quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Evocações

Evocações


Acabo de assistir, para registro, ao programa "Encuentro en el Estudio" do Canal Encuentro da TV Argentina. HERMOSO!


Esse terceiro programa, da Primeira Temporada, tem como convidada Liliana Herrero. Uma mulher que, pela doçura, me lembra Mercedes Sosa, e em alguns momentos sua forma de cantar também.

Digno de nota é o seguinte:

Ao fim do programa, Lalo Mir, apresentador e condutor pergunta:


Lalo_ Alguma noite, na beira do rio, já pensastes o que vai ocorrer com a música no futuro (más allá del tiempo)?


Liliana_ ... temos vozes que nos estão inspirando, que estão atrás no tempo, e adiante nos estão esperando: Gardel nos está esperando; Garcia nos está esperando; Espineta nos está esperando; Atahualpa Yupanqui nos está esperando; isso eu creio, isso eu creio, de verdade.  Me emocionei! Olha que tonta!


Lalo_ Eu também!


Se abraçam fortemente! Há um clima de emoção no estúdio. E admito, em minha casa.


Nota: Todos os nomes por Liliana citados eram de artistas já desencarnados.


O que ocorreu em minha leitura deste fato?

Como venho lendo sistemáticamente o "Livro dos Médiuns" de Allan Kardec e "Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita" do mesmo Kardec, tomo o fato ocorrido no programa televisivo como um momento de Evocação de todos aqueles espíritos. Os dois livros tratam, em algum momento, da questão da Evocação dos espiritos, e esta se pode dar através do pensamento apenas, ou através da enunciação de seus nomes. Isso mais na tiptologia, mas podemos ampliar para vinculos entre seres pensantes e sensíveis. E a arte é para seres sensíveis.


É evidente. Alguns, capazes de ali estar, não deixaram de se aproximar, e a sensibilidade das pessoas no estúdio os captou.


Mesmo nós. Com todas as limitações ainda presentes, podemos, num momento ou outro, ter entre nós nossos familiares amados, e espiritos de similaridade de tendências. no meu caso espíritos ligados ao conhecimento, ao socialismo, à arte, tendo como principal dentre elas a música mesmo.


Não me parece descabido, pensar na descoberta desses programas como intuíção recebida. Afinal, vivo voltado para minha familia, a música, a filosofia, e agora aos amigos de diversos paises de minha HispanoAmérica tão amada. Que Espíritos Hispanicos se aproximen de meu Lar, nada de mais vejo nisto, na medida em que abro minha casa intencionalmente a espíritos dessas áreas de atuação.


São bemvindos, incentivados a trazer outros espiritos também benevolentes para compor o nosso grupo. Não os vejo, mas desfruto de um momento muito especial, ao final de cada tarde desde o inicio de 2012.


Tudo teve inico com a doença e desencarne de meu cunhado em 2011. Esse hábito de parar para meditar, vincular o pensamente mais acima da materialidade reinante. Etapas foram vencidas. Esquecimento de pontos desagradáveis do passado. Isso ocorreu em 2012, ano focal de ordenamento dessa forma de viver.


Em tudo Livre, e em tudo cauteloso.


Coisa jamais ocorrida em minha vida. Uma nova etapa se iniciou e a tenho em alta conta. Cultivo as lembranças positivas do passado como passado; tal e qual os amores do passado. Lá estão e lá devem ficar. Nada mais a ver com o presente.


Agora é outro momento e estar aberto ao novo, ao belo capaz de eclodir é uma perspectiva luminosa.


Sensível de ver: meu Lar como Oficina de Planejamento de atividades, desde que atividades benevolentes.


Peço apenas a presença de espíritos benevolentes das distintas áreas. Sem restrições e preocupações com relação à sua forma de pensar: católica de todas vertentes; umbandistas como a minha negra amiga de séculos; espíritas de todos os matizes, etc.


Imponho aos convidados apenas dois pontos: Sinceridade de propósitos; estar fortemente voltados para o Bem Maior, o bem de toda a humanidade (ou a um número maior de pessoas, como propunha Kant, segundo LucFerry). Disso cuidam os amigos que creio ao meu redor. O bem estar de cada momento desses me leva a crer em seu trabalho.


Não evoco nominalmente a nenhum, mas minhas leituras são elementos indutores de algo. Professores e aprendizes como eu, podem circular livremente neste Lar aberto a isso.


E não há perigo, pois onde se estabelece o Bem,
um espaço energético se cria, e a defesa aí está.


Estou com Kardec, quando propunha pequenos e múltiplos pontos de luz espalhados por todas as cidades. Busco deste Lar fazer uma dessa pequenas luzinhas.


O que vejo de enriquecedor nisso é a multiplicidade de formas de construção mental capazes de se estabelecer. Diversas ideologias não em conflito, porém em complementaridade, e acima de tudo nada de competitividade. Algo de um passado a esquecer. Síntese do pensamento capitalista neoliberal, infelicitante de milhões e milhões de criaturas, famílias e países ao longo do mundo.


A libertação das instituições é o primeiro passo para um Espiritismo Libertário, e quem sabe mais produtivo, pois livre das amarras dos regramentos institucionais. A parte chata da burocracia das instituições.


Faço votos, que iniciativas como a minha, possam se reproduzir ao longo do país, pois a muito ajudaria em cidades como São Paulo, incapazes de permitir ao cidadão um planejamento de vida, onde os horários possam ser cumpridos à risca. Por vezes chegar ao Centro Espírita é um tormento. Morando no Jaguaré frequentei o "Obreiros do Senhor"  em Osasco, nem sempre foi simples chegar. Aliás, foi nessa casa que desenvolvi a psicofonia e a psicografia. No COEM.


Fica aqui como sugestão, para espíritos capazes de se desvencilhar de verdades ortodoxas dos Tempos Sólidos (Bauman), se adaptando a um outro tempo, nem melhor nem pior, apenas diferente, exigindo novos parâmetros no nosso dia a dia.


Como sempre digo, não creio em verdades, dessa forma lanço idéias. Apenas idéias. Pequenas sementes a cair nos mais diferentes terrenos.


Serei mais feliz ainda se alguma semente frutificar. Pois "O semeador sae a semear. A colheita será dos que lhe virão atrás."


Eu passo! Até porque tenho pouco tempo pela frente. E devo bem usá-lo. Corajosamente criativo.


Modestidade aqui, seria de imensa falsidade.

Eu chuto a modestidade bem prá longe.

Prefiro jogar limpo, como sempre fiz. Dizendo minhas idéias, sem papas na língua, e acatando a aceitação ou rejeição das mesmas.

Nunca fiz por agradar a ninguém. Os elogios sempre saíram da mesma forma que as críticas, sinceros. Tenho apenas compromisso com minha consciência. Nada. Nada mais mesmo.

Aguardo o silêncio costumeiro!

Paulo Cesar Fernandes

22  02  2013

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Reflexão 09 02 2013 Aceitação

Estava em prece, bem agora.


E durante esse processo, um número imenso de pessoas passaram por minha lembrança. De início os familiares, passando por amigos dos mais diversos locais. Inclusive da primeira empresa da área de informática em que trabalhei, onde aprendi muita coisa com um gerente paciente e bom, não apenas comigo, mas com todos.


Ao pensar em todas essas pessoas de quem gosto, e cuja ausência já se perde no tempo, uma frase do Pai Nosso me veio à mente, e definiu de forma clara a postura correta diante dessas perdas naturais da vida:


"Seja feita a tua vontade
Assim na Terra..."



Pois a saudade bate. E bate forte. Principalmente lembrando de tantos benfeitores, no curto espaço desta encarnação. Saudade e gratidão a todos.


Hoje, eu não vejo a frase ensinada por Jesus, se assim o foi, como um elemento de submissão. A nada e a ninguém. Mas, muito pelo contrário, uma postura de compreensão da Vida, e das Leis Naturais regentes de cada momento dessa mesma Vida.
~

Compreender os fenômenos existenciasis, é estar cada vez mais em conformidade com essas Leis. E o fato de não nos aborrecermos ou revoltarmos ante cada novo fato, cada novo desafio, ou cada nova perda é um elemento engrandecedor da nossa forma de viver.


Onde nos leva a revolta?


Em todas as circunstâncias da vida, a revolta apenas promove a perda de nossa energia. Uma energia capaz de ser positivamente utilizada.


Revolta, o ódio, inveja, orgulho, vaidade são fenômenos interiores capazes de nos roubar muita, mas muita energia mesmo. E na economia existencial vale a pena pensar um pouco mais nisso. Dotar nosso viver de uma outra forma de encarar cada um dos problemas.


Nem tudo é tão feio quanto nos parece no primeiro momento. Se algo novo se apresenta, e o medo faz mensão de chegar.


Aguardemos.


O tempo, se mantivermos a serenidade, tem a capacidade de abrir novas perspectivas de um momento para outro.


O impossível, num estalo acaba possível, viável e de fácil ordenamento.


Por que não pensei logo nisso?

Quem nunca usou essa expressão?


Seja por uma solução por nós mesmo encontrada, ou trazida por uma pessoa amiga.


Dado o conhecimento do espírito, e de sua imortalidade; nem a morte é capaz de destruir o equilíbrio de nosso viver.


Sabemos. Nossos corpos são finitos. Mas nós já viemos de outras, e seguiremos para outras oportunidades de aperfeiçoamento através da encarnação.


Assim. Peito aberto para a Vida. Confiança. Positividade.


A nossa trajetória é ascencional. E todos somos inacabados. Todo novo desafio, tão somente nos acrescentará. Essa é a Lei.


Paulo Cesar Fernandes

09  02  2013  

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Reflexão 07 02 2013 Da origem do perigo

Mario Sérgio Cortella é um filósofo e teólogo por quem tenho grande respeito. Não apenas por seus inegáveis valores éticos e intelectuais; bem como pelo fato de ter trabalhado com o Professor Paulo Freire, e o substituido na Secretaria Municipal de Educação da Cidade de São Paulo, quando da necessidade de afastamento do
Mestre.


Chamo Mestre pois assim se refere a ele Mário Sérgio, e sempre lhe reverencia a bondade e sua capacidade de ensinar sem ferir.


Mário Sérgio, se referindo ao tempo em que estamos e o comparando ao passado diz:


_ Antigamente, quando estavamos na rua tarde da noite, e ouviamos o barulho de alguém se aproximando, temíamos fosse uma "assombração"; e nos sentiamos aliviados ao perceber se tratar de um humano como nós.

Ocorre mais recentemente um fenômeno estranho.

Ao ouvir os passos de alguém entramos em alerta.

Temerosos de sermos assaltados.


Quando a pessoa passa e nada ocorre nos sentimos aliviados. As "assombrações" deixaram de ser uma das nossas preocupações.




Talvez minha memória não tenha registrado o texto em sua integralidade, mas a idéia é essa: os espiritos, nos tempos que correm, causam menos medo que os encarnados.


Isto me veio à mente pois na leitura do Livro dos Médiuns de Allan Kardec, quando trata das Comunicações Visuais, cita um fato interessante. Trago todo o contexto, para que o leitor deste se posicione:


Allan Kardec - Livro dos Médiuns
Capítulo VI - Das Manifestações visuais.


Temos Kardec questionando a Erasto.
E opinando através das Notas.


7ª Que inconveniente haveria em ser permanente e geral entre os homens a possibilidade de verem os Espíritos? Não seria esse um meio de tirar a dúvida aos mais incrédulos?


"Estando o homem constantemente cercado de Espíritos, o vê-los a todos os instantes o perturbaria, embaraçar-lhe-ia os atos e tirar-lhe-ia a iniciativa na maioria dos casos, ao passo que, julgando-se só, ele age mais livremente. Quanto aos incrédulos, de muitos meios dispõem para se convencerem, se desses meios quiserem
aproveitar-se e não estiverem cegos pelo orgulho. Sabes multo bem existirem pessoas que hão visto e que nem por isso crêem, pois dizem que são ilusões. Com esses não te preocupes; deles se encarrega Deus."



NOTA. Tantos inconvenientes haveria em vermos constantemente os Espíritos, como em vermos o ar que nos cerca e as miríades de animais microscópicos que sobre nós e em torno de nós polulam. Donde devemos concluir que o que Deus faz é bem feito e que Ele sabe melhor do que nós o que nos convém.



8ª Uma vez que há inconveniente em vermos os Espíritos, por que, em certos casos, é isso permitido?


"Para dar ao homem uma prova de que nem tudo morre com o corpo, que a alma conserva a sua Individualidade após a morte. A visão passageira basta para essa prova e para atestar a presença de amigos ao vosso lado e não oferece os Inconvenientes da visão constante."



9ª Nos mundos mais adiantados que o nosso, os Espíritos são vistos com mais freqüência do que entre nós?


"Quanto mais o homem se aproxima da natureza espiritual, tanto mais facilmente se põe em comunicação com os Espíritos. A grosseria do vosso envoltório é que dificulta e torna rara a percepção dos seres etéreos."



10ª Será racional assustarmo-nos com a aparição de um Espírito?


"Quem refletir deverá compreender que um Espírito, qualquer que seja, é menos perigoso do que um vivo. Demais, podendo os Espíritos, como podem, ir a toda parte, não se faz preciso que uma pessoa os veja para saber que alguns estão a seu lado. O Espírito que queira causar dano pode fazê-lo, e até com mais segurança,
sem se dar a ver. Ele não é perigoso pelo fato de ser Espírito, mas, sim, pela influência que pode exercer sobre o homem, desviando-o do bem e impelindo-o ao mal."




NOTA. As pessoas que, quando se acham na solidão ou na obscuridade, se enchem de medo raramente se apercebem da causa de seus pavores. Não seriam capazes de dizer de que é que têm medo. Muito mais deveriam temer o encontro com homens do que com Espíritos, porquanto um malfeitor é bem mais perigoso
quando vivo, do que depois de morto. Uma senhora do nosso conhecimento teve uma noite, em seu quarto, uma aparição tão bem caracterizada, que ela julgou estar em sua presença uma pessoa e a sua primeira sensação foi de terror. Certificada de que não havia pessoa alguma, disse:


"Parece que é apenas um Espírito; posso dormir tranqüila."

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Vejo grande similitude/semelhança entre o que nos coloca Mário Sérgio Cortella e o narrado por Allan Kardec.


Paulo Cesar Fernandes

07  02  2013

Reflexão 07 02 2013 Trajetória


_ Nos momentos mais difíceis, filho, agarra-te com Deus. Ele nunca nos desampara.


O tempo passa. Nossas concepções se transformam. Ganham novas envergaduras. Rompem com todas as possíveis crenças.


Mas as palavras sinceras, saídas de um coração materno, calam fundo o coração de um filho. São palavras que entalham nosso espírito, dando-lhe uma forma; e muito além de uma morfologia estabelecem uma diretriz. No meu caso a diretriz do espiritismo como uma das fontes de conhecimento.


Eu o coloco entre tantas outras fontes de conhecimento, formadoras de minha personalidade: a concepção espírita; a concepção socialista; a concepção terceiromundista; hispanoamericana; etc.


E, a cada ano, novas possibilidades se me apresentam, para uma mudança de rumo, de rota; ou, a reafirmação da rota até a data trilhada. Sempre pautada pelos conceitos de certo e errado ministrados no mais remoto de minha memória.


_ Isso não se pode fazer filho, afinal a casa não é nossa, é alugada. Seu Aires vai se aborrecer conosco. - Quando eu desenhava nas paredes da casa.



Hoje. Aos 61 anos. sou a somatória dos conceitos dos primeiros anos, e das transformações efetivadas pelas centenas e centenas de leituras de minha trajetótia.


Mas sou um espirito inacabado. Ainda, e sempre inacabado.



Estou convicto disto. Muito mais há a agregar nesses conceitos todos, formadores do meu estofo intelectual. Talvez coisas inimaginadas por mim neste momento.



A Vida, na sua capacidade de me trazer surprezas, aprontará mais uma das suas; me trazendo um outro cantor, um outro filósofo, um outro sociólogo; melhor ainda, uma outra companheira, capaz de vir com elementos novos à nossa jornada. Pois não será correto e justo, seguir com uma companheira, mantendo a mentalidade de
solitário. Reaprenderei a viver a dois.



Essas coisas acima escritas, são apenas idéias brotantes de um momento de meditação dentre tantos. Instantes de cada tarde, dedicados a algo muito distante da materialidade. Espaço de mergulho no universo da abstração, capaz de se dar através do estudo do espiritismo, de um livro de mensagens, de um texto de sociologia e arte, da letra de uma canção. Mas, por certo, momentos em que eu, consciente disso, me projeto fora da corporeidade característica em todos nós e me vejo projetado na mais pura espiritualidade.



Momentos de comunhão com um Bem muito maior, apenas me deixo envolver em tudo isso, pois tenho a certeza na benevolência de quem me acompanha.



Paulo Cesar Fernandes

07  02  2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Transcender

Da necessidade de transcendência.


_ O ser humano transcende?
_ Sim.



_ E por que razão?
_ Por ter certeza de sua finitude. É o único animal cuja finitude lhe agasta a existência desde tempos
imemoriais. Sabe da morte e a teme. Digam o que digam. Seja qual seja sua forma de pensar, o homem teme a morte.


Nem sempre a morte em si, mas ao sofrimento que a antecede. Vemos o sofrimento dos nossos semelhantes, amigos e parentes. Vemos a sua morte e sofremos. Sofremos sua ausência. A dor cortante da ausência dos nossos. Dos nossos avós. Dos nossos tios e nossos pais.


E vemos a coisa se aproximar de nós.


Uma amiga se vai. Um amigo. Tão novo aos nossos olhos.


Essa angústia arroja o homem na busca da transcendência.


E a melhor forma de transcender, na minha opinião, é a busca da espiritualidade, de tudo aquilo contraposto à materialidade: a arte; o pensamento abstrato da matemática e das ciências; a filosofia; e até
mesmo alguma concepção religiosa, seja ela qual seja, é capaz de fazer o homem transcender.


E nesse processo de transcendência o homem ganha outra forma de ver a vida, e de se postar diante das dificuldades.


É o momento de força, de coragem, de instituição de outros parâmetros existenciais.


Parece um nada dizendo assim. Mas é muito. Pois revalora a existência. Dá-lhe um outro sentido.


Todos os pensadores foram homens transcendentes. Sua obra, sua criação, é a marca dessa transcendência e da necessidade de transcendência presente ao longo de sua vida.


Não nos prendamos à materialidade. Afinal a vida é sempre curta.


E acima de tudo, o homem necessita voar!


Paulo Cesar Fernandes


04 02 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O mundo possível virá

A Europa não é mais o centro do mundo.
Os EEUU não são mais o centro do mundo.


Hoje, no mundo, pipocam novos centros de cultura, novas formas de pensar trazidas por etnias das mais diversas.
 


Mesmo os blocos econômicos não tem a menor importância. Estão sempre às voltas com suas economias, e com seus mercados.
 

Uma outra lógica deverá salvar o mundo. Basta os que se julgam sábios e donos de todo o saber baixar a bola. E de forma humilde beber da sabedoria de todas as culturas ancestrais. Essas mesmas culturas que os europeus e os EEUU tentaram dizimar.



E não conseguiram.
 



Voltar às origens indianas, incaicas, quechuas, chinesas, etc.



Indo lá atrás, bem atrás mesmo no conhecimento desses povos.
 




Por certo aí está um tesouro capaz de trazer melhores rumos à civilização em agouro, a Civilização Ocidental Cristã. Uma cristandade materialista e genocida.



Jesus de Nazaré, o homem, não pactuaria com tudo isto. Nem mesmo de chamá-lo Cristo.
 


Cai por terra a civilização da exterioridade. E é necessário que nada sobre dela.


Nascerá a Civilização da Esssencialidade.


Do predomínio do Ser. (Espírito)


Da Espiritualidade.


De um novo conceito de progresso.


O progresso do Estar-Bem Para-Si e Estar-Bem Para o Outro.


Num nível de horizontalidade jamais visto. No mais natural colaboracionismo. Nada a ver com a materialidade dos códigos abertos dos softwares livres.


Falo de outra coisa. Noutro sentido, noutro rumo.
 


Construção paulatina e firme, onde cada um de nós poderá ir acordando. Cada um a seu tempo.


Sem mais a letargia da materialidade, do consumo, da objetificação do Ser.

O mundo possível virá!
 


Paulo Cesar Fernandes

23 01 2013



2013   »   Ano 1   »   Era da JUSTIÇA

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Retomando a questão

Tenho defendido a idéia da inexistência do perispírito.


Dessa forma, o espirito agiria diretamente sobre a matéria.


Raciocine comigo por favor. O espírito tem a capacidade de aglutinar energia ao redor de si, e por força de sua vontade destinar essa energia a outras pessoas necessitadas da mesma. Fenômeno esse ocorrendo diuturnamente em todas as casas espíritas.


Se, pelo pensamento, o espirito é capaz de aglutinar energia, e sendo energia matéria, deduzimos daí ser o espirito capaz de atuar diretamente sobre a matéria.


O Espírito atua diretamente sobre a Matéria.


Por que motivo teria uma série de elementos semimateriais, vaporosos, diáfanos, ou como queiramos chamar para intermediar a relação espírito/corpo ou espírito/objetos, neste último caso nos referindo às manifestações físicas ocorridas à época de Kardec, como tenho visto em "O Livro dos Médiuns" neste estudo sistemático de cada tarde.


Não te peço, leitor, para concordar comigo. Pois tenho afirmado à exaustão, ser minha tarefa no mundo lançar idéias apenas, sempre na perspectiva de pessoas dotadas de tino, e capacidade de análise, nessas idéias se debruçar, e a alguma conclusão delas tirar.


Confirmando meu raciocínio lógico, ou dele discordando.


Em nada me ferirá a rejeição das pessoas às minhas idéias. Homens muito mais inteligentes que eu tiveram suas idéias inicialmente rejeitadas e, o transcurso do tempo e a evolução das mentalidades acabaram por lhes dar a merecida razão.


Realmente não me preocupo. E tomo um cientista da geologia como exemplo. Alfred Lothar Wegener. Este homem foi detonado quando, por volta de 1930, trouxe à luz a "Teoria da Deriva dos Continentes". Advoga ele que os continentes estão se distanciando, desde o momento da Pangea, quando uma massa uniforme craqueou, e suas várias partes foram se deslocando, dando origem aos continentes hoje conhecidos.


Ainda em anos recentes, li um artigo, em que duas professoras eram ferozes contra a teoria de Wegener. Mesmo com a divulgação das pesquisas levadas a cabo por cientistas do mundo todo, onde reafirmam a teoria, com a oportunidade de medir o quanto de deslocamento se dá em determinados períodos de tempo.


Os equipamentos de Geoprocessamento e o avanço da computação científica permitiram a validação da teoria de Wegener. E, embora já tenha sido validada, segue com a denominação de "Teoria da Deriva Continental". (Para maiores informações procure livro de
Samuel Blanco sobre o assunto).


Digo ao leitor. Estou trazendo uma teoria, por mais pautada na lógica, é uma teoria. Que confronta com o texto de Allan kardec em "O Livro dos Médiuns", na segunda parte, capítulo IV denominado "Da teoria das Manifestações Físicas".


Antes de ver o texto de Kardec, pensemos que Albert Einstein não tinha ainda passado pela Terra, ainda não havia trazido sua contribuição ao nosso pensamento científico, quando define ser a matéria apenas uma transformação de energia, se bem entendi as aulas dos meus amigos mais versados em ciência. Expresso aqui o conteúdo aprendido e apreendido nas aulas dos cursos de Sexta-feira no Centro Espírita Allan Kardec. O pouco de conhecimento científico em mim presente, tem ali sua raiz. Sendo evidente minha gratidão.


Após uma série de perguntas aos espíritos sobre as manifestações Físicas Kardec tece as suas considerações:


75. Estas explicações são claras, categóricas e isentas de ambigüidade. Delas ressalta, como ponto capital, que o fluido universal, onde se contém o principio da vida, é o agente principal das manifestações, agente que recebe impulsão do Espírito, seja encarnado, seja errante.

Condensado, esse fluido constitui o perispírito, ou invólucro semimaterial do Espírito. Encarnado este, o perispírito se acha unido à matéria do corpo; estando o Espírito na erraticidade, ele se encontra livre. Quando o Espírito está encarnado, a substância do perispírito se acha mais ou menos ligada, mais ou menos aderente, se assim nos podemos exprimir.

Em algumas pessoas se verifica, por efeito de suas organizações, uma espécie de emanação desse fluido e é isso, propriamente falando, o que constitui o médium de influências físicas. A emissão do fluido animalizado pode ser mais ou menos abundante, como mais ou menos fácil a sua combinação, donde os médiuns mais ou menos poderosos. Essa emissão, porém, não é permanente, o
que explica a intermitência do poder mediúnico.



76. Façamos uma comparação. Quando se tem vontade de atuar materialmente sobre um ponto colocado a distância, quem quer é o pensamento, mas o pensamento por si só não irá percutir o ponto; é-lhe preciso um intermediário, posto sob a sua direção: uma vara, um projetil, uma corrente de ar, etc.

Notai também que o pensamento não atua diretamente sobre a vara, porquanto, se esta não for tocada, não se moverá. O pensamento,
que não é senão o Espírito encarnado, está unido ao corpo pelo perispírito e não pode atuar sobre o corpo sem o perispírito, como não o pode sobre a vara sem o corpo.

Atua sobre o perispírito, por ser esta a substância com que tem mais afinidade; o perispírito atua sobre os músculos, os músculos tomam a vara e a vara bate no ponto visado. Quando o Espírito não está encarnado, faz-se-lhe mister um auxiliar estranho e este auxiliar
é o fluido, mediante o qual torna ele o objeto, sobre que quer atuar, apto a lhe obedecer à impulsão da vontade.



77. Assim, quando um objeto é posto em movimento, levantado ou atirado para o ar, não é que o Espírito o tome, empurre e suspenda, como o faríamos com a mão. O Espírito o satura, por assim dizer, do seu fluido, combinado com o do médium, e o objeto, momentaneamente vivificado desta maneira, obra como o faria um ser vivo, com a diferença apenas de que, não tendo vontade própria, segue o impulso que lhe dá a vontade do Espírito.

Pois que o fluido vital, que o Espírito, de certo modo, emite, dá vida factícia e momentânea aos corpos inertes; pois que o perispírito não é mais do que esse mesmo fluido vital, segue-se que, quando o Espírito está encarnado, é ele próprio quem dá vida ao seu corpo, por meio do seu perispírito, conservando-se unido a esse corpo, enquanto a organização deste o permite. Quando se retira, o corpo morre. Agora, se, em vez de uma mesa, esculpirmos uma estátua de madeira e sobre ela atuarmos, como sobre a mesa, teremos uma estátua que se moverá, que baterá, que responderá
com os seus movimentos e pancadas. Teremos, em suma, uma estátua animada momentaneamente de uma vida artificial. Em lugar de mesas falantes, ter-se-iam estátuas falantes. Quanta luz esta teoria não projeta sobre uma imensidade de fenômenos até agora sem solução!

Quantas alegorias e efeitos misteriosos ela não explica!

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Allan Kardec, Hegel, Kant a linguagem evidentemente superior utilizada por estes espíritos me trazem alegria e bem estar. Uma linguagem capaz de nos colocar num patamar mais elevado de concepções, nos arrojando distante da materialidade do dia a dia.


Está esse tipo de leituras entre as coisas por mim designadas como o universo da Espiritualidade.


O que resta ao leitor sério?


Pesar as duas teorias e adotar a mais lógica e mais condizente com os tempos, e os conhecimentos científicos por nós desfrutados na atualidade.


Evidente está, ao fazer este arrazoado chamo o leitor à minha teoria. Mas repito: em nada me sentirei diminuido se algum desses leitores vier a me negar o beneplácito de sua concordância.


Bem diz o dito popular "em cada cabeça uma sentença".  Estou longe de me crer dono da verdade. A verdade não existe.


Vou nos caminhos de Jesus, no seu exemplo. Este falava ao seu povo por parábolas, pois a alegoria é uma forma de sugestão de idéias. Nunca se configurando numa forma autoritária de discurso.


Permitindo estas ao receptor acatá-las e praticá-las segundo sua capacidade de compreensão, respeita a individoalidade, a subjetividade de cada um.


Apenas sugiro uma outra ótica de análise, para um mesmo fenômeno teorizado por Allan Kardec.


Nossa análise seja sempre visando o melhor para cada um dos homens, e à Humanidade como um todo.



Paulo Cesar Fernandes

16  01  2013



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Desarme

Quando nos desarmamos, e permitimos ao coração tomar por inteiro a palavra, a vida ganha.

E por nossa mente vão desfilando momentos alegres e felizes com as companheiras todas que esta vida me permitiu conviver. Os risos; os perigos; emoções; as intimidades conquistadas a dois; toques de delicadeza e doçura;  o café na cama; um poema fixado num guarda-roupas; um assalto sofrido a dois; a descoberta da ejaculação feminina; os dedos deslizando suavemente sobre o corpo depois do amor; a mão que penetra a cabeleira densa para um cafuné; e coisas tantas...

Mais forte que tudo é o silêncio tão parlante, os olhares atados entre si, circuito fechado sem nada lá fora.

Uma foto de passado distante trouxe esse desarme.

Imagem de emoções, estas plenamente espirituais, compondo o
passado no CEAK. Mocidade. Coisas de outra natureza.


Sensibilidade e beleza ainda, num sair do corpo. Projetar-se num grupo sendo apenas afetividade. A magia do amor, se deslocando do seio da consanguinidade para a família espiritual. Almas irmanadas num só diapasão. Corações alegres, cantando como sabiás ou bem-te-vis.


Alegria e sinceridade juvenis se somando para presentear as pessoas com um certo êxtase. Nada tão intenso até aquela data.

O próprio Alexandre Sech impactado diante do momento.

Felicidade!

Gotas de felicidade pinçadas do passado.
Lembranças todas plenas de alegria e prazer.
Todas boas. Todas fortes. Santificadas.
Fluem energias do coração aberto a tudo.
Sinceramente afetuoso, no passado e no presente.
A idade é força amiga, nos caminhos do coração aberto.


Paulo Cesar Fernandes

11   01   2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Carta a um homem atemporal e perene - Jesus

Sim, és tu Jesus, cujas mãos calientes tocam meu coração, fazendo dele brotar as mais puras emoções; límpidas, límpidas como as intenções e ações de todos aqueles verdadeiramente revolucionários.


Palavras e atos revolvendo a Razão e a sensibilidade.


Exemplos fortes, capazes de forjar novos militantes, para honrar mais e mais nossos massacrados países da América Espanhola, mas não só.


Massacrados por civilizações que se diziam e se dizem cristãs.


Aonde a cristandade? Brutalidade e genocídio, em nome de que deus?


Não Jesus, tu não estavas lá, e não estavas vendo tudo isso.


O mundo todo se ressente e sofre de tanta injustiça. O negrito magricela de todos os recantos deste injusto mundo.

Os olhinhos fundos de fome, assolando a África e o Sudeste Asiático. O Brasil e nossa HispanoAmérica. Até quando?


Não te chamo para pedir nada, nem para te lembrar do que talvez te fosse obrigação.


Clamo por ti para compartir a dor, essa dor de tanta injustiça forjada.


É do calor e do contato de tuas mãos, que tomo coragem para compartir essa dor. Não a quero apenas minha, mas nossa.


Te pergunto ainda.


Como existir Deus, se o coração da Humanidade é forjado da materialidade mais cruel?


Deus não existe!


Houve equívoco de tua parte, e de teu equívoco se valeram homens da mais vil categoria espiritual, para dominar outros homens, quer politicamente, quer mentalmente; são os pobres da terra de hoje, e os pobres de espírito de todos os tempos.


Estou certo que tu, junto como os filósofos de todos os tempos, deram ao homem mais autonomia. E hoje ainda, sob o ordenamento de tua Viva Razão, se dá o surgimento de novos nomes, capazes de por uma pá de cal na insensibilidade, na irracionalidade vigente em nosso tempo.


É a ti Jesus de Nazaré, e mais ainda à tua renovadora mensagem a negação geral. 
Os homens negam a ti e à tua mensagem a cada dia, a cada hora.

Como se uma venda de frieza e individualismo estivesse presente nos olhos de toda a Humanidade.


Crês ainda em Deus?

Estou convicto que não!


Temos no peito a mesma dor da desilusão! Dor de perda! A perda diária de cada pessoa engalfinhada em si mesmo. Na mesmice do egoísmo.


Por outro lado, trazes em teus lábios as palavras das Bemaventuranças, de todo o Sermão da Montanha e a promessa do Reino.


Agora já não mais no imanente, mas consolidado no contingente. Na vida diária. Concreta!


Um Reino Real e Palpável, capaz de dar sentido ao aperto de mão, ao abraço, ao olhar afetuoso, à mensagem encorajadora.


Não meu amigo de Nazaré, nós estamos no mesmo barco.

Já deixastes o "Reino de los Cielos" pisastes a Terra. Esta mesma terra hispanoamericana e conflituosa. De matanças e genocídios tantos.
Esse é o material a trabalhar. E trabalhar juntos!


Essa terra africana carente e faminta. Essa terra do Haiti, pobre em todos os aspectos, itens capazes de serem percebidos por nós dois.


Mas essa mesma terra tem, e tu sabes, homens cujas palavras e atos são cânticos de hossanas à Vida, e não mais os anjos dos céus, ou deuses abstratos e inexistentes.


A Vida existe e pulsa em mim agora, no correr da pena, no pensamento claro e amoroso a ti, e à Humanidade toda.


Essa mesma Humanidade adormecida, entorpecida pelo canto da sereia da materialidade capitalista.


É possível acordar! Sair da letargia e do marasmo. Da frieza. Egoísmo reinante.


Sabes. De Nazaré até hoje temos a mesma Humanidade. Os mesmos problemas, mesmas paixões.


Sabes também, do caminho da Espiritualidade, opositora ferrenha da materialidade vigente. Assassina e torpe. Capaz da indústria Bélica; da
pesquisa da destruição em massa; da eliminação planejada das populações pobres, num processo de "higienização" da Terra, levada a cabo pelas
grandes potências bélicas (Vide obra de Slavoj Zizek).


Uma espiritualidade não religiosa, e despida de todas as instituições, livre de preceitos outros além dos deixados por ti, e dos presentes nos limites da
Razão Humana. O Homem, capaz de se enternecer com a dor do outro homem, tendo dentro de si, a humanidade perdida na materialidade. Uma materialidade presente em todos os recantos do mundo.


Uma Espiritualidade capaz de mudar, através do coração as novas gerações, recebendo estas um legado mais feliz e mais harmonioso.


Nascerá uma nova militância pautada em ti, velho amigo. Homem como todos nós, mas com a capacidade de visão mais ampla, e com um amor
capaz de fazer renascer no coração do  homem, valores de Justiça e Equidade. Algo mais condizente com a Terra na qual todos sonhamos viver.


Se "Deus está morto". Cabe a ti viver e vivificar a Terra, ditando os rumos para uma Nova Humanidade.



Portal Fernandes   (Paulo Cesar Fernandes

18  09  2012

Filosofia e Religião - José Pablo Feinmann

Filosofia e Religião - José Pablo Feinmann



Prof. José Pablo Feinmann (UBA - Universidade de Buenos Aires)

Nota inicial: Estas anotações foram feitas no correr do video e alguma coisa pode ter se perdido. Peço tua compreensão. P.C. serão minhas observações pessoais.


Bueno. A idéia de religião está presente em todos os filósofos.

(Inclusive em filósofos que negam a existência de Deus há a ocupação com a questão religiosa. P.C.)


(É de se notar o discurso feito em 1933, na Universidade de Berlim por Martin Heidegger, um homem sempre acusado de sua ligação com o Nazismo. Mas cujas idéias são válidas como veremos. P.C.)


Karl Jaspers era um homem medíocre que trocava cartas com Heidegger. Segundo Jaspers o homem não chega a Deus pela Razão. Precisa dar um salto, sair da Razão e chegar a Deus pela fé.


Ora, a fé é a negação da razão.

(A fé é sempre cega. Não há outra forma de fé. Para me apegar a uma fé eu preciso aniquilar a Razão. Uma imbecilidade. P.C.)


Que é Deus?

Por que aparece na cultura do homem?


O homem busca explicaçã para tudo, busca saber de suas origens e destinações. Da finalidade de sua existência e, o pior, a questão de sua finitude.

A grande angústia humana. Essa finitude lhe dá a necessidade de um Ser Absoluto »» DEUS


Aristóteles o chama de motor primeiro.


Santo Agostinho em suas "Confissões" estabelece algumas questões:

Por que fui criado?
Vim ao mundo pelo pecado?
Por que sinto paixões?
Por que pusestes o Mal em mim?
Por que criastes o Mal?



Leibniz em sua obra nos diz que vivemos no "melhor dos mundos possíveis". Que Deus nos deu "o menos mal possível".

A Onipotência Divina se contrapoe à existência do Mal.

O Mal é fruto da Liberdade do homem.


Por que Deus fez um mundo tão imperfeito?


»»» Deus nas filosofias «««


Onde estava Deus em Alschwitz?

Onde estava Deus nos Campos de Concentração do Chile de Augusto Pinochet?


É cômodo crer em Deus, pois ele nos dá respostas a tudo o que nos incomoda.


A tortura de Jesus na cruz é uma justificativa para as torturas perpetradas pela Igreja na Idade Média. Se Jesus foi imolado na cruz, é justo que eu imole os hereges capazes de se opor à Santa Igreja.


Da mesma forma o Holocausto tão fortemente trabalhado pelos Judeus, busca justificar as ações do Estado de Israel contra o Povo Palestino.


Descartes precisou sair de um país católico, como a França, e se radicar na Holanda para poder pensar mais livremente.

Na Holanda duvidou de tudo, firmando seu ponto de partida no Cógito »» o pensamento do homem. Para Descartes o deus é o Homem. Mas Descartes acreditava em Deus.


Raciocínio de Descartes sobre Deus:

"O que está fora de mim existe.
Existe em mim a idéia de um ser perfeito.
Alguém pos essa idéia em mim.
Esse alguém é Deus."



Para Martin Heidegger, a subjetividade trazida pelo Cógito de Descartes: "Penso, logo existo" é o inicio do capitalismo.


E por que isso?

Pois o homem se coloca na centralidade de tudo. Passa a ser sujeito de si e de sua história. E passa a ter domínio sobre as coisas (Entes segundo Heidegger).


Para Heidegger os Entes dominam o mundo, e o homem se distancia do Ser. Criticava também a técnica capaz de dar ao homem a ilusão de ser maior que realmente o é.


1789 »» Revolução Francesa »» Negação de Deus.

E por que negavam a Deus?


Pois Luis XVI governava por direito divino.

(Vemos aí a forte ligação da instituição Igreja com os poderes temporais da Terra, o que lhe tira a possibilidade de um vínculo
maior com a divindade. P.C.)


Segundo Immanuel Kant, Deus é o sujeito transcendental.

O mundo é aquele que o Homem/Sujeito possa conhecer.

Não há verdade divina, a verdade é humana.



Finalmente para Karl Marx: "A religião é o ópio do povo."


«««
Opiniões de José Pablo Feinmann.
Comentários de Paulo Cesar.

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Grato pela sua atenção.


Paulo Cesar Fernandes

07 01 2013


2013 Era da Justiça Ano I

sábado, 5 de janeiro de 2013

Mediunidade e Mesas Girantes - 05 01 2013

Aqui temos dois aspectos de bastante interesse:

1) muitas pessoas gostariam de ser médiuns, mas para isso apenas a observação detalhada e sistemática poderá, ao longo de um bom período de tempo definir com maior exatidão;

2) outro aspecto que veremos no trecho abaixo é das mesas girantes, fenômenos iniciais de todo o processo de comounicação entre os desencarnados e o mundo material.

Atentemos às observações de Kardec, e sigamos na nossa rota de aprendizado e conhecimento mais seguro das relações entre o mundo material e o imaterial.

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Allan Kardec  -  Livro dos Médiuns

SEGUNDA PARTE

Das manifestações espíritas

CAPÍTULO II

DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS. - DAS MESAS GIRANTES


62. Nenhum indício há pelo qual se reconheça a existência da faculdade mediúnica. Só a experiência pode revelá-la. Quando, numa reunião, se quer experimentar, devem todos, muito simplesmente, sentar-se ao derredor da mesa e colocar-lhe em cima, espalmadas, as mãos, sem pressão, nem esforço muscular. A
princípio, como se ignorassem as causas do fenômeno, recomendavam muitas precauções, que depois se verificou serem absolutamente inúteis. Tal, por exemplo, a alternação dos sexos; tal, também, o contacto entre os dedos mínimos das diferentes
pessoas, de modo a formar uma cadeia ininterrupta. Esta última precaução parecia necessária, quando se acreditava na ação de uma espécie de corrente elétrica. Depois, a experiência lhe demonstrou a inutilidade. A única prescrição de rigor obrigatório é o recolhimento, absoluto silêncio e, sobretudo, a paciência, caso o efeito se faça esperar. Pode acontecer que ele se produza em alguns minutos, como pode tardar meia hora ou uma hora. Isso depende da força mediúnica dos co-participantes.



63. Acrescentemos que a forma da mesa, a substância de que é feita, a presença de metais, da seda nas roupas dos assistentes, os dias, as horas, a obscuridade, ou a luz etc., são indiferentes como a chuva ou o bom tempo. Apenas o volume da mesa deve ser levado em conta, mas tão-somente no caso em que a força mediúnica seja insuficiente para vencer-lhe a resistência. No caso contrário, uma pessoa só, até uma criança, pode fazer que uma mesa de cem quilos se levante, ao passo que, em condições menos favoráveis, doze pessoas não conseguirão que uma mesinha de centro se mova.
Estando as coisas neste pé, quando o efeito começa a produzir-se, geralmente se ouve um pequeno estalido na mesa; sente-se como que um frêmito, que é o prelúdio do movimento. Tem-se a impressão de que ela se esforça por despregar-se do chão; depois,
o movimento de rotação se acentua e acelera ao ponto de adquirir tal rapidez, que os assistentes se vêem nas maiores dificuldades para acompanhá-lo. Uma vez acentuado o movimento, podem eles afastar-se da mesa, que esta continua a mover-se em todos os
sentidos, sem contacto.


Doutras vezes, ela se agita e ergue, ora num pé, ora noutro, e, em seguida, retoma suavemente a sua posição natural. Doutras, entra a oscilar, imitando o duplo balanço de um navio. Doutras, afinal, mas para isto necessário se faz considerável força mediúnica, se destaca completamente do solo e se mantém equilibrada no espaço, sem
nenhum ponto de apoio, chegando mesmo, não raro, a elevar-se até o forro da casa, de modo a ser possível passar-se-lhe por baixo. Depois, desce lentamente, baloiçando-se como o faria uma folha de papel, ou, senão, cai violentamente e se quebra, o que prova de modo patente que os que presenciam o fenômeno não são vítimas de uma ilusão de ótica.


64. Outro fenômeno que se produz com freqüência, de acordo com a natureza do médium, é o das pancadas no próprio tecido da madeira, sem que a mesa faça qualquer movimento. Essas pancadas, às vezes muito fracas, outras vezes muito fortes, se fazem também ouvir nos outros móveis do compartimento, nas paredes e no forro. Dentro em pouco voltaremos a esta questão. Quando as pancadas se dão na mesa, produzem nesta uma vibração muito apreciável por meio dos dedos e que se distingue
perfeitamente, aplicando-se-lhe o ouvido.


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No que diz respeito ao processo de desenvolvimento da mediunidade, em muitos lugares se fez o avanço para o processo de conhecimento da mediunidade.

Muitas vezes, dentro do Curso de Mediunidade, por um criterioso registro e análise do desenvolvimento, do progresso de cada participante nas suas sensações, e possíveis sinais apresentados, pode a pessoa que coordena o curso de mediunidade como maior possibilidade de acerto encaminhar a pessoa para uma reunião mediúnica, para atuar como médium mesmo, ou ser sincera com a pessoa dizendo-lhe não ter mediunidade,. Mas isso não é impedimento para que trabalhe na casa espírita.

Em geral, em lugarea bem orientados, tais pessoas são alocadas nas reuniões, aí atuando como suportes energéticos para a harmonização maior do ambiente mediúnico.

Sendo a mediunidade, segundo Kardec, uma predisposição orgânica, podemos pensá-la como algo a se construir a partir do momento da concepção, evidentemente levando em consideração todas as experiências de comunicação acumuladas pelo espírito em sua trajetória existencial.

Comunicação é um processo capaz de ser aprendido. Dessa maneira, aprende o espírito comunicante a se comunicar; bem como aprendem os médiuns a cederam de bom grado seu físico para a consecução de um processo de comunicação mediúnica.

E sempre são levadas em conta todas as experiências das encarnações anteriores.

Mediunidade é um processo natural e belo. Permite uma série de consolações e de alegrias incapazes de ser imaginadas pelos materialistas contumazes.

O espiritismo é uma porta de ampliação de possibilidades de compreensão da existência, trazendo ao indivíduo sério uma responsabilidade bem maior para com os próprios atos. e nesse contato entre a esfera material e a imaterial muito de aprendizado se consolida; quer numa Casa Espírita, quer num Lar bem estruturado, onde uma atividade de estudo tenha constância e regularidade.

Espíritos sérios e voltados para o Bem Maior não se ligam a pessoas de vida desregrada e sem responsabilidade e respeito para com eles. É da Lei de Afinidade; uma das leis components da Lei Natural, regente de nossos destinos.


Paulo Cesar Fernandes

05  01  2013


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Reflexão 2013 01 04 - Muito pouco para muito

Partir de um texto, fazer reflexões existenciais sobre nossos pensamentos e atos, no sentido de aprimorá-los, é realmente uma coisa impactante na nossa vida diária.

Chamemos de meditação, prece, ou qualquer outro nome desejado.

É fato a alteração provocada por esses trinta ou quarenta minutos na nossa trajetória existencial.
Não somos os mesmos, nos pensamentos e nos atos.
Uma tranquilidade passa a nos acompanhar; e uma vigilância mais perene se apodera de nós quanto aos nossos pensamentos.

Não mais iracundos, os intransigentes como eu. Relativização dos fatos ao nosso redor.


Nasce um diferencial.


Teve inicio na minha vida no pior momento da minha existência: o segundo semestre de 2011.
O Semestre Terrível. O mundo desabando ao meu redor:
Doença na família. Desequilíbrio meu. Fragilidade ante um quadro desagrádável, renascido do passado.


Eu precisava me fortalecer.


Não sei de onde veio a idéia, se inspirado, ou da necessidade advinda da dor.

O fim de tarde seria tempo de meditação. Revendo o dia até a hora e planejando o futuro.

Uma batalha nos primeiros meses, e pouco a pouco as negras nuvens se foram dissipando.
A taquicardia saiu do quadro existencial.

Bem estar e sensibilidade aflorando. Um sono mais reparador.


O fluir dos textos são um demonstrativo desse outro momento de paz e criatividade.

A Felicidade tendo foco dentro de mim.

Sem ilusões infantis. Sem necessidades materiais de qualquer ordem.

A simplicidade franciscana como meta tem sido elemento de grande poder nesse processo todo.


Num poema eu disse, com muita verdade nisso:
   Fora de mim o Nada.
   Atrás, apenas o pó da estrada.



E não é egoísmo pois vivo na solidariedade.
Na luta por um mundo melhor.
Não me meto em maracutaias.
A ética me é ancestral.
Escolhi a simplicidade e a filosofia.

Numa corrente grandiosa:

Filosofia  »»»  Liberdade  »»»  Criatividade  »»»  Felicidade.


Mas não estou só nesse processo.
Conto com amigos espirituais, muitos eu creio.
Pois toda tarde é um renascer. Um bem estar sem fronteiras.

Amigos hispanicos que gostam das coisas que escrevo, inclusive no Blog Pour Kardec - De teoria Espírita


Daí concluí que não necessitamos de instituições de nenhuma ordem.
Precisamos apenas instituir em nossa vida a Vontade de Servir; a Sinceridade; e a alma totalmente voltada para o Bem.

Assim é! E assim há de continuar sendo.


Paulo Cesar Fernandes


04  01  2013



2013   Ano I   Era da Justiça