprias. São alarmantes e penalizadoras. Sim, nos penalizam por nossa impotência diante da dimensão do problema. Problema catalizado e
gerado pelos G8 da vida...
Principalmente se pensarmos no montante geral de recursos disponíveis na Terra. Carrear parte desses recurasos para entidades como "Médicos sem Fronteiras", e outras tantas que se ocupam de sanar as doenças e a fome deste tão injusto mundo.
Como pode existir um "Reino de Deus" em meio a tanta injustiça?
Como crer em um Deus capaz de permitir esses novos Holocaustos?
Ocorrendo tanto na Africa, como na Faixa de Gaza contra os Palestinos, ou ainda no pobre Haiti ainda tão conflituoso?
Como Socialistas lutamos pela Justiça no mundo. Assim nossa batalha é sim nos contrapor a tudo isso.
Uma enormidade de coisas tidas como naturais. A ponto das emissoras de TV nem tocarem mais na Africa, no Haiti, etc.
Como se o fato delas não tocarem no assunto saciasse a fome de mulheres e crianças. Desse vida aos milhares de mortos.
O que fazer?
Não sei exatamente. Mas ficar parado e calado não é a opção.
Não, não é a a opção.
Talvez iniciar uma campanha chamada "A fome na TV", onde as imagens chocantes de todo mundo sejam insistentemente mostradas nas TVs de todos os paises independentemente de sua situação econômica.
É possível tirar a opinião mundial da letargia atual, e empurrar seus governos num outro rumo: o da destinação de recursos para a fome e não mais para as indústrias bélicas, tal como hoje ocorre.
Por favor: "Um outro mundo é possível."
Cabe a nós, conscientes e sensíveis, promover a mudança dos rumos da Terra, para que o Reino de Deus não seja algo abstrato, mas se faça presente no Aqui e no Agora de tantos quantos
carecem de um prato de comida para ter garantida a sobrevivência por um dia mais. Eles apenas nos pedem um dia a cada manhã.
"Todo SILÊNCIO é COVARDE. Pactua com os poderosos da Terra. Promotores de todas as guerras conhecidas hoje. E planejadas para o dia de amanhã."
Paulo Cesar Fernandes
23/09/2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Reflexão 22 09 2012 - Posturas de distanciamento
No mes de outubro se celebram eleições municipais no Brasil, e o brasileiro é obrigado a acorrer às urnas para un dever cidadão. Em paises democráticos o voto é facultativo, não cabendo punição de espécie alguma ao que não vota; ou, em alguns casos, uma multa de pequena monta. E fica tudo em ordem.
Cansado de ouvir promessas, trago aqui as anotações de Emmanuel cabível ao nosso momento. Um momento triste de propostas impossíveis de cumprir, e onde campeia o ódio entre as lides políticas.
O título do texto é "Auxílio eficiente" e está presente no livro "Vinha de Luz". Foi um dos textos lidos para minha meditação diária.
O fato de não gostar do linguajar católico de Emmanuel, com sua postura de ter a todos por "pecadores" não me impede de assimilar a essência das suas observações e delas extrair ilações.
Vejamos::
"E abrindo a sua boca os ensinava."
(MATEUS, 5:2.)
O homem que se distancia da multidão raramente assume posição digna à frente dela.
Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelar-se em zona superior.
Quem alcança patrimônio financeiro elevado costuma esquecer os que lhe foram companheiros do princípio e traça linhas divisórias humilhantes para que os necessitados não o aborreçam.
Quem aprimora a inteligência, quase sempre abusa das paixões populares facilmente exploráveis.
E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si própria.
A política inferior converte-a em joguete de manobra comum.
O comércio desleal nela procura o filão de lucros exorbitantes.
O intelectualismo vaidoso envolve-a nas expansões do pedantismo que lhe é peculiar.
De época em época, a multidão é sempre objeto de escárnio ou desprezo pelas necessidades espirituais que lhe caracterizam os movimentos e atitudes.
Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo.
Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.
Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente.
Observando que os filhos do povo se aproximavam dEle, começou a ensinar-lhes o caminho reto, dando-nos a perceber que a obra educativa da multidão desafia os religiosos e cientistas de todos os tempos.
Quem se honra, pois, de servir a Jesus, imite-lhe o exemplo. Ajude o irmão mais próximo a dignificar a vida, a edificar-se pelo trabalho sadio e a sentir-se melhor.
«««
Não sabemos na verdade quem são estes que se apresentam a cargos eletivos. Muitas vezes, pelo contrário os conhecemos de tal maneira, a ponto de não nos sentirmos encorajados a dar nosso voto a uma pessoa dessa moral, pois certamente fará uso errôneo do cargo, caso eleito.
É um desagradável momento. Escolher entre o menos pior. O Brasil vive este drama em toda sua história. Mas enquanto o voto for obrigatório, e em alguns lugares "de cabresto", estaremos fadados às deprimentes situações vistas no cenário político nacional.
O que nos cabe? - perguntaria o leitor mais interessado.
Não exponho minha prática pois não sou modelo a ninguém.
Apenas sugiro ao leitor a busca da racionalidade, e a análise criteriosa das alternativas apresentadas.
Cada qual será capaz de analisar, candidatos e partidos em disputa, e escolher autonomamente; nunca pela emoção, ou proximidade pessoal, pois este é o pior caminho. Leva aos desastres vistos no passado.
Mas agir de forma autonoma e livre. Pois, como diz na TV:
"Eleição tem consequencias.".
Paulo Cesar Fernandes
22/09/2012
Cansado de ouvir promessas, trago aqui as anotações de Emmanuel cabível ao nosso momento. Um momento triste de propostas impossíveis de cumprir, e onde campeia o ódio entre as lides políticas.
O título do texto é "Auxílio eficiente" e está presente no livro "Vinha de Luz". Foi um dos textos lidos para minha meditação diária.
O fato de não gostar do linguajar católico de Emmanuel, com sua postura de ter a todos por "pecadores" não me impede de assimilar a essência das suas observações e delas extrair ilações.
Vejamos::
"E abrindo a sua boca os ensinava."
(MATEUS, 5:2.)
O homem que se distancia da multidão raramente assume posição digna à frente dela.
Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelar-se em zona superior.
Quem alcança patrimônio financeiro elevado costuma esquecer os que lhe foram companheiros do princípio e traça linhas divisórias humilhantes para que os necessitados não o aborreçam.
Quem aprimora a inteligência, quase sempre abusa das paixões populares facilmente exploráveis.
E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si própria.
A política inferior converte-a em joguete de manobra comum.
O comércio desleal nela procura o filão de lucros exorbitantes.
O intelectualismo vaidoso envolve-a nas expansões do pedantismo que lhe é peculiar.
De época em época, a multidão é sempre objeto de escárnio ou desprezo pelas necessidades espirituais que lhe caracterizam os movimentos e atitudes.
Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo.
Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.
Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente.
Observando que os filhos do povo se aproximavam dEle, começou a ensinar-lhes o caminho reto, dando-nos a perceber que a obra educativa da multidão desafia os religiosos e cientistas de todos os tempos.
Quem se honra, pois, de servir a Jesus, imite-lhe o exemplo. Ajude o irmão mais próximo a dignificar a vida, a edificar-se pelo trabalho sadio e a sentir-se melhor.
«««
Não sabemos na verdade quem são estes que se apresentam a cargos eletivos. Muitas vezes, pelo contrário os conhecemos de tal maneira, a ponto de não nos sentirmos encorajados a dar nosso voto a uma pessoa dessa moral, pois certamente fará uso errôneo do cargo, caso eleito.
É um desagradável momento. Escolher entre o menos pior. O Brasil vive este drama em toda sua história. Mas enquanto o voto for obrigatório, e em alguns lugares "de cabresto", estaremos fadados às deprimentes situações vistas no cenário político nacional.
O que nos cabe? - perguntaria o leitor mais interessado.
Não exponho minha prática pois não sou modelo a ninguém.
Apenas sugiro ao leitor a busca da racionalidade, e a análise criteriosa das alternativas apresentadas.
Cada qual será capaz de analisar, candidatos e partidos em disputa, e escolher autonomamente; nunca pela emoção, ou proximidade pessoal, pois este é o pior caminho. Leva aos desastres vistos no passado.
Mas agir de forma autonoma e livre. Pois, como diz na TV:
"Eleição tem consequencias.".
Paulo Cesar Fernandes
22/09/2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Reflexão 21 09 2012 - Que sementes carregamos?
Diz que o agricultor pegou as sementes e saiu para a semeadura. E semeou.
Ao voltar à casa lhe pergunta a mulher:
_ Que andastes hoje a semear?
E ele ficou sem resposta. Pois não havia cuidado pela manhã, de observar com atenção, quais sementes carregava na sua alforja.
Se bem pensarmos, somos todos semeadores nesta nossa vida. Semeamos palavras de conforto, semeamos palavras de ódio, semeamos idéias edificantes, semeamos a intriga, etc.
Muitas vezes, não fazemos más coisas por maldade do coração, mas por desatenção quanto aos valores (sementes) carregados em nossa alforja existencial.
Tenho cuidado de olhar minha sacola, para mante-la com sementes do socialismo e da imortalidade do espirito. Semeando esses dois principios creio poder colher no futuro frutos suculentos e nutritivos.
Imortalidade do espirito me traz a certeza que tenho na Vida. Vida como algo grandioso de ser saboreado. Essa coisa ampla, a se espraiar de um passado muito remoto, passando pelo atual momento, a desdobrar-se num futuro cuja dimensão não podemos imaginar, dada a temporalidade de nossa perspectiva. Mas por certo é uma diretriz segura para o presente instante. Fixa nossa práxis no presente de forma concreta. Realista. Pautada na Razão.
Uma Razão capaz de ampliara nossa mirada enquanto ser em si. Assim. Não passamos o tempo a ciscar como as demais aves, mas procuramos aperfeiçoar nosso voo tal qual Fernão Capello Gaivota.
O Socialismo é uma antiga certeza dentro de minha perspectiva de Sociedade. Mas só considero Socialismo aquele em que a Justiça reine soberana para todos os viventes. Do mais humilde jardineiro, como Gregor Mendell a um Presidente de Estado como é o caso de Pepe Mujica.
Só é verdadeiramente Socialista o pais que pouco a pouco investe na maior sensibilidade de sua população, no que diz respeito aos valores (sementes) a serem cultivados por esta. A solidariedade, por exemplo. Pois como disse a poetisa chilena Gabriela Mistral, a solidariedade "é a ternura dos povos". Esse é um dentre tantos valores (sementes) a serem cultivados na seara da construção de um mundo verdadeiramente novo.
A capacidade de perdão/conciliação, no Brasil desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é uma semente que aponta numa boa direção. E muito longe, em verdade em caminho diametralmente oposto estamos nós brasileiros dos rumos do socialismo, mas iniciativas positivas (boas sementes) podem ser encontradas em qualquer contexto social.
Ocorre apenas o fato de dentro do Socialismo o aprimoramento do indivíduo ser um valor, isto compele cada cidadão a imvestir mais e mais em sua evolução. O espírito é incentivado a progredir, tendo como ponto de partida, todo o contexto ao seu redor.
Espiritas mais cultos que eu desenvolveram com maestria o tema da relação do espiritismo com o socialismo, e da aplicação dos preceitos espíritas no contexto social. Dessa forma remeto o leitor a Humberto Mariotti; Manuel S Porteiro e outros mais, voltados às questões sociológicas.
Quanto a nós. Independentemente de estarmos numa sociedade capitalista, podemos carregar em nossa alforja as boas sementes. As sementes capazes de trazer um futuro de justiça; hábitos de solidariedade, e uma cultura de paz a todos os espiritos habitantes desse espaço de oportunidades chamado Terra.
Paulo Cesar Fernandes
21/09/2012
Ao voltar à casa lhe pergunta a mulher:
_ Que andastes hoje a semear?
E ele ficou sem resposta. Pois não havia cuidado pela manhã, de observar com atenção, quais sementes carregava na sua alforja.
Se bem pensarmos, somos todos semeadores nesta nossa vida. Semeamos palavras de conforto, semeamos palavras de ódio, semeamos idéias edificantes, semeamos a intriga, etc.
Muitas vezes, não fazemos más coisas por maldade do coração, mas por desatenção quanto aos valores (sementes) carregados em nossa alforja existencial.
Tenho cuidado de olhar minha sacola, para mante-la com sementes do socialismo e da imortalidade do espirito. Semeando esses dois principios creio poder colher no futuro frutos suculentos e nutritivos.
Imortalidade do espirito me traz a certeza que tenho na Vida. Vida como algo grandioso de ser saboreado. Essa coisa ampla, a se espraiar de um passado muito remoto, passando pelo atual momento, a desdobrar-se num futuro cuja dimensão não podemos imaginar, dada a temporalidade de nossa perspectiva. Mas por certo é uma diretriz segura para o presente instante. Fixa nossa práxis no presente de forma concreta. Realista. Pautada na Razão.
Uma Razão capaz de ampliara nossa mirada enquanto ser em si. Assim. Não passamos o tempo a ciscar como as demais aves, mas procuramos aperfeiçoar nosso voo tal qual Fernão Capello Gaivota.
O Socialismo é uma antiga certeza dentro de minha perspectiva de Sociedade. Mas só considero Socialismo aquele em que a Justiça reine soberana para todos os viventes. Do mais humilde jardineiro, como Gregor Mendell a um Presidente de Estado como é o caso de Pepe Mujica.
Só é verdadeiramente Socialista o pais que pouco a pouco investe na maior sensibilidade de sua população, no que diz respeito aos valores (sementes) a serem cultivados por esta. A solidariedade, por exemplo. Pois como disse a poetisa chilena Gabriela Mistral, a solidariedade "é a ternura dos povos". Esse é um dentre tantos valores (sementes) a serem cultivados na seara da construção de um mundo verdadeiramente novo.
A capacidade de perdão/conciliação, no Brasil desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é uma semente que aponta numa boa direção. E muito longe, em verdade em caminho diametralmente oposto estamos nós brasileiros dos rumos do socialismo, mas iniciativas positivas (boas sementes) podem ser encontradas em qualquer contexto social.
Ocorre apenas o fato de dentro do Socialismo o aprimoramento do indivíduo ser um valor, isto compele cada cidadão a imvestir mais e mais em sua evolução. O espírito é incentivado a progredir, tendo como ponto de partida, todo o contexto ao seu redor.
Espiritas mais cultos que eu desenvolveram com maestria o tema da relação do espiritismo com o socialismo, e da aplicação dos preceitos espíritas no contexto social. Dessa forma remeto o leitor a Humberto Mariotti; Manuel S Porteiro e outros mais, voltados às questões sociológicas.
Quanto a nós. Independentemente de estarmos numa sociedade capitalista, podemos carregar em nossa alforja as boas sementes. As sementes capazes de trazer um futuro de justiça; hábitos de solidariedade, e uma cultura de paz a todos os espiritos habitantes desse espaço de oportunidades chamado Terra.
Paulo Cesar Fernandes
21/09/2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Reflexão 13 09 2012 - Discurso e ação
Um homem se define por seus atos, e não por seus discursos."
Paulo Cesar Fernandes
Tenho reiteradas vezes dito isso. principalmente quando alguém me tece algum elogio. E nesse momento minhas palavras tem dois sentidos.
De meu lado questiona o elogio, na medida da minha falibilidade. Falível como qualquer pessoa deste mundão sem fim, como diria o cordelista nordestino.
Doutro lado questiona a veracidade do sentimento no elogio proferido. Muitas vezes envolto em fel e falsidade.
Não gosto de elogios. Prefiro receber bons atos, bons sentimentos. Prefiro a sinceridade. Principalmente a sinceridade que me questiona. Gente limpa comigo, me rejeita com toda sinceridade.
Da mesma maneira rejeito eu pessoas cujas atitudes eu deploro.
Mas, note bem, existe um grande abismo entre discordar do pensamento e rejeitar a pessoa.
Discordo do pensamento de algumas pessoas, e na verdade respeito sua forma de ser, seu idealismo, sua correção de caráter.
Mas pessoas há cuja falsidade é asquerosa. Rejeito e não sei fingir.
Quanto a receber de bom grado a falsidade, me faz lembrar de uma frase ouvida de D. Conceição ao longo da infância e juventude:
"Deixa filho, cada um dá de si o que tem de melhor".
Simples e profunda observação.
Muitas vezes, quando sou grosseiro com alguém, isto me vem à memória. Me alertando quanto à necessidade de ter em mim outra qualidade de coisas a compartir com meus semelhantes.
Não! Não escondo meus defeitos, eles ainda são uma verdade em mim. Quem os esconde está pior que eu.
Por outro lado tenho nos meus atos a imagem exata do meu discurso. Meus atos me definem, tanto os maus, quanto os bons.
Tenho mudado? Sim. Mas não de todo. Melhorado? Creio que sim, mas ainda falta.
O progresso individual ou social é um lento processo de pequenas mudanças, a menos que uma revolução se ponha em curso. E tal revolução pode ocorrer no estreito âmbito da individualidade, bem como no contexto de toda uma sociedade, assumindo esta novos valores, econômicos, sociais e culturais.
"Viramos a mesa" como pessoas, ou como sociedades.
Mas sempre partindo de um mínimo de coerência.
Quanto ao discurso e ação trago algo de Emmanuel. "Vinha de Luz". Aos discípulos, é o nome do texto:
O homem que se internou pelo território estranho dos discursos, sem atos correspondentes à elevação da palavra, expõe-se, cada vez mais, ao ridículo e à negação.
Há muitos séculos prevalece o movimento de filosofias utilitaristas.
E, ainda agora, não escasseiam orientadores que cogitam da construção de palácios egoísticos à base do magnetismo pessoal e psicólogos que ensinam publicamente a sutil exploração das massas.
Os tempos de agora são aqueles mesmos que Jesus declarava chegados ao Planeta; e os judeus e gregos, atualizados hoje nos negocistas desonestos e nos intelectuais vaidosos, prosseguem na mesma posição do inicio.
Entre eles, surge o continuador do Mestre, transmitindo-lhe o ensinamento com o verbo santificado pelas ações testemunhais.
Aparecem dificuldades, sarcasmos e conflitos.
O aprendiz fiel, porém, não se atemoriza.
O comercialismo da avareza permanecerá com o escândalo e a instrução envenenada demorar-se-á com os desequilíbrios que lhe são inerentes. Ele, contudo, seguirá adiante, amando, exemplificando e educando com o Libertador imortal.
Nesse texto, ponho reparo ao religiosismo, e ao fato de colocar em Jesus, portanto fora do Homem, o cerne de seu processo evolutivo.
Nada. Nada mesmo ocorre sem que o homem, o espirito, seja o protagonista de seu destino. De sua trajetória espiritual enfim.
Com muita propriedade o poeta espanhol, Antonio Machado disse:
"Caminhante, não há caminho. Caminho o fazemos ao caminhar."
Paulo Cesar Fernandes
13/09/2012
Paulo Cesar Fernandes
Tenho reiteradas vezes dito isso. principalmente quando alguém me tece algum elogio. E nesse momento minhas palavras tem dois sentidos.
De meu lado questiona o elogio, na medida da minha falibilidade. Falível como qualquer pessoa deste mundão sem fim, como diria o cordelista nordestino.
Doutro lado questiona a veracidade do sentimento no elogio proferido. Muitas vezes envolto em fel e falsidade.
Não gosto de elogios. Prefiro receber bons atos, bons sentimentos. Prefiro a sinceridade. Principalmente a sinceridade que me questiona. Gente limpa comigo, me rejeita com toda sinceridade.
Da mesma maneira rejeito eu pessoas cujas atitudes eu deploro.
Mas, note bem, existe um grande abismo entre discordar do pensamento e rejeitar a pessoa.
Discordo do pensamento de algumas pessoas, e na verdade respeito sua forma de ser, seu idealismo, sua correção de caráter.
Mas pessoas há cuja falsidade é asquerosa. Rejeito e não sei fingir.
Quanto a receber de bom grado a falsidade, me faz lembrar de uma frase ouvida de D. Conceição ao longo da infância e juventude:
"Deixa filho, cada um dá de si o que tem de melhor".
Simples e profunda observação.
Muitas vezes, quando sou grosseiro com alguém, isto me vem à memória. Me alertando quanto à necessidade de ter em mim outra qualidade de coisas a compartir com meus semelhantes.
Não! Não escondo meus defeitos, eles ainda são uma verdade em mim. Quem os esconde está pior que eu.
Por outro lado tenho nos meus atos a imagem exata do meu discurso. Meus atos me definem, tanto os maus, quanto os bons.
Tenho mudado? Sim. Mas não de todo. Melhorado? Creio que sim, mas ainda falta.
O progresso individual ou social é um lento processo de pequenas mudanças, a menos que uma revolução se ponha em curso. E tal revolução pode ocorrer no estreito âmbito da individualidade, bem como no contexto de toda uma sociedade, assumindo esta novos valores, econômicos, sociais e culturais.
"Viramos a mesa" como pessoas, ou como sociedades.
Mas sempre partindo de um mínimo de coerência.
Quanto ao discurso e ação trago algo de Emmanuel. "Vinha de Luz". Aos discípulos, é o nome do texto:
O homem que se internou pelo território estranho dos discursos, sem atos correspondentes à elevação da palavra, expõe-se, cada vez mais, ao ridículo e à negação.
Há muitos séculos prevalece o movimento de filosofias utilitaristas.
E, ainda agora, não escasseiam orientadores que cogitam da construção de palácios egoísticos à base do magnetismo pessoal e psicólogos que ensinam publicamente a sutil exploração das massas.
Os tempos de agora são aqueles mesmos que Jesus declarava chegados ao Planeta; e os judeus e gregos, atualizados hoje nos negocistas desonestos e nos intelectuais vaidosos, prosseguem na mesma posição do inicio.
Entre eles, surge o continuador do Mestre, transmitindo-lhe o ensinamento com o verbo santificado pelas ações testemunhais.
Aparecem dificuldades, sarcasmos e conflitos.
O aprendiz fiel, porém, não se atemoriza.
O comercialismo da avareza permanecerá com o escândalo e a instrução envenenada demorar-se-á com os desequilíbrios que lhe são inerentes. Ele, contudo, seguirá adiante, amando, exemplificando e educando com o Libertador imortal.
Nesse texto, ponho reparo ao religiosismo, e ao fato de colocar em Jesus, portanto fora do Homem, o cerne de seu processo evolutivo.
Nada. Nada mesmo ocorre sem que o homem, o espirito, seja o protagonista de seu destino. De sua trajetória espiritual enfim.
Com muita propriedade o poeta espanhol, Antonio Machado disse:
"Caminhante, não há caminho. Caminho o fazemos ao caminhar."
Paulo Cesar Fernandes
13/09/2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Reflexão 11 09 2012 - Compaixão da multidão
Emmanuel - Vinha de Luz
MULTIDÕES
"Tenho compaixão da multidão."
Jesus. (MARCOS, 8:2.)
Os espíritos verdadeiramente educados representam, em todos os tempos, grandes devedores à multidão.
«««
Um livro escrito em 1951, com sessenta anos de idade, não pode conter em si as transformações ocorridas nesse período. Daí a necessidade de nossa capacidade de leitura ser vigilante com respeito ao contexto na qual as palavras foram ditas.
Isto não nos retira a possibilidade de uma análise pautada na realidade de nossa época. Este cadinho de transformações cada vez mais céleres, capaz de nos assustar, e nos colocar com os dois pés atrás ante a realidade com a qual nos defrontamos.
No texto Emmanuel tece uma série de considerações negativas em torno da forma como a multidão é tratada por aqueles detentores de cultura e poder.
Todo respeito ao companheiro, mas o respeito é composto também de discordância. E discordo frontalmente dessa posição de colocar todos os homens como verdugos da multidão, multidão entendida neste caso como o povo.
Destaco o fato do povo, mesmo o mais desguarnecido financeiramente, não ser composto de coitadinhos. Entre essa camada da população encontramos pessoas de índole condenável, de tendências deploráveis mesmo.
Por outro lado, nas camadas mais bem aquinhoadas financeiramente temos uma diversidade imensa de posturas diante da vida.
Tomo como exemplo um oncologista que cuidou de meu Tio Adelino, irmão do meu pai. Um homem sem qualquer sorte de recursos financeiros cuja casualidade trouxe ao nosso encontro ao final de sua vida. Para minha alegria isto ocorreu num longo período de desemprego, me possibilitando dar uma atenção maior a esse tio em final de existência.
Seu médico, Marcio Berenstein era de uma dedicação, de um denodo para com meu tio, como se seu familiar fosse. Sempre com um astral positivo e uma carinhosa maneira com o paciente.
Assim como ele, milhares de pessoas, nas mais diversas áreas de atuação fazem sempre o melhor. Doam de si a cada possibilidade fornecida pela vida.
Seja com familiares mais difíceis; seja com colegas de serviço; com um transeunte na rua ou colega de condução.
A benevolência sincera pode brotar a qualquer momento, e no lugar mais inesperado. Pois a multiplicidade de espíritos desta Terra é imensa, e nunca sabemos quem está ao nosso lado na condução; à nossa frente numa unidade de atendimento público; na cafeteria que habitualmente frequentamos...
O bem e a fraternidade podem estar exatamente ali. Podemos estar a cada momento diante de alguém dotado de um coração sincero e voltado ao Bem.
A visão espírita da existência nos fornece tal perspectiva. Sou, neste momento, apenas porta voz. Nada almejando além da reflexão das pessoas, na leitura deste texto, ou na leitura da própria existência.
As perspectivas positivas são sempre alentadoras, e sem dúvida alguma induzem a uma vida mais saudável física e psiquicamente.
É isso!
Paulo Cesar Fernandes
11/09/2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Emmanuel
Eu não tenho asas pra voar
Nem sonho nada que não seja de sonhar
Sou um homem simples que nasceu
Das entranhas de um ato de amor
Seria primavera feliz
Se a voz dos homens entoasse a paz
Se o dom dos homens fosse a arte de amar
Se a luz dos homens
Fosse emmanuel
Letra de uma música de Flávio Venturini.
Poeta mineiro, companheiro de Luis Carlos Sá (Sá e Guarabira); Milton Nascimento; Marcio e Lô Borges e tantos mineiros e não mineiros de valor.
De Wikipedia:
Biografia
Foi revelado nos anos 1970 pelo movimento Clube da Esquina, que também revelou Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, entre outros. Participou do grupo musical O Terço, entre 1974 e 1976, antes de criar em 1979 o grupo 14 Bis, pelo qual fez sucesso entre 1980 e 1987, quando saiu do grupo para seguir carreira solo, também com grande sucesso.
Clube da Esquina não era um movimento. Milton já falou isso diversas vezes. Era como um grupo de amigos de Belo Horizonte chamava a esquina onde se encontravam para conversar, trocar musicas, compor, etc...
Era apenas uma esquina.
Da mesma forma que em Santos nosso grupo de amigos se reunia nas escadas da Praça da Independência todo dia após as aulas. Amigos de distintos bairros tinham ali seu ponto de convergência. Falar mal de professores, as dificuldades do vestibular, essas coisas rolavam por ali sem maiores pretensões.
Não sei hoje como anda. Mas nós tinhamos a Turma da Rua, formada pelos que nela habitavam e por muitos que iam se agregando. Um que estuda como fulano vem com a namorada como Dariel e Nininha. E a coisa ganha corpo. A adolescência é a fase mais gregária do homem.
Adolescentes andam invariavelmente em "cardumes". Se um desvia a atenção para outra direção, todos se desviam ao mesmo tempo, tal qual cardumes de peixes, ou revoada de pássaros.
A vida amorosa e a profissional é que vão desmontando os cardumes, no processo natural da existência.
Paulo Cesar Fernandes
10/09/2012
Nem sonho nada que não seja de sonhar
Sou um homem simples que nasceu
Das entranhas de um ato de amor
Seria primavera feliz
Se a voz dos homens entoasse a paz
Se o dom dos homens fosse a arte de amar
Se a luz dos homens
Fosse emmanuel
Letra de uma música de Flávio Venturini.
Poeta mineiro, companheiro de Luis Carlos Sá (Sá e Guarabira); Milton Nascimento; Marcio e Lô Borges e tantos mineiros e não mineiros de valor.
De Wikipedia:
Biografia
Foi revelado nos anos 1970 pelo movimento Clube da Esquina, que também revelou Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, entre outros. Participou do grupo musical O Terço, entre 1974 e 1976, antes de criar em 1979 o grupo 14 Bis, pelo qual fez sucesso entre 1980 e 1987, quando saiu do grupo para seguir carreira solo, também com grande sucesso.
Clube da Esquina não era um movimento. Milton já falou isso diversas vezes. Era como um grupo de amigos de Belo Horizonte chamava a esquina onde se encontravam para conversar, trocar musicas, compor, etc...
Era apenas uma esquina.
Da mesma forma que em Santos nosso grupo de amigos se reunia nas escadas da Praça da Independência todo dia após as aulas. Amigos de distintos bairros tinham ali seu ponto de convergência. Falar mal de professores, as dificuldades do vestibular, essas coisas rolavam por ali sem maiores pretensões.
Não sei hoje como anda. Mas nós tinhamos a Turma da Rua, formada pelos que nela habitavam e por muitos que iam se agregando. Um que estuda como fulano vem com a namorada como Dariel e Nininha. E a coisa ganha corpo. A adolescência é a fase mais gregária do homem.
Adolescentes andam invariavelmente em "cardumes". Se um desvia a atenção para outra direção, todos se desviam ao mesmo tempo, tal qual cardumes de peixes, ou revoada de pássaros.
A vida amorosa e a profissional é que vão desmontando os cardumes, no processo natural da existência.
Paulo Cesar Fernandes
10/09/2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Reflexão 05 09 2012 - Leituras
“Quem le, atenda.”
Jesus (Mateus,
24:15
Ler é um prazer.
O tempo se esvai como fumaça. O relógio dispara em paralelo ao texto. Nos
vemos comprometidos com os personagens, a tal ponto que estes são parte de
nossas vidas. Vivem ao nosso redor, nos influenciam; a muitas pessoas,
determinam suas atitudes, seus hábitos e seus costumes.
As novelas da TV fazem exatamente isso. Mandam. Influem.. Definem habitos de consumo e de costumes.
Mas o livro é diferente.
Tem uma mítica, um cheiro. É sensível ao tato, ao olfato, à visão. Eu diria
mais, diria que existem livros palatáveis; livros elevados e livros
insuportáveis, pois deletérios ao leitor. Elaboram conceitos negativos e de
negatividade, capazes muitas vezes de trazer a infelicidade ao leitor.
Quando eu participava nas reuniões de terça-feira no Centro Espírita Allan
Kardec, com a Myriam e o José Rodrigues, mais de uma vez narrei o fato ocorrido
comigo num ônibus de São Paulo.
Condução apinhada de gente. Mala na mão, o cuidado a cada freada do coletivo para não cair, nem machucar ninguém. Nos 40 minutos de percurso, nossa atenção se desloca por todas as partes. E bem abaixo de mim, uma moça lia uma revista. Quando me detive na observação da revista eram crimes, com fotos das mais horríveis. Desviei o olhar no ato, era muito baixo astral.
E uma questão se instalou em mim:
_ Com que energias esta mulher chega em casa para elaborar o jantar? E
conversar com os filhos e o marido? Que assuntos?
_ Como será o clima da casa dessa mulher? - Já pondo em dúvida se seria um Lar. Que
escolha mais infeliz tal revista!
Mas a vida é exatamente isso: uma somatória de escolhas. Um labirinto de
portas como diz a música Sitting de Cat Stevens. E são as nossas escolhas que
nos abrirão ou não as portas. Nos darão passagem para um momento de maior
completude e felicidade; ou nos fecharão num emaranhado de pensamentos e
sentimentos desordenados e fora do eixo.
Quem le, atenda. Disse Jesus.
Significando a escolha de uma leitura algo muito além dum simples livro,
escolhemos companhias. Os personagens são companhias. Os pensamentos e idéias
trazidas pela leitura, formarão um todo mental capaz de nos ampliar horizontes.
Norteando nosso destino.
Evidente me refiro a um bom livro. E bom livro é todo aquele capaz de nos retirar a mente dos aspectos materiais da existência, focando-os em elementos abstratos, focando na espiritualidade (que nada tem a ver com religiões ou correntes espiritualistas).
Em espiritualidade eu coloco todos os valores imateriais de nossa
existência: arte; filosofia; busca
epistemológica (conhecimento); religiosidade; música; etc.
Tendendo ao infinito as áreas do conhecimento, tende por sua vez ao
infinito a gama de possibilidades de nossa espiritualidade.
Aprender a desenhar se enquadra? Sim, claro. Desenvolve um potencial no
espirito que a este mister se dedica.
E Astronomia? Sim. E Geologia? Sim. E Semiótica? Sim.
Pode abrir todo o leque de possibilidades das áreas de conhecimento conhecidas pelo homem; e ainda, imaginar as áreas a serem definidas no futuro. Novas áreas nascem a cada período. Todas comporão o que chamo de espiritualidade.
Espiritualidade. Liberdade. Criatividade. São eixos equilibrantes do
espirito.
Elementos que o fazem se sentir mais inteiro, mais completo porque mais
produtivo.
Essa é a produtividade precionizada por Erich Fromm. Completamente diferente da produtividade propalada pelos consultores de empresas, cujo único objetivo é acirrar nas pessoas o aspecto da competição, tornando-as menos pessoas e mais máquinas. Mais das vezes menos éticas.
O que Fromm preconiza nasce de espiritos em equilíbrio. Em harmonia consigo
mesmo, e com o mundo ao seu redor. E somos todos capazes de atender a esse
chamado. Pela leitura, ou por outra atividade nobre ocupando nosso tempo.
Paulo Cesar Fernandes
05/09/2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Reflexão 04 09 2012 - Todavia estas palabras
PEDRO CASALDÁLIGA (Ex Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia. Um homem de profecia, fé e ação episcopal.
...
A los que conmigo dicen
de rodillas la Palabra,
a cuantos gritan conmigo
-quizá contra los que callan,
siempre contra los que mienten-,
a los que conmigo emplazan
la lenta aurora del Reino,
... todavía estas palabras.
Louvor a D. Pedro
Um poema de meu/nosso bispo, companheiro y camarada.
Homem de lutas, cujas balas dele desviam por puro respeito à sua ação episcopal
Vida e ação comprometidas com os que mais dele precisam
Nesta vida não estivemos juntos, ombro a ombro, lado a lado
Mas o futuro sempre nos reserva surpresas
No plano corpóreo, ou no outro, um dia juntos estaremos cantando hossanas à Vida
Esta mesma vertendo pura e cristalina como da fonte a água mais pura
Para se espelhar meu irmão, naquilo que tu chamas: o Povo de Deus.
Ateu que sou, contigo estarei de rodillas, para dizer a palavra que disseres, do mais fundo do meu sincero coração.
Paulo Cesar Fernandes (Teu aluno Franciscano
04/09/2012
CENTROAMERICA NUESTRA
Como un volcán en ti,
la paz de la Justicia.
Bandera de los Pobres,
como un viento de luchas,
la Libertad, en ti.
¡Centroamérica nuestra!,
toda en dolor de parto,
futura como el Reino,
diaria como el llanto.
Maíz de tierra y sangre, madura, la Esperanza.
Amor en cada piedra, tatuada de Historia.
Tortilla compartida, la Pascua verdadera.
¡Eje del Mundo Nuevo,
Centroamérica nuestra!
Calladla, eruditos, fariseos.
Dejadla en paz, los grandes, invasores.
Veladla, de rodillas, los pequeños.
(Dios la tenga en sus manos, día y noche,
como un pájaro en vuelo).
Que nadie aborte el sueño que late en la montaña.
Que nadie apague el fuego que dora de Promesa
las tiendas del exilio.
Que nadie vista el día
desnudamente nuestro
nace de la noche en Centroamérica.
D. Pedro Casaldaliga
...
A los que conmigo dicen
de rodillas la Palabra,
a cuantos gritan conmigo
-quizá contra los que callan,
siempre contra los que mienten-,
a los que conmigo emplazan
la lenta aurora del Reino,
... todavía estas palabras.
de rodillas la Palabra,
a cuantos gritan conmigo
-quizá contra los que callan,
siempre contra los que mienten-,
a los que conmigo emplazan
la lenta aurora del Reino,
... todavía estas palabras.
Louvor a D. Pedro
Um poema de meu/nosso bispo, companheiro y camarada.
Homem de lutas, cujas balas dele desviam por puro respeito à sua ação episcopal
Vida e ação comprometidas com os que mais dele precisam
Nesta vida não estivemos juntos, ombro a ombro, lado a lado
Mas o futuro sempre nos reserva surpresas
No plano corpóreo, ou no outro, um dia juntos estaremos cantando hossanas à Vida
Esta mesma vertendo pura e cristalina como da fonte a água mais pura
Para se espelhar meu irmão, naquilo que tu chamas: o Povo de Deus.
Ateu que sou, contigo estarei de rodillas, para dizer a palavra que disseres, do mais fundo do meu sincero coração.
Paulo Cesar Fernandes (Teu aluno Franciscano
04/09/2012
CENTROAMERICA NUESTRA
Como un volcán en ti,
la paz de la Justicia.
Bandera de los Pobres,
como un viento de luchas,
la Libertad, en ti.
¡Centroamérica nuestra!,
toda en dolor de parto,
futura como el Reino,
diaria como el llanto.
Maíz de tierra y sangre, madura, la Esperanza.
Amor en cada piedra, tatuada de Historia.
Tortilla compartida, la Pascua verdadera.
¡Eje del Mundo Nuevo,
Centroamérica nuestra!
Calladla, eruditos, fariseos.
Dejadla en paz, los grandes, invasores.
Veladla, de rodillas, los pequeños.
(Dios la tenga en sus manos, día y noche,
como un pájaro en vuelo).
Que nadie aborte el sueño que late en la montaña.
Que nadie apague el fuego que dora de Promesa
las tiendas del exilio.
Que nadie vista el día
desnudamente nuestro
nace de la noche en Centroamérica.
D. Pedro Casaldaliga
Reflexão 04 09 2012 - Bem aventuranças
Disse um pensador um dia que se nada mais houvesse e nos restassem apenas as Bem Aventuranças do Sermão da Montanha. Teria o homem ali todo um Código de Conduta capaz de levá-lo a uma vida feliz e condizente com a Lei Natural. Além de ser um poema.
Eis o trecho em questão:
SERMÃO DA MONTANHA
recontado por Lourenço Diaféria(*)
Eis o trecho em questão:
SERMÃO DA MONTANHA
recontado por Lourenço Diaféria(*)
Como houvesse uma multidão que
o queria ouvir, Jesus subiu a uma colina
nas cercanias de Cafarnaum e pôs-se a ensinar aqueles que o seguiam, dizendo :
Bem-aventurados os humildes e despojados,
porque deles é a riqueza de Deus.
Bem aventurados os que recusam a violência,
porque eles herdarão o mundo.
Bem-aventurados os que não desesperam na aflição,
porque eles serão consolados.
Bem-aventurados os que lutam pela justiça como se luta pela comida e pela água,
porque sua fome e sede serão saciadas..
nas cercanias de Cafarnaum e pôs-se a ensinar aqueles que o seguiam, dizendo :
Bem-aventurados os humildes e despojados,
porque deles é a riqueza de Deus.
Bem aventurados os que recusam a violência,
porque eles herdarão o mundo.
Bem-aventurados os que não desesperam na aflição,
porque eles serão consolados.
Bem-aventurados os que lutam pela justiça como se luta pela comida e pela água,
porque sua fome e sede serão saciadas..
Bem-aventurados os
que se esforçam para perdoar sempre,
porque nenhuma culpa lhes ficará sobre os ombros.
Bem-aventurados os que não corrompem seu coração,
porque verão a pureza de Deus.
Bem-aventurados os que buscam e promovem a paz,
porque serão como filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos por fazer o bem,
porque serão glorificados diante de Deus.
Bem-aventurados sede quando sofrerdes injúrias, mentiras,
difamações e ataques por praticardes o que vos ensinei alegrai-vos,
não desanimeis, porque sereis reconhecidos na eternidade.
Da mesma forma os profetas que viveram antes de vós,
foram desacreditados e perseguidos.
«««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««
Evidentemente que eu concordo com tudo isso e busco viver de acordo com o que apregoo.
Seria um fariseu se assim não o fizesse. Mas não posso acusar ninguém pois todos temos telhado de vidro.
A perfeição não é deste nosso mundo.
Nosso esforço no aperfeiçoamento nos define como espiritas, mas muitas serão as etapas a vencer.
Caminhemos pois!
Paulo Cesar Fernandes
04/09/2012
(*) Lourenço Diaferia
Lourenço Carlos Diaféria (São Paulo, 28 de agosto de 1933 — São Paulo, 16 de setembro de 2008) foi um contista, cronista e jornalista brasileiro.
Sua carreira jornalística começou em 1956 na Folha da Manhã, atual Folha de S.Paulo. Como cronista o início foi mais tardio, em 1964, quando escreveu seu primeiro texto assinado.
Permaneceu no periódico paulista até 1977, quando foi preso pelo regime militar devido ao conteúdo da crônica Herói. Morto. Nós., considerada ofensiva às Forças Armadas.
A crônica comentava o heroísmo do sargento Sílvio Delmar Hollenbach, que pulou em um poço de ariranhas no zoológico de Brasília para salvar um menino. A criança se salvou, mas o militar morreu, vencido pela voracidade dos animais.
A crônica também citava o duque de Caxias, o patrono do Exército, lembrando o estado de abandono de sua estátua no centro da capital de São Paulo, próximo à Estação da Luz.
Diaféria contratou o criminalista Leonardo Frankenthal e foi considerado inocente em 1980. Durante algumas semanas, a Folha deixou em branco o espaço destinado ao colunista, em repúdio à sua prisão.
Depois da Folha, levou suas crônicas para o Jornal da Tarde, o Diário Popular e o Diário do Grande ABC, além de quatro emissoras de rádio e a Rede Globo.
Católico, escreveu A Caminhada da Luz, livro sobre dom Paulo Evaristo Arns, a quem admirava. Outra "religião" era o futebol: muitas de suas crônicas falavam desse esporte — e de seu time, o Corinthians.
Desde o início de 2008 Diaféria enfrentava problemas no coração, até que um infarto o levou, aos 75 anos, deixando viúva (Geíza), cinco filhos e três netos.[
porque nenhuma culpa lhes ficará sobre os ombros.
Bem-aventurados os que não corrompem seu coração,
porque verão a pureza de Deus.
Bem-aventurados os que buscam e promovem a paz,
porque serão como filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos por fazer o bem,
porque serão glorificados diante de Deus.
Bem-aventurados sede quando sofrerdes injúrias, mentiras,
difamações e ataques por praticardes o que vos ensinei alegrai-vos,
não desanimeis, porque sereis reconhecidos na eternidade.
Da mesma forma os profetas que viveram antes de vós,
foram desacreditados e perseguidos.
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Evidentemente que eu concordo com tudo isso e busco viver de acordo com o que apregoo.
Seria um fariseu se assim não o fizesse. Mas não posso acusar ninguém pois todos temos telhado de vidro.
A perfeição não é deste nosso mundo.
Nosso esforço no aperfeiçoamento nos define como espiritas, mas muitas serão as etapas a vencer.
Caminhemos pois!
Paulo Cesar Fernandes
04/09/2012
(*) Lourenço Diaferia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Biografia e carreira
Nasceu em 28 de agosto de 1933 em um bairro de São Paulo e morreu no começo do ano de 2008 aos 75 anos.Sua carreira jornalística começou em 1956 na Folha da Manhã, atual Folha de S.Paulo. Como cronista o início foi mais tardio, em 1964, quando escreveu seu primeiro texto assinado.
Permaneceu no periódico paulista até 1977, quando foi preso pelo regime militar devido ao conteúdo da crônica Herói. Morto. Nós., considerada ofensiva às Forças Armadas.
A crônica comentava o heroísmo do sargento Sílvio Delmar Hollenbach, que pulou em um poço de ariranhas no zoológico de Brasília para salvar um menino. A criança se salvou, mas o militar morreu, vencido pela voracidade dos animais.
A crônica também citava o duque de Caxias, o patrono do Exército, lembrando o estado de abandono de sua estátua no centro da capital de São Paulo, próximo à Estação da Luz.
Diaféria contratou o criminalista Leonardo Frankenthal e foi considerado inocente em 1980. Durante algumas semanas, a Folha deixou em branco o espaço destinado ao colunista, em repúdio à sua prisão.
Depois da Folha, levou suas crônicas para o Jornal da Tarde, o Diário Popular e o Diário do Grande ABC, além de quatro emissoras de rádio e a Rede Globo.
Católico, escreveu A Caminhada da Luz, livro sobre dom Paulo Evaristo Arns, a quem admirava. Outra "religião" era o futebol: muitas de suas crônicas falavam desse esporte — e de seu time, o Corinthians.
Desde o início de 2008 Diaféria enfrentava problemas no coração, até que um infarto o levou, aos 75 anos, deixando viúva (Geíza), cinco filhos e três netos.[
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Alegria
O Movimento Espirita me era mais interessante nos tempos de infância e juventude?
Ele era diferente?
Mas nem um pouco. Irmãos já se degladiavam por um maior destaque na mesma casa espirita. E tudo que hoje vejo e condeno já estava lá.
Eu era inocentão. E tinha uma confiança cega, em todos os habitantes do meu coração. Tudo isso se desenrolava bem diante de meus olhos, e eu nada via. Sempre debitei à maldade humana, as críticas feitas às minhas almas amigas.
Foram necessárias muitas pancadas da vida. E pancadas muito pesadas e doloridas. Desestruturantes mesmo.
Fora do Movimento Espirita, e dentro dele, para que eu viesse a acordar.
Sentir o Ego estilhaçado e ser o agente maior no processo de sua reconstituição.
Chegava na Nilce, a terapeuta, com muitas coisas escritas e já elaboradas. Maturadas!
Carl Gustav Jung e Erich Fromm foram dois nomes basilares nesse processo todo.
Tenho e li a obra toda de Fromm e grande parte do Jung, que chamo de vovô Jung. Nos conduz pela vida como um bondoso avô.
Me mostrou algo importante: eu e o mundo temos nosso lado obscuro, mas também temos nosso lado cristalino e luminoso.
Foi vital perceber de nossa humanidade, e enquanto humanos, nossa falibilidade.
Minha e dos demais.
Dentro e fora do Partido. dentro e fora do Centro Espírita.
A única instituição cujo amor sempre me foi incondicional foi a família. E nos momentos de maior dor. Quando crueldade humana fez ruir de vez minhas crenças nas instituições todas, foi o seio sereno e firme da familia meu regaço de energia e força para seguir lutando, e mantendo a certeza em alguma coisa. Em meu valor humano e intelectual.
Venho com insistência dizendo que:
"O amor sincero é a única coisa perene no(s) universo(s)".
E de onde nasceu tal convicção?
Do seio familiar.
E principalmente esse núcleo mais próximo que, mesmo não tendo o contato diário, tem um vínculo afetivo muito forte. Me chega agora a idéia de que somos um clã. Tal qual os clãs da Galiléia e do Egito Antigo.
Temos esse laço, esse elo que fortemente nos ata.
Discussões e desavenças podem surgir vez por outra, mas muito acima de tudo isso, reside o amor entre nós.
Eu andava triste por não contar com a mesma afetividade fora do núcleo familial. Mas estou certo ser mais por minha incapacidade de esquecer os eventos do passado e tocar adiante; uma vez sermos todos seres em crescimento. Estava preso a fatos evanescidos. E se ainda forem não tem mais a menor importância. Pois cada um tira de seu coração o que tem de melhor. Estou certo disso. Meu foco são meus atos.
Hoje, quando iniciaria a costumeira meditação de fim de dia, a Biblia me chamou a atenção, e a abri ao léu. Me deparei com um texto sobre a tristeza, essa cada vez menos sentida por mim, mas por vezes dá uma passadinha em meu coração, como a testa-lo. Justo a mim, com tanta gratidão pelo recebido da vida nestes cinco últimos anos; e mais intensamente nos dois últimos.
Mas quanto à tristeza a Biblia tem razão, vejamos:
22. Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos.
23. A alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais longa a sua vida.
24. Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e sê firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti,
25. pois a tristeza matou a muitos, e não há nela utilidade alguma.
26. A inveja e a ira abreviam os dias, e a inquietação acarreta a velhice antes do tempo.
27. Um coração bondoso e nobre banqueteia-se continuamente, pois seus banquetes são preparados com solicitude.
Fonte: http://www.bibliacatolica.com.br/01/28/30.php#ixzz24mhr1zpX
Na leitura desses itens, instintivamente voltei o olhar à imagem de Francisco de Assis, um exemplo de simplicidade e amor.
A Biblia que tenho, me foi presenteada faz muito tempo por uma aluna de informática, uma senhora de 70 anos. Toda ela convencionalismo. Eramos o contraste mais marcante.
Ao ver minha casa sem um exemplar sequer da Biblia, me perguntou se a tinha guardada em algum lugar da casa.
Diante da negativa, na semana seguinte recebi um presente e fiz a promessa de le-la de forma livre e esporádica.
Promessa em andamento como ocorreu no dia de hoje. Afinal onde está o bem e a sinceridade, é impossível que não encontremos o amor. Os itens acima são uma exaltação à vida, e à correção de atitudes.
Quem pode ser infeliz agindo de conformidade com as Leis Naturais, regentes do nosso destino?
Dona Dora sabia das coisas do bem, e ele é sempre bom.
Paulo Cesar Fernandes
27/08/2012
Ele era diferente?
Mas nem um pouco. Irmãos já se degladiavam por um maior destaque na mesma casa espirita. E tudo que hoje vejo e condeno já estava lá.
Eu era inocentão. E tinha uma confiança cega, em todos os habitantes do meu coração. Tudo isso se desenrolava bem diante de meus olhos, e eu nada via. Sempre debitei à maldade humana, as críticas feitas às minhas almas amigas.
Foram necessárias muitas pancadas da vida. E pancadas muito pesadas e doloridas. Desestruturantes mesmo.
Fora do Movimento Espirita, e dentro dele, para que eu viesse a acordar.
Sentir o Ego estilhaçado e ser o agente maior no processo de sua reconstituição.
Chegava na Nilce, a terapeuta, com muitas coisas escritas e já elaboradas. Maturadas!
Carl Gustav Jung e Erich Fromm foram dois nomes basilares nesse processo todo.
Tenho e li a obra toda de Fromm e grande parte do Jung, que chamo de vovô Jung. Nos conduz pela vida como um bondoso avô.
Me mostrou algo importante: eu e o mundo temos nosso lado obscuro, mas também temos nosso lado cristalino e luminoso.
Foi vital perceber de nossa humanidade, e enquanto humanos, nossa falibilidade.
Minha e dos demais.
Dentro e fora do Partido. dentro e fora do Centro Espírita.
A única instituição cujo amor sempre me foi incondicional foi a família. E nos momentos de maior dor. Quando crueldade humana fez ruir de vez minhas crenças nas instituições todas, foi o seio sereno e firme da familia meu regaço de energia e força para seguir lutando, e mantendo a certeza em alguma coisa. Em meu valor humano e intelectual.
Venho com insistência dizendo que:
"O amor sincero é a única coisa perene no(s) universo(s)".
E de onde nasceu tal convicção?
Do seio familiar.
E principalmente esse núcleo mais próximo que, mesmo não tendo o contato diário, tem um vínculo afetivo muito forte. Me chega agora a idéia de que somos um clã. Tal qual os clãs da Galiléia e do Egito Antigo.
Temos esse laço, esse elo que fortemente nos ata.
Discussões e desavenças podem surgir vez por outra, mas muito acima de tudo isso, reside o amor entre nós.
Eu andava triste por não contar com a mesma afetividade fora do núcleo familial. Mas estou certo ser mais por minha incapacidade de esquecer os eventos do passado e tocar adiante; uma vez sermos todos seres em crescimento. Estava preso a fatos evanescidos. E se ainda forem não tem mais a menor importância. Pois cada um tira de seu coração o que tem de melhor. Estou certo disso. Meu foco são meus atos.
Hoje, quando iniciaria a costumeira meditação de fim de dia, a Biblia me chamou a atenção, e a abri ao léu. Me deparei com um texto sobre a tristeza, essa cada vez menos sentida por mim, mas por vezes dá uma passadinha em meu coração, como a testa-lo. Justo a mim, com tanta gratidão pelo recebido da vida nestes cinco últimos anos; e mais intensamente nos dois últimos.
Mas quanto à tristeza a Biblia tem razão, vejamos:
22. Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos.
23. A alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais longa a sua vida.
24. Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e sê firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti,
25. pois a tristeza matou a muitos, e não há nela utilidade alguma.
26. A inveja e a ira abreviam os dias, e a inquietação acarreta a velhice antes do tempo.
27. Um coração bondoso e nobre banqueteia-se continuamente, pois seus banquetes são preparados com solicitude.
Fonte: http://www.bibliacatolica.com.br/01/28/30.php#ixzz24mhr1zpX
Na leitura desses itens, instintivamente voltei o olhar à imagem de Francisco de Assis, um exemplo de simplicidade e amor.
A Biblia que tenho, me foi presenteada faz muito tempo por uma aluna de informática, uma senhora de 70 anos. Toda ela convencionalismo. Eramos o contraste mais marcante.
Ao ver minha casa sem um exemplar sequer da Biblia, me perguntou se a tinha guardada em algum lugar da casa.
Diante da negativa, na semana seguinte recebi um presente e fiz a promessa de le-la de forma livre e esporádica.
Promessa em andamento como ocorreu no dia de hoje. Afinal onde está o bem e a sinceridade, é impossível que não encontremos o amor. Os itens acima são uma exaltação à vida, e à correção de atitudes.
Quem pode ser infeliz agindo de conformidade com as Leis Naturais, regentes do nosso destino?
Dona Dora sabia das coisas do bem, e ele é sempre bom.
Paulo Cesar Fernandes
27/08/2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
A mente oculta das plantas
A mente oculta das plantas
A ciência descobre o surpreendente domínio da consciência vegetal
Os corpos sutis
Se, no homem, essa percepção básica nem sempre parece ocorrer,
isso se deve ao filtro dos cinco sentidos, à força do pensamento
racional, que obscurece as demais funções psíquicas, e a todo um
condicionamento cultural, que determina o que deve ou não deve ser percebido. Como provaram outros experimentos, essa percepção a distância não é bloqueada por dispositivos de blindagem elétrica, como a gaiola de Faraday, nem por paredes de chumbo.
E Backster chegou a cogitar que ela não se limitaria aos organismos complexos, mas poderia descer aos níveis celular, molecular, atômico e até mesmo subatômico, perpassando toda a existência. Essa opinião ousada apresenta fortes afinidades com a hipótese da ressonância mórfica, do biólogo inglês Rupert Sheldrake, e com as revolucionárias descobertas sobre a consciência do psiquiatra checo Stanislav Grof (leia as reportagens "Ressonância mórfica: a teoria do centésimo macaco" e "Consciência sem limites", em Galileu, números 91 e 94,
respectivamente).
Em outras palavras, cada planta — para não dizer cada ente material — estaria associada a um invisível e impalpável campo de consciência. Tal idéia, que vem ganhando adeptos entre os
cientistas de vanguarda, converge com a visão de todas as grandes tradições espirituais da humanidade. Estas são unânimes em considerar a consciência como um dado primário da
existência e afirmam que, além de seus corpos físicos, os entes materiais são constituídos por uma série de "corpos sutis", encaixados uns dentro dos outros como bonecas russas.
As percepções descobertas por Backster e seus sucessores configurariam um esboço ou embrião daquilo que algumas tradições chamam de "corpo mental". Entre esse nível mais alto e o físico, as plantas, como todos os seres vivos, possuiriam um corpo intermediário, constituído pela rede de canais por onde flui a chamada "energia vital" (que corresponde ao prana dos indianos e ao qi dos chineses). Esse "corpo vital" é o objeto de práticas médicas como a acupuntura, que se destinam a desobstruir os canais e regularizar o fluxo da energia.
Vantagem econômica
A acupuntura em plantas vem sendo praticada com sucesso pelo médico Evaldo Martins Leite, presidente da Associação Brasileira de Acupuntura. Ele orientou, há cinco anos, uma pesquisa científica rigorosa, realizada pelo biólogo Alexandre Eustáquio de Sena, na Pontifícia Universidade Católica de Belo Horizonte, MG. Sena dividiu uma plantação de feijão em duas partes iguais,
tratando uma com acupuntura e mantendo a outra como grupo de controle. As plantas submetidas à acupuntura desenvolveram maior número de vagens, maior quantidade de grãos em cada vagem e maior peso por grão.
"Como ocorre nos homens e animais, os problemas de saúde que afetam os vegetais decorrem de um perturbação na circulação e distribuição do qi, a energia vital", explica Evaldo Martins Leite.
"Isso resulta de um desequilíbrio dos princípios yang e yin (masculino e feminino)." O acupunturista ensina que as áreas de ramificação das plantas — isto é, onde os galhos saem dos troncos ou os ramos saem dos galhos — são regiões de concentração de qi.
Os ângulos externos formados nesses lugares são yang e os internos, yin. "A energia yang é responsável pelo crescimento da planta. A yin, pela produção de flores, frutos e sementes. A
introdução de pregos, agulhas ou a simples raspagem das áreas correspondentes estimula um ou outro princípio e promove a função regida por ele", informa o acupunturista. Não é possível ativar as duas funções ao mesmo tempo.
A energia é uma só: se ela for desviada para o crescimento, a produção de frutos cairá, e viceversa.
Mas as vantagens — inclusive econômicas — oferecidas pela acupuntura em vegetais são importantes demais para serem tratadas como simples curiosidade.
Na Bahia, está em curso uma pesquisa visando aumentar a produção de látex nas seringueiras e o enraizamento dos toletes de cana-de-açúcar destinados ao plantio. Reconhecendo as dimensões sutis do mundo vegetal, o homem poderá estabelecer com ele um novo tipo de relacionamento, vantajoso para ambos.
Mente em plantas?
O que hoje chamo de protoespírito (fase anterior ao que podemos chamar de espírito), e antigamente chamava de princípio espiritual, ao que parece tem sensibilidade bem antes do imaginado por mim e exposto num trabalho apresentado no CPDoc (Centro de Pesquisa e Documentação Espirita) sobre o tema. Me valia do livro citado na reportagem, mas com certa dose de incerteza. Ao que parece minha incerteza era infundada. Todo ser vivo tem sensibilidade.
Segundo o antropologo e etnologo Levy-Bruhl em suas pesquisas com povos por ele denominados de primitivos, ou pelo menos portadores de uma mentalidade primitiva; tais povos seriam animistas, acreditavam que em tudo havia uma alma. Tal concepção reside também na mentalidade dos povos indigenas brasileiros. E ao que me parece, segundo depreendi de sua leitura, Giordano Bruno já propunha tais concepções.
Temos hoje, cientistas de ilibada seriedade, lidando com temas causadores de estranheza, ou de reticências a muitos de nós até pouco tempo.
Vejamos a primeira parte da reportagem:
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A mente oculta das plantas
A ciência descobre o surpreendente domínio da consciência vegetal
http://galileu.globo.com/edic/98/conhecimento5.htm
Por José Tadeu Arantes
jtadeu@edglobo.com.br
Segundo o antropologo e etnologo Levy-Bruhl em suas pesquisas com povos por ele denominados de primitivos, ou pelo menos portadores de uma mentalidade primitiva; tais povos seriam animistas, acreditavam que em tudo havia uma alma. Tal concepção reside também na mentalidade dos povos indigenas brasileiros. E ao que me parece, segundo depreendi de sua leitura, Giordano Bruno já propunha tais concepções.
Temos hoje, cientistas de ilibada seriedade, lidando com temas causadores de estranheza, ou de reticências a muitos de nós até pouco tempo.
Vejamos a primeira parte da reportagem:
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A mente oculta das plantas
A ciência descobre o surpreendente domínio da consciência vegetal
http://galileu.globo.com/edic/98/conhecimento5.htm
Por José Tadeu Arantes
jtadeu@edglobo.com.br
As plantas são capazes de perceber agressões à vida praticadas do outro lado da parede. E parecem ter consciência até mesmo de intenções ocultas na mente humana. Essa fantástica revelação — que foi tema do livro A Vida Secreta das Plantas, de Peter Tompkins e Christopher Bird, e inspirou o álbum de mesmo nome do compositor e cantor Steve Wonder — vem sendo confirmada por pesquisas científicas realizadas no Brasil. Ela faz parte de um conjunto de descobertas que deverá revolucionar a visão de mundo do próximo século e apontam para um relacionamento mais harmonioso entre o homem e a natureza.
Os xamãs — homens de conhecimento das comunidades préhistóricas — já sabiam que, por trás de seu aparente torpor, as plantas possuem uma vida secreta, cheia de percepções e atividades. Esse mundo oculto foi contactado, desde então, por visionários de diferentes épocas e lugares, como o místico alemão Jacob Boehme (1575-1624), que dizia ser capaz de penetrar a consciência das plantas.
A ciência materialista, porém, preferiu descartar esse tema, que desafiava sua limitada descrição da realidade. Ele co ntinuaria provavelmente ignorado se, em 1966, uma descoberta casual não tivesse rompido essa conspiração de silêncio. Naquele ano, Cleve Backster, então o maior especialista americano em detecção de mentiras, teve a estranha idéia de fixar os eletrodos de um de seus detectores numa folha de dracena, espécie tropical utilizada como planta ornamental.
Ele foi movido pela simples curiosidade, mas o que encontrou abalaria os fundamentos da visão de mundo dominante. Backster suspeitava que a planta reagisse a agressões reais à sua integridade física. Mas não podia imaginar que a simples idéia dessas agressões provocasse saltos violentos nos gráficos traçados pelo aparelho. Pois foi exatamente o que aconteceu quando ele pensou em queimar uma das folhas da dracena.
E voltou a acontecer quando se aproximou dela com uma caixa de fósforos, disposto a levar sua intenção à prática. A planta parecia ler o seu pensamento e sabia distinguir as ameaças reais da mera simulação.
Sem querer, Backster abrira a porta que dava entrada a uma realidade totalmente inesperada — e desconcertante.
A grande novidade do experimento foi ter propiciado um acesso direto às percepções das plantas sem a intermediação de sensitivos humanos: não era preciso ser paranormal para contactar o mundo da consciência vegetal. Esse ponto de vista foi reforçado, em julho último, por uma pesquisa feita na Universidade de Gant, na Bélgica.
Valendo-se de imagens em infravermelho, o pesquisador Dominique van der Straeten e sua equipe descobriram que as folhas de tabaco têm a capacidade de reagir com uma espécie de febre quando infectadas por certos tipos de vírus. Como relatado no jornal Nature Biotechnology, as folhas sofreram um aumento de temperatura de até 0,4 grau Celsius, oito horas antes dos efeitos dos vírus se manifestarem, num processo "fisiológico" semelhante ao do corpo humano.
Percepção básica
Atento a tais descobertas, um brasileiro resolveu fazer uma investigação parecida. Trata-se do engenheiro Arlindo Tondin, mestre em eletrônica pela Universidade de Nova York e um dos fundadores da Faculdade de Engenharia Industrial, de São Bernardo do Campo, SP.
Tondin fixou eletrodos próximo à raiz e num dos galhos de um limoeiro.
"Verifiquei que havia, entre os dois pontos, uma diferença de potencial elétrico da ordem de microvolts", informa. "Eu já desconfiava que a ascensão da seiva estivesse associada a um fenômeno elétrico e, para confirmar isso, liguei aos eletrodos uma pilha de 1,5 volt, de modo a intensificar a corrente na região. Resultado: os frutos do galho onde estava o eletrodo ficaram maiores e amadureceram mais rápido que os demais."
Estava provada a tese da seiva. O próximo passo era averiguar como as agressões externas afetavam a corrente elétrica que circula na planta. Para isso, o engenheiro utilizou um osciloscópio de raios catódicos de alta sensibilidade. "Conectei o osciloscópio aos eletrodos e, com uma vela, comecei a queimar algumas folhas. A resposta foi quase imediata: a imagem da tela do osciloscópio, que estava estacionária, passou a apresentar intensas variações." Tondin espantou-se com a reação provocada por seu ato. "Comecei a questionar até que ponto eu tinha o direito de agredir o vegetal e a natureza. E resolvi interromper a pesquisa."
O engenheiro convenceu-se da seriedade dos experimentos descritos em A Vida Secreta das Plantas. Num deles, também realizado por Backster, três plantas reagem à matança de camarões, cometida numa outra sala. Essa investigação foi conduzida com os cuida dos que caracterizam as melhores pesquisas científicas:
1. foram escolhidos, como vítimas, animais de grande vitalidade, pois já tinha sido notado que seres doentes ou a caminho da morte não eram capazes de estimular as plantas a distância;
2. para evitar que a subjetividade dos pesquisadores influísse nos resultados, os camarões eram despejados numa vasilha de água fervente por um mecanismo automático, longe das vistas de qualquer ser humano;
3. eliminaram-se as possibilidades de que o próprio funcionamento do mecanismo ou eventuais perturbações eletromagnéticas afetassem a forma dos gráficos;
4. as plantas, monitoradas por detectores, foram colocadas em três salas diferentes, submetidas às mesmas condições de temperatura e iluminação.
A análise dos gráficos mostrou que as plantas reagiam intensa e sincronizadamente à morte dos camarões — numa proporção que excluía qualquer hipótese de uma flutuação puramente casual das variáveis elétricas. Backster sentiu-se respaldado para formular a tese de que os vegetais, como todo organismo vivo, dispõem de uma percepção primária que lhes permite detectar, a distância, qualquer agressão à vida.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Reflexão 22 08 2012 - Revolução dos Neurônios
Envolvido que estou em questões sociais e mais especificamente na compreensão de nossa sociedade, e na luta pelo socialismo no mundo. Que velhos homens dizem estar morto e ultrapassado. Velhos homens de poucos anos vividos, mas velhos pois nada mais tem de ideais. Seres mortos, zumbis a usar os Meios de Comunicação de Massa. Não percebem o quanto o mundo precisa do Socialismo. O mundo precisa do Socialismo, na mesma medida em que o homem precisa da Filosofia.
Caminhos retos e dignos em ambos os casos. Atentar à sociedade descrita por Wallace.
Texto trazido do site PENSE.
Idéia original de José Rodrigues e Eugênio Lara.
O Espiritualismo e a Obrigação Social
Escreve: Alfred Russell Wallace (1823-1913)
Em: São Vicente, maio de 2004
Traduzido do original “Spiritualism and Social Duty”, de 1898.
Leia comentário do prof. Martin Fichman, York University, Ontário, no pé deste artigo.
Companheiros e amigos espiritualistas,
Nos últimos 10 anos tenho dado atenção a outros assuntos que não o Espiritualismo e, a menos de três anos, em uma nova edição de meus escritos sobre o assunto, eu declarei minhas firmes convicções com relação à realidade e importância de nossas dúvidas e a inutilidade de todos os argumentos de meus oponentes. Não tenho, portanto, nada a dizer a vocês sobre o Espiritualismo propriamente dito mas aproveitarei esta oportunidade para apresentar algumas observações sobre o que me parece ser a relação de nossas crenças como espiritualistas com o assunto que atualmente ocupa meus pensamentos a maior parte do tempo – como fazer a grande massa emergir dessa terrível situação, difícil de se livrar, em que se encontra agora, de não ter dinheiro ou posses, vivendo de forma infeliz, sem perspectiva de mudança,
trabalhando longas horas pelo mínimo de subsistência, vidas encurtadas, sem ter prazer por nenhum dos refinamentos da arte ou apreciação pela natureza, sendo esses últimos essenciais ao desenvolvimento do ser humano.
Num trabalho publicado há algumas semanas, provei que assim é, hoje, a condição de uma grande proporção de nosso povo, apesar de um aumento da riqueza e do poder gerador de riqueza melhor visto na história do mundo, aceitável, se adequadamente utilizado, para dar não apenas abundância, mas conforto, luxo e amplo lazer a todos. Sobre essas questões, entretanto, não direi mais nada. Apenas pedirei vossa atenção a algumas observações sobre o que eu considero ser a relação entre Espiritualismo e Dever Social.
As novas doutrinas - fundamentadas quase que totalmente nos ensinamentos do Espiritualismo moderno, embora sejam agora amplamente aceitas, até entre não espiritualistas – são exatamente o reverso de tudo isso. Elas são baseadas na concepção de continuidade mental e moral; que não há castigos impostos; que
crenças dogmáticas são absolutamente sem importância, com exceção até agora na medida em que afetam nossas relações com nossos próximos; e que as formas e cerimônias e os complexos rituais da maioria das religiões são igualmente sem importância. Por outro lado, o que realmente importa são os motivos e as ações que deles resultam e tudo o mais que desenvolve e exercita por completo a natureza mental, moral e psíquica, resultando em vidas felizes e saudáveis para todo ser humano. A vida futura será simplesmente a continuação do presente, sob novas condições; e suas alegrias ou infortúnios dependerão de como aperfeiçoamos tudo o que temos de melhor em nossa natureza humana.
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Reflitamos pois sobre nossa ação no tocante a um mundo possível de ser melhor. Quando digo melhor significo JUSTO.
Tenho lutado pela Revolução. Sempre lutei na vida, desde minha adolescência pela Revolução Socialista. Hoje porém, a Revolução que preconizo deixou de lado as armas metálicas. Desgraça da humanidade, causa de guerras inventadas e engendradas pelas Grandes Potências Mundiais visando o lucro e a "higienização do planeta" fazendo sucumbir as populações pobres.
Preconizo a Revolução dos Neurônios. Esta sim!
Apenas através da Razão, e da Sagacidade no processo pedagógico seremos capazes de trazer a Sociedade Socialista sonhada por tantos idealistas e tantos mártires na História da Humanidade.
A Pedagogia Sagaz não é apenas possível, porém necessária.
Sagaz como Paulo Freire, Amilcar Cabral, Darcy Ribeiro, Boaventura de Souza Santos e alguns outros que honram a atividade pedagógica.
O oportunismo, tão combatido por Amilcar Cabral, não é sagacidade, é outra coisa.
Paulo Cesar Fernandes
22/08/2012
sábado, 18 de agosto de 2012
Reflexão 18 08 2012 - Outras perdas
Perdas de companheiros valiosos
18/08/2012
Perdas, outras perdas.
Nunca, como hoje, me tocou a situação das pessoas conhecidas que perderam seus companheiros.
Companheiro é aquele homem que está integralmente do lado da mulher. Não apenas fisicamente mas espiritualmente também.
Nada diferente disso lhe passa pela cabeça.
Pactuam projetos de vida.
Voltados para a mulher e para a familia. Sua familia e familia da esposa, são homens que somam, engrandecem a vida; a sua, e a de todos aqueles com os quais tem a oportunidade de conviver.
Em outro aspecto, numa outra ótica, mas esses são também os imprescindíveis de Bertold Brecht. Imprescindíveis.
Todo homem pode te-los como exemplo na mais profunda tranquilidade.
Não é sem razão o esvaziamento da vida das mulheres, um vácuo, uma justa tristeza.
Sim. Seguem sua vida. Continuam tocando suas atividades.
Mas o mundo lhes ficou diferente. Perdeu um ponto referencial, um ponto de apoio, um amor em última instância. E isto é forte.
O que mais quero, mais desejo com sinceridade, é cada uma dessas heroínas se superando cada vez mais, pois elas todas são merecedoras do respeito e do carinho de todos nós.
Se nós, amigos e admiradores desses homens, lhes sentimos a ausência, é possível imaginar o impacto sofrido por cada uma dessas mulheres.
Aqui. De longe. Me cabe aplaudir e abraçar a cada uma delas com o que houver de melhor em meu coração.
Paulo Cesar Fernandes18/08/2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Espelho de ver verdades
Nele eu me vejo África
"Mas eu tenho um espelho cristalino
Que uma baiana me mandou de Maceió."
Alceu Valença (Romance da Bela Ines
Sabe tudo da materialidade e da imaterialidade também.
Todos temos a imaterialidade da África pegada em nós
Mormente no Brasil, deste povo chocolate e mel.
Doce povo brasileiro.
Doce Pedro Casaldaliga
Doce Herculano Pires.
Por que negar a espiritualidade africana?
Por que negar nossa ancestralidade?
Somos todos, somos um.
Preconceito não pode imperar
O terreiro é a cidade e a cidade é o terreiro.
É assim, e assim sempre será.
Paulo Cesar Fernandes
17/08/2012
"Mas eu tenho um espelho cristalino
Que uma baiana me mandou de Maceió."
Alceu Valença (Romance da Bela Ines
Sabe tudo da materialidade e da imaterialidade também.
Todos temos a imaterialidade da África pegada em nós
Mormente no Brasil, deste povo chocolate e mel.
Doce povo brasileiro.
Doce Pedro Casaldaliga
Doce Herculano Pires.
Por que negar a espiritualidade africana?
Por que negar nossa ancestralidade?
Somos todos, somos um.
Preconceito não pode imperar
O terreiro é a cidade e a cidade é o terreiro.
É assim, e assim sempre será.
Paulo Cesar Fernandes
17/08/2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Adversários
O ideal é que não os tenhamos, mas por vezes os vemos onde eles não existem.
E por vezes eles são reais e nos combatem.
Num ou noutro caso bola prá frente que o jogo é de campeonato!!!
Emmanuel em Instrumentos do Tempo fala sobre os adversários:
Às vezes, fustigando aqueles que nos ofendem, a pretexto de servirmos à verdade, quase sempre faltamos ao nosso dever de amor.
Nem todos podem enxergar a vida por nossos olhos ou aceitar o mapa da jornada terrestre, através da cartilha dos nossos pontos de vista.
Usemos o amor que o Mestre nos legou, se desejamos a paz na Vida Maior.
Compreendamos aos que nos ofendem.
Oremos pelos que nos perseguem ou caluniam.
Amparemos os que nos perturbam.
Quantas vezes nos pegamos equivocadamente ferindo as pessoas. E a palavra dita não tem como puxar de volta. Bem como uma mensagem eletrônica, e-mail. Não tem barbante que o puxe depois de enviado.
Dessa forma, é melhor pensar muito bem antes de escrever um texto. Antes de se enrubescer de raiva e sair detonando as pessoas. Admito as besteiras que fiz. Humano sou.
Não importa se as pessoas mereçam ou não mereçam uma resposta ríspida.
Importa pensar e lutar pela nossa paz. Ela vale ouro.
Se alguém se equivocou conosco, esqueçamos.
Vale a pena lembrar uma antiga música dos Novos baianos:
Dê Um Rolê (Escute/Veja)
Composição: Moraes Moreira / Galvão
Cantores: Novos Baianos e Gal Costa
Não se assuste pessoa
se eu lhe disser que a vida é boa
não se assuste pessoa
se eu lhe disser que a vida é boa
Enquanto eles se batem,
dê um rolê e você vai ouvir
Apenas quem já dizia,
Eu não tenho nada
Antes de você ser eu sou
Eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
E só vou beijar no rosto de quem me dá valor
Pra quem vale mais o gosto do que cem mil réis
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
Pode nem ser exatamente isso, mas é bem por aí.
Que a vida é boa é boa.
E é preciso ser amor da cabeça aos pés.
E com toda a gente. Peito aberto ao mundo. E pá!
Bate a tal da felicidade, bate sim.
Paulo Cesar Fernandes
14/08/2012
E por vezes eles são reais e nos combatem.
Num ou noutro caso bola prá frente que o jogo é de campeonato!!!
Emmanuel em Instrumentos do Tempo fala sobre os adversários:
Às vezes, fustigando aqueles que nos ofendem, a pretexto de servirmos à verdade, quase sempre faltamos ao nosso dever de amor.
Nem todos podem enxergar a vida por nossos olhos ou aceitar o mapa da jornada terrestre, através da cartilha dos nossos pontos de vista.
Usemos o amor que o Mestre nos legou, se desejamos a paz na Vida Maior.
Compreendamos aos que nos ofendem.
Oremos pelos que nos perseguem ou caluniam.
Amparemos os que nos perturbam.
Quantas vezes nos pegamos equivocadamente ferindo as pessoas. E a palavra dita não tem como puxar de volta. Bem como uma mensagem eletrônica, e-mail. Não tem barbante que o puxe depois de enviado.
Dessa forma, é melhor pensar muito bem antes de escrever um texto. Antes de se enrubescer de raiva e sair detonando as pessoas. Admito as besteiras que fiz. Humano sou.
Não importa se as pessoas mereçam ou não mereçam uma resposta ríspida.
Importa pensar e lutar pela nossa paz. Ela vale ouro.
Se alguém se equivocou conosco, esqueçamos.
Vale a pena lembrar uma antiga música dos Novos baianos:
Dê Um Rolê (Escute/Veja)
Composição: Moraes Moreira / Galvão
Cantores: Novos Baianos e Gal Costa
Não se assuste pessoa
se eu lhe disser que a vida é boa
não se assuste pessoa
se eu lhe disser que a vida é boa
Enquanto eles se batem,
dê um rolê e você vai ouvir
Apenas quem já dizia,
Eu não tenho nada
Antes de você ser eu sou
Eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
E só vou beijar no rosto de quem me dá valor
Pra quem vale mais o gosto do que cem mil réis
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
Pode nem ser exatamente isso, mas é bem por aí.
Que a vida é boa é boa.
E é preciso ser amor da cabeça aos pés.
E com toda a gente. Peito aberto ao mundo. E pá!
Bate a tal da felicidade, bate sim.
Paulo Cesar Fernandes
14/08/2012
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